Vampiros na Armênia: Dakhanavar
Orivaldo Leme Biagi
Mitos sobre vampiros estão em vários lugares do mundo, até mesmo em países pouco conhecidos, como é o caso da Armênia. Neste pequeno e antigo país, temos, no seu folclore, a figura de um vampiro: Dakahanavar.
O país está localizado entre a Rússia e a Turquia, tendo sido, quase sempre, um país oprimido: no final do século XIX, foi palco de inúmeros massacres realizados pelos turcos no período em que estes ocuparam o país; no século XX, a Armênia foi incorporada à União Soviética na primeira metade do século XX, estando na sua órbita até 1990, sofrendo, inclusive, todos os longos e violentos "processos" que os soviéticos passaram.
A Armênia também foi o primeiro país a instituir o cristianismo como religião nacional, sendo que sua igreja é parecida com as igrejas ortodoxas orientais, em particular com a russa, mas ela não seguiu o desenvolvimento da teologia ortodoxa do século V até o século VII, onde seriam criadas as bases filosóficas das igrejas ortodoxas.
A presença de lendas envolvendo vampiros na Armênia surgiu em 1854, quando o Barão August von Haxthausen visitou o monte Ararat, no Cáucaso, conhecendo a lenda local que acreditava na existência de um vampiro, Dakhanavar, que protegia os vales da região dos intrusos, atacando viajantes durante a noite e sugando o sangue dos pés.
Ele teria sido derrotado por dois homens que, tendo ouvido falar dos hábitos do vampiro, dormiram com os pés sob a cabeça um do outro. Dakhanavar, ao ver uma criatura com duas cabeças e sem pés, fugiu para nunca mais ser visto.
O especialista Montague Summers citaria o texto de von Haxthausen em suas obras.
Artigo escrito e pesquisado por Orivaldo Leme Biagi, tendo sido publicado originalmente no fanzine "Juvenatrix", editado por Renato Rosatti.
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