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ANO DE LANÇAMENTO |
| 2001 (Brasil) |
| DIRETOR |
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Felipe M. Guerra
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| ELENCO |
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Fairuza Balk
Michael Moriarty
Warren Kole
Laurene Landon
Malcolm Kennard Tom Pickett Peter Benson Kristie Marsden
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| ROTEIRO |
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Felipe M. Guerra
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| PRODUÇÃO |
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Felipe M. Guerra Eliseu Demari
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| EDIÇÃO |
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Felipe M. Guerra
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LANÇAMENTO NO BRASIL:
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2001
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DISTRIBUIDORA:
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Necrófilos Produções
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ENTREI EM PÂNICO AO SABER O QUE VOCÊS FIZERAM NA SEXTA-FEIRA 13 DO VERÃO PASSADO (Idem)
A cidade de Carlos Barbosa está em pânico. Um assassino mascarado está fazendo vítimas. Ninguém está livre de seus ataques violentos, principalmente um grupo de jovens que decide fazer uma festa regada a muita bebida e música...
CRÍTICAS
Surpresa minha quando chego em casa e vejo o recém chegado DVD do “Entrei em
Pânico...”, produção caseira filmada com 250 reais pelo diretor/jornalista Felipe M.
Guerra em 2001 com elenco amador e sangue aos borbotões. O filme começa com uma
excelente piada envolvendo A Bruxa de Blair , apesar da piada não ser inédita pra
mim (uma variante foi usada no excelente filme de Sammo Hung chamado “Twinkle
Twinkle Lucky Stars”, ou “Guarda-Costas do Inimigo”.) ainda assim ri bastante. Somos
então apresentados à Cíntia, uma menina normal que recebe uma ligação de um
assassino: a seqüência é uma homenagem a “Pânico” de Wes Craven, sendo que até o assassino se
veste igual. É nessa seqüência que há as melhores piadas de todo o filme! Hilária a
paródia ao “Show do Milhão”, a revelação do amante de Cíntia, e a incompetência da
mesma de explicar o final de A Bruxa de Blair (“Mas eu até hoje não entendi o final
desse filme!” Hahahhaa). É então que somos brindados com uma das mais sangrentas
cenas do
filme, onde um pobre coitado tem seu braço “motosserrado” pelo assassino. Um belo
efeito levando-se em conta o baixo orçamento, mas eu senti falta de um esguichos de
sangue saindo do braço recém cortado.
Entra em cena o herói do filme, o hilário Goti que pretende dar uma festa em casa
para comemorar a formatura do 2º grau. E decide fazer tudo isso regrado a drogas e
muita bebida, indo contra as ordens do irmão Fabiano que irá passar dias fora e
cisma de confiar no irmão. O tal Fabiano talvez seja o personagem mais sensato do
filme e tem uma coleção realmente invejável de fitas VHS de terror. Goti é o oposto
do irmão, bonachão, cachaceiro, festeiro e ao mesmo tempo romântico! Mantêm um
namoro virtual com Niandra com quem nunca se encontrou. Tem como melhor amigo,
Marcelo, outro sem aparentemente nada pra fazer que fica fumando maconha com o amigo
e o sacaneia por ser romântico: “Porra! Liga e come ela, depois diz seu nome!.”
Hahahahaha.
Eles então chamam todos os outros amigos, Eliseu, Tomás, Tati e seu namorado, Gêison
(que sempre é encarnado por ser homônimo do assassino mascarado) além de Larissa,
Niandra e Ido (o cara inconveniente e que ninguém gosta, mas que rende ótimas piadas
durante o filme). Durante a festa, porém, é onde o assassino concluirá sua vingança.
Apesar de algumas falhas, afinal é um filme caseiro, “Entrei em Pânico...” é um
filme divertidíssimo que mesmo tendo lá suas 2 horas de duração, não enjoa em nenhum
momento. Há claro, cenas que ao meu ver bem que poderiam ser cortadas como a do
assassino rondando a casa das vítimas e não matando ninguém, como faz quando Goti
jogava Double Dragon (cena que me remeteu à infância)
As cenas de mortes são bastante criativas levando-se em conta a verba pífia. Destaco
como a mais original a que um personagem tem implantado no pescoço uma torneira que
drena seu sangue! hahaha. Mas algumas mortes deixam a desejar como a de Mathias, que
aparece com as tripas para fora, mas com a barriga praticamente intacta, nem
parecendo ter sido aberta.
O roteiro acerta em vários momentos e erra em alguns. Acerta porque consegue
desenvolver vários personagens a ponto do público simpatizar com eles. Goti, Eliseu
e Niandra são os maiores exemplos. E erra ao dar alguns poucos momentos de cena a
personagens como Larissa e Tati (a atriz mais bonita do filme, na minha opinião, que
infelizmente aparece pouco). O roteiro ainda homenageia “Psicose” ao matar o
protagonista sem dó e transformar o até então coadjuvante em herói. A morte do herói
é bem realizada, apesar de ter uma longa duração que tira um pouco da surpresa da
cena. No primeiro momento sabemos que o personagem está sendo penetrado (sem piadas
de duplo sentido, por favor), por algo pontiagudo, mas a demora do objeto em
trespassar o sujeito faz com que grande parte da dramaticidade da cena suma, mesmo
com a excelente atuação do ator no momento. Aliás a morte do protagonista chega a
ser revoltante, pois é um dos caras mais gente boa do filme.
O final claustrofóbico (todos ficam presos na casa) é muito divertido. Há citações à
“Massacre da Serra-Elétrica” (a morte com as marretadas) e uma avalanche de clichês
de slasher movies. Mas o mais interessante é que mesmo usando clichês, o filme ainda
quebra muitos. Em filmes slasher nota-se que quando se forma um “casal” no fim do
filme, tanto o herói quanto a heroína se mostram sempre abstêmios, não usam drogas e
não fazem sexo. Pra citar exemplos mais famosos, Sexta-feira 13 partes 2,6,7 e 8. Já
aqui é interessante ver um herói totalmente “imperfeito” juntando-se à heroína.
Outro momento pra rir são os incessantes retornos do vilão da morte - coisa típica
nesse tipo de filme, que aqui funciona como uma paródia muito engraçada. E o que
dizer dos motivos que levaram o vilão a matar? Hahaha. Sem contar que o neo-herói do
filme, assim como o assassino, dá uma de “Duro de Matar” e sempre escapa da morte,
até mesmo quando leva uma facada no pescoço que ultrapassa sua boca, no melhor
estilo “Terror Na Ópera”.
Esse filme com um título quilométrico é sem dúvida um dos mais divertidos que já vi.
E é legal ver o empenho do pessoal em fazer um longa com apenas 250 reais, numa
iniciativa louvável. O negócio é entrar na brincadeira e rir das burradas de Goti,
da incompetência de Ido e torcer pelo heroísmo de Eliseu. Sem contar as beldades
como Niandra (no melhor momento scream-queen) e Tati (que como disse acho a mais
linda do filme e que infelizmente aparece pouco) Some às cenas
antológicas como a briga de bonecos do Leatherface e Barbie, à trilha sonora
divertida e aos peculiares sotaques do pessoal de Carlos Barbosa. Afinal “Porco Dio”
não se ouve em qualquer slasher de Hollywood.
PS: Para comprar o filme, entre em contato com o Felipe através do :
necrofilosfilmes@hotmail.com
HISTÓRIA:  
GORE:  
EFEITOS:   
DIVERSÃO:    
Bruno C.Martino
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