ECLIPSE MORTAL
Pitch Black


ANO:   2000
PAÍS:   EUA
DURAÇÃO:    096 minutos
DISTRIBUIDORA:    UNITED INTERNATIONAL PICTURES
DIREÇÃO:   David Twohy
ROTEIRO:   Jim & Ken Wheatd e David Twohy
ELENCO:    Vin Diesel (Riddick); Radha Mitchell (Fry); Cole Hauser (Johns); Keith David (Imam); Lewis Fitz-Gerald (Paris); Claudia Black (Shazza); Rhianna Griffith (Jack/Jackie); John Moore (Zeke); Simon Burke (Owens); Les Chantery (Suleiman);Sam Sari (Hassan); Firass Dirani (Ali)
CARACTERÍSTICAS:    Colorido; Legendado


SINOPSE:
    Não tenha medo do escuro - e sim do que há no escuro.Neste planeta, a primeira coisa que você percebe é a temperatura: o calor é brutal. Você vai rezar para chegar a noite... e implorar para amanhecer. Quando anoitece, o pior está por vir: as criaturas saem para caçar... você.
Num futuro não muito longe, a piloto Fry faz uma aterrissagem forçada de sua espaçonave num planeta distante. Toda a tripulação de Fry morre no acidente, mas alguns passageiros sobrevivem. O oficial Johns está desarmado, da mesma forma que seu prisioneiro, o assassino Riddick. Ao explorarem esse planeta desconfortavelmente quente, os sobreviventes precisam andar em grupo se quiserem continuar vivos. O planeta é sinistro, árido e sem vida. Mas quando o sol se põe e o planeta mergulha numa escuridão total e seus outros habitantes aparecem...


CRÍTICAS:     Às vezes, quando um DivX está em fase de download, o usuário do programa P2P acaba não sabendo o que virá pela frente. Eu explico. Haviam 2 opções para o download deste "Eaten Alive", uma podendo ser o filme de Tobe Hooper de 1976, e outra podendo ser o "Mangiati Vivi Dai Cannibali", produção italiana de 1980 da linhagem cannibal-exploitation. Sendo que eu ainda não vi a fita de Hooper e sei que o cara é bom no que faz, principalmente naquela época, a lei de Murphy (e não é o Jack Murphy) diz que o filme que chegaria era o italiano.

A primeira coisa que devemos salientar quando lembramos de filmes de canibais, é que a autoridade máxima no assunto, talvez única, era Ruggero Deodato. Depois de “Holocausto Canibal”, tudo que foi dirigido por Umberto Lenzi tornou-se obsoleto. Lenzi dirigiu 3 filmes de canibais, “A Montanha do Deus Canibal”, “Cannibal Ferox” e este “Eaten Alive”. O roteiro mescla coisas de “Holocausto Canibal” com “Cannibal Ferox” - juro que eu estou me segurando na risada por analizar os "roteiros" dessas pérolas. Ao menos algo se salva em “Eaten Alive”, que é a loira Janet Agren, e esse quesito é o único onde Lenzi vence Deodato: na qualidade das mulheres peladas. Em “A Montanha do Deus Canibal”, era a ex-bond girl Ursula Andress quem tirava a roupa.

A história começa nas Cataratas do Niágara, onde um sujeito é morto por um dardo embebido em veneno. O mesmo ocorre em Nova York, só que aí o assassino, um índio, é morto ao tentar fugir da polícia. A cena, alias, poderia entrar em qualquer antologia trash, de tão mal-feita. Nesse interim, Sheila Morris (Janet Agren) descobre que sua irmã está desaparecida. Mas o assassino morto pela polícia trazia uma câmera 8mm com o nome “Diana” escrito nela, inclusive o endereço de onde ela está. Ela acaba descobrindo que sua irmã caiu nas mãos de Jonas e sua seita de purificação, na Nova Guinea.

Ao viajar para lá, ela encontra Mark (Robert Kerman), que mora lá desde que havia deserdado do Vietnã 7 anos antes. Ele aceita uma grana de Sheila para entrar no território canibal para procurar Diana, e leva Sheila a tiracolo na expedição. A mistura de uma seita de fanáticos religiosos com uma selva de canibais só podia dar nesse resultado mesmo: ataques antropófagos, estupros (sempre tem isso nas fitas desse gênero) e cenas de animais mortos em cena, estas cenas, diga-se, de passagem, não são encenadas.

Tão trash que se torna uma comédia involuntária, o filme não tem um décimo da tensão de “Holocausto Canibal”, por exemplo, e falha miseravelmente na construção de qualquer tipo de atmosfera, seja de suspense, de terror, de aventura e até erotismo. Nada funciona. “Eaten Alive” é daquelas fitas que o espectador encara com a perpectiva do “deixa rolar”. E quem diria o Mel Ferrer, coadjuvante aqui. Quando eu me lembro dele ter sido o ótimo vilão do melhor filme de capa-e-espada dos anos 50, "Scaramouche", vejo aqui o quão baixo um ser humano pode descer. Ladeira pouca é bobagem.

PS: As cenas de violência desse filme são tão trash, mas tão trash, que tudo pode ser visto como uma sensacional comédia, neste caso o rating, definido como 1, subiria para 3 ou 4. O momento do atropelamento no início é hilário. Há uma cena daqui que já havia sido usada em "A Última Montanha dos Canibais", a do canibal que é castrado pelo restante da tribo. Ou seja, a palavra picaretagem é patricamente redefinida.E como oportunismo pouco é bobagem também, eles roubaram o tema musical de "Cannibal Ferox". Uma musiquinha bem ordinária, diga-se de passagem.

Carlos Afonso

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COTAÇÃO:    
Você tem medo do escuro? Agora vai ter.
Tendo em mente esse medo primitivo do homem, os irmãos Ken e Jim Wheat (A MOSCA 2, O RETORNO, UMA SOMBRA NO ESCURO, PRAZERES DA MEIA-NOITE) escreveram o roteiro original de ECLIPSE MORTAL. Depois, o Produtor Tom Engelman (A MOSCA, VELOCIDADE TERMINAL, QUERO SER GRANDE, UMA SECRETÁRIA DE FUTURO) leu o roteiro e logo quis transformá-lo num filme, como explica:
"Sempre fui fascinado pela idéia por trás de ECLIPSE MORTAL. Para mim, é um filme sobre o pior medo da nossa infância - o escuro. Lembro bem da minha primeira experiência na casa de um amigo quando eu tinha cinco anos de idade. Acordei no escuro, num quarto estranho, e fiquei apavorado. Caí da cama e estava com tanto medo que corri para casa, gritando durante todo o caminho, e tudo o que eu via era percebido como um monstro ou demônio. Quando li o roteiro pela primeira vez, achei que era sobre aquele medo do escuro do qual a maioria de nós nunca se livrou".
O Produtor Tom Engelman e a companhia de produção Interscope Communications convidaram o Roteirista e Diretor de sucesso nos gêneros de ficção-científica e de ação-aventura David Twohy (como Diretor: A INVASÃO, DISASTER IN TIME; como Roteirista: WATERWORLD - O SEGREDO DAS ÁGUAS, O FUGITIVO, ATÉ O LIMITE DA HONRA) para juntar-se ao projeto. David Twohy viu em ECLIPSE MORTAL a oportunidade de juntar estes dois gêneros.
"Achei que era a semente de uma ótima idéia: o conceito de um planeta que ganha vida no escuro e que se torna ainda mais inóspito do que já é", diz o Diretor. E o Produtor Tom Engelman lembra: "David entrou para o projeto, produziu um roteiro de qualidade para ECLIPSE MORTAL e também acrescentou sua visão de diretor. Era uma visão tão clara e precisa que tornou-se óbvio para nós que ele deveria dirigir o filme".


Em seguida, O Produtor se dedicou à tarefa de encontrar profissionais que pudessem conceber e projetar as singulares formas de vida noturna do planeta mostrado em ECLIPSE MORTAL.Ele conta: "Contratamos os melhores que pudemos encontrar, como o Supervisor e Designer de Criaturas Patrick Tatopoulos (SUPERNOVA, GODZILLA, INDEPENDENCE DAY, DRÁCULA DE BRAM STOKER). Ele aceitou de imediato e teve uma idéia extraordinária e totalmente original para as criaturas". Durante dois meses, Patrick Tatopoulos trabalhou junto com o Diretor David Twohy, que insistiu em produzir criaturas bem realistas e, conseqüentemente, mais assustadoras. O resultado? Monstros de uma espécie entre dinossauro e pássaro. Em seguida, os cineastas contrataram John Cox (BABE - O PORQUINHO ATRAPALHADO) para a fabricação das criaturas, que afirma: "É uma das coisas mais horripilantes que já vi: com 2,5 metros de altura, braços de mais de um metro de extensão, asas que chegam a 2,5 metros e uma cabeça medindo 1,20 metro de largura (incluindo uma boca voraz)". E para reunir todos esses elementos, colocá-los no computador e realizar efeitos visuais de última geração, diferente de tudo que já foi visto antes no cinema, os cineastas contaram com o trabalho de animação digital do Supervisor de Efeitos Visuais Peter Chiang (BATMAN, SUPERMAN III, HIGHLANDER - O GUERREIRO IMORTAL, LABIRINTO), que deu vida às assombrosas criaturas de Patrick Tatopoulos e John Cox em mais de 200 tomadas de efeitos visuais. "Foi um desafio e nós o realizamos. Foi também um projeto muito emocionante que nos deu a oportunidade de abrir novos caminhos. Estou muito satisfeito com o que conseguirmos realizar", orgulha-se o Supervisor Peter Chiang.
Embora satisfeitos de como as criaturas iam tomando forma, os cineastas sabiam que a escalação dos atores (humanos) também era importante. Eles procuraram um trio de jovens atores talentosos para os três papéis principais e, depois, traçaram a interação e o conflito entre seus personagens. No centro da maioria desses conflitos está o assassino Riddick, um criminoso frio que está melhor equipado para a luta que os demais sobreviventes - seus olhos são capazes de enxergar à noite.
O Ator Vin Diesel (O RESGATE DO SOLDADO RYAN, UM NEGÓCIO SUJO) aceitou fazer Riddick em parte pelo fato de achar que o personagem não é bem o que o público inicialmente imagina. Ele afirma: "Qualquer um que tenha sido julgado de forma inescrupulosa se identificará com Riddick".
Vin Diesel sente que ECLIPSE MORTAL oferecia uma estória humana, junto com algumas criaturas incríveis e efeitos muito loucos. "Para mim, a estória é sobre a natureza humana enfrentando as mais terríveis condições... e de como as pessoas respondem de formas diferentes aos seus medos e ao desejo de sobreviver a todo custo", avalia o Ator. A Atriz australiana Radha Mitchell (LOVE AND OTHER CATASTROPHES, CLEOPATRA’S SECOND HUSBAND) foi escalada para o papel da piloto Fry. Radha Mitchell gostou de atuar com um sotaque americano (um desafio que já havia enfrentado antes, no filme independente HIGH ART) e fala de sua personagem: "Fry passa por uma variação emocional muito intensa e, para mim, isso foi um grande desafio. Ela é a líder do grupo porque é a oficial de nível mais alto que sobreviveu ao acidente. Ao mesmo tempo, está sob muita pressão. Fry também é o olhos do público: é através dela que o público sente o tormento, a escuridão e o medo do escuro. Apesar de líder, ela se culpa pelas mortes que ocorreram. No entanto, acaba descobrindo uma força interior que permite-lhe assumir o controle e descobrir uma nova maturidade, como resultado da experiência".
No filme, o Ator Cole Hause (TERRA DE PAIXÕES, GÊNIO INDOMÁVEL, CÓDIGO DE HONRA, JOVENS LOUCOS & REBELDES) é Johns, um mercenário pago para caçar criminosos e transportá-los para outro planeta. "Ele é uma espécie de blade runner. Sempre quis saber como reagimos a pequenos pedaços de fitas adesivas [N.T.: marcações da equipe de efeitos visuais para orientar o elenco sobre a localização das imagens digitais, posteriormente inseridas na cena] numa parede que supomos serem criaturas prontas para arrancar nossa cabeça. É muito fácil sentar e interpretar, mas isso aqui foi bem diferente. Tivemos que cavar bem fundo dentro da nossa mente e trazer à tona todo este medo". No elenco, juntando-se aos companheiros australianos, estão ainda Rhiana Griffith (15 AMORE), no papel de Jack, a adolescente fugitiva, e os também australianos Lewis Fitz-Gerald (SPIDER E ROSE - UMA LOUCA AVENTURA, UM GRITO NO ESCURO, VINGANÇA FINAL), como o negociante de antigüidades Paris, e Claudia Black, como Shazza, uma geóloga pró-ativa.

Com as criaturas prontas e os atores reunidos, as filmagens começaram em Coober Pedy. O Produtor Tom Engelman explica a escolha: "Precisávamos de um ambiente singular que parecesse mais desolado e mais perigoso que Marte. E achamos, no sul da Austrália, numa cidade remota". Apesar de Cooper Pedy ser uma cidade remota, ela foi vista mundialmente há duas décadas no thriller futurístico de George Miller MAD MAX.
"Coober Pedy é um lugar incrível no meio do deserto: sem nenhuma árvore, nada à vista além de poeira. Há poucas casas que formam uma ‘cidade’ de 2.000 pessoas. Sou de Nova York e cresci num prédio de 2.000 pessoas!", compara o Ator Vin Diesel. A terra ali é considerada sagrada e pertence aos aborígenes.A área, como um todo, é coberta por gipsita - difícil de definir, mas fácil de se reconhecer, pois se parece com diamante: brilha à luz do sol e empresta uma vibração surrealista à região. Essas eram as vantagens de Coober. Durante as três semanas de filmagens em pleno verão, a produção encontrou todo tipo de tempo ruim.
O Diretor David Twohy conta: "Precisávamos de três semanas de sol, sem uma nuvem no céu, e tivemos chuvas torrenciais, ventos fortes e as piores condições climáticas possíveis!Mas, felizmente, o Diretor de Fotografia David Eggby (DAYLIGHT, CORAÇÃO DE DRAGÃO, DRAGÃO: A HISTÓRIA DE BRUCE LEE, KANSAS) conhecia bem o terreno (ele trabalhou em MAD MAX), e juntos desenvolvemos um processo chamado bleach-bypass, que aplicamos ao negativo original para dar ao filme uma atmosfera ‘estourada’ e lustrosa. Isso ajudou a ‘maquiar’ o tempo ruim". Após estas três semanas, a produção migrou pela Austrália para o Warner Roadshow Studios, onde ficaram algumas semanas para completarem as filmagens. "Acho que, em primeiro lugar, David [Twohy] teve êxito em criar uma grande estória. E é preciso uma grande estória - um filme não pode se basear apenas em efeitos e criaturas. É a estória que segura a atenção do público. Temos grandes personagens que começam a se relacionar entre si quando os encontramos, e que crescem e mudam enquanto acompanhamos seu desenvolvimento. E depois de termos conseguido fazer tudo isso... assustamos vocês!", resume o Produtor Tom Engelman.

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