ANO DE LANÇAMENTO
1997 (Inglaterra/EUA)
DIRETOR

Paul W.S. Anderson

ELENCO
Laurence Fishburne
Sam Neill
Kathleen Quinlan
Joely Richardson
Richard T. Jones
Jack Noseworthy
Jason Isaacs
ROTEIRO

Philip Eisner

TRAILER

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SITE OFICIAL

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ESTRÉIA NOS EUA:

15 de agosto de 1997

DISTRIBUIDORA:

CIC

ENIGMA DO HORIZONTE, O
(Event Horizon)


Nave de busca e salvamento tem que viajar a Netuno para descobrir o que aconteceu com a nave experimental Event Horizon. No local, a tripulação começa a sofrer alucinações e decide retornar à Terra, mas é ameaçada pelo enlouquecido Dr. Weir.

CRÍTICAS

Desde que assisti "Alien, O Oitavo Passageiro" pela primeira vez, lá nos anos 80, que um filme de ficção científica/horror não me deixa tão assustado. Mas este "O Enigma do Horizonte" (Event Horizon, 1997) é uma ótima surpresa, um filme realmente extraordinário que consegue criar um clima de terror sério e pesado, sem humor ou brincadeirinhas bobas.

Não bastasse tudo isso, ainda é incrivelmente sádico, com algumas das cenas de violência e morte mais impressionantes filmadas nos últimos anos (como se o Clive Barker de "Hellraiser 1" tivesse feito o filme junto com o Ridley Scott, de "Alien"). Logo, pelo menos na minha modesta opinião, "O Enigma do Horizonte" é um dos grandes filmes de terror do cinema moderno, e não ligo para o que a crítica pensa sobre ele.

A trama, por si só, já é bem misteriosa: "Event Horizon" é o nome de uma nave que sumiu há sete anos, depois de entrar em um buraco negro artificialmente produzido com o objetivo de tornar as viagens espaciais mais rápidas. Seu criador, o dr. Weir (Sam Neil, assustador), acredita que ela possa ter ido parar em uma outra dimensão, mas sete anos depois recebe uma transmissão de rádio pedindo ajuda, e enviada pela própria "Event Horizon" - trata-se de uma gravação assustadora onde só se escutam gritos e uma enigmática frase em latim, que quando decifrada vai revelar parte do mistério em torno da nave.

O envio da mensagem motiva o dr. Weir a organizar uma expedição de resgate, liderada por Lawrence Fishburne e com outros seis tripulantes. Uma vez na "Event Horizon", agora transformada em nave-fantasma, os astronautas tentam descobrir o que aconteceu, mas são bombardeados por alucinações macabras que os induzem à morte e ao suicídio.

O tempo inteiro o filme deixa o espectador intrigado com a tal "outra dimensão" onde a "Event Horizon" foi parar. Nunca se chega a uma conclusão e o tal lugar nem é mostrado (felizmente, pois deixa espaço para a imaginação de quem assiste), mas tudo leva a crer que é o próprio inferno. A certa altura, os astronautas passam a acreditar que a nave possa estar "mal assombrada", e que criou vida própria para destruir os intrusos.

Não tem como não ficar arrepiado com a cena onde, por meio de imagens gravadas pelo diário de bordo da nave, a equipe de resgate descobre o que aconteceu com os astronautas da "Event Horizon" - uma verdadeira orgia sangrenta e brutal. Outra seqüência bem forte é no finalzinho, quando Fishburne tem uma visão de seus amigos sendo dilacerados por ferros, arame farpado e ganchos. A cena é mostrada rapidamente, com uma edição digna de pesadelo (no estilo videoclip); mas se você passar em câmera lenta vai ver o maior festival de barbaridades dos últimos anos (pessoas empaladas e por aí vai).

O filme não poupa em sangue e sustos, tornando sua apreciação mais adequada aos adoradores do gênero, e puxando mais para o terror do que para a ficção científica, no final.

Outra curiosidade: o roteiro subverte a ordem convencional das mortes - aqueles que pensamos serem os heróis da trama também acabam morrendo - , e se torna praticamente imprevisível descobrir aqueles que vão conseguir escapar com vida da nave.

Um divertimento de primeira, assustador, tétrico e bizarro como o cinema de horror deixou de ser há muito tempo, com seus "Pânicos" e "Lendas Urbanas".

COTAÇÃO:    

Felipe M.Guerra