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ANO DE LANÇAMENTO |
| 2004 (EUA) |
| DIRETOR |
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Mark A. Z. Dippé
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| ELENCO |
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Tomas Arana China Chow Richard Edson Tory Kittles Mark Boone Jr. Raoul Trujillo Donna Biscoe
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| ROTEIRO |
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Simon Barrett Scott Clevenger
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| SITE OFICIAL |
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não divulgado
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| DURAÇÃO |
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84 minutos
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ESTRÉIA NOS EUA:
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19 de outubro de 2004
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DISTRIBUIDORA:
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Columbia Home Video
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FRANKENFISH - A CRIATURA ASSASSINA (Frankenfish)
Este filme tem elementos de terror, ação e comédia e conta a história de um cardume de peixes geneticamente alterados que escapa durante o transporte e mergulha numa baía pantanosa de Louisiana, onde os animais começam a atacar uma comunidade pesqueira.
CRÍTICAS
Vê se tem cabimento: fui na locadora e peguei FRANKENFISH só para dar umas boas risadas da minha própria cara de otário ao ver uma bomba deste calibre. Quer dizer, só pelo título ("Frankenfish"???), você percebe na hora que boa coisa não vem pela frente... Voltei para casa e o relógio marcava uma e meia da tarde de um sabadão de calor quase insuportável. Estiquei-me no sofá, coloquei o DVD para rodar e deixei o controle remoto bem ao alcance da mão, já com o dedo indicador preparado sobre a tecla do fast foward, pronto para passar as partes chatas, como geralmente se faz neste tipo de filme. Qual não foi minha surpresa ao perceber que FRANKENFISH não é uma bomba, mas sim uma das produções mais divertidas no gênero "animal gigante devorador de seres humanos" dos últimos tempos - e olha que não saíram poucas, hein???
Numa análise crítica, o filme é horrível: atuações péssimas, história ridícula e efeitos especiais primários (o peixe assassino em computação gráfica é algo que só vendo, principalmente as cenas "submarinas" que mostram o dito cujo nadando em busca de vítimas). Mas todos estes detalhes sofríveis deixam o programa todo ainda mais divertido, ao contrário de bombas como ANACONDA 2 e CROCODILO, aquelas que você reza para que terminem de uma vez. FRANKENFISH lembra muito PÂNICO NO LAGO, aquele filme do crocodilo assassino dirigido por Steve Miner, pois também investe no exagero (mortes violentíssimas e bem gráficas), com um elenco interessante e bastante bom humor, em diálogos que chegam no limite do tosco (como quando duas mulheres conversam sobre os prazeres do lesbianismo e uma delas diz: "Seja com um homem ou com uma mulher, você vai acabar passando a maior parte do tempo com a cabeça no meio das pernas de alguém". hahahahaha!).
No Brasil, a distribuidora conseguiu a façanha de agregar ao título o dispensável A CRIATURA ASSASSINA (ainda bem que eles deixaram isso bem claro, caso contrário, alguém poderia imaginar que era um documentário sobre a vida dos frankenpeixes). Aliás, ainda bem que deixaram intacto o FRANKENFISH, ao invés de traduzir para algo como O PEIXE FRANKENSTEIN... A direção desta tralha é do técnico em efeitos especiais Mark Dippé, cuja estréia no cinema foi com o lamentável SPAWN - O SOLDADO DO INFERNO, baseado naquela revista em quadrinhos que foi febre há um tempo e hoje acho que ninguém mais lê. Trabalhando com um orçamento mais modesto e sem a pressão de ter um personagem de sucesso nas mãos, Dippé fez um filme despretensioso e leve, não aquela bomba colossal que é o SPAWN.
Tudo começa nos pântanos da Lousiana, onde um pescador é devorado por alguma coisa que está na água - não aparece, mas claro que é o "Frankenfish", dãããã! Quando seu corpo é encontrado em tiras sangrentas, completamente mutilado, o xerife envia o médico-legista Sam Rivers (Tory Kittles, que já trabalhou duas vezes com Joel Schumacher, em TIGERLAND e POR UM FIO) para fazer um exame preliminar no cadáver e tentar descobrir que tipo de animal fez aquilo. Só os closes de câmera no cadáver dilacerado já são mais violentos que ANACONDA e ANACONDA 2 juntos!!!!
Para tentar resolver o mistério, Sam e Mary Calahan (a gatinha China Chow), que trabalha no departamento de meio ambiente, pegam um barquinho e sobem o pântano em direção ao local onde o pescador foi devorado - que, obviamente, é isolado de tudo e todos, a quatro horas da civilização. Lá encontram uma pequena comunidade que vive em casas flutuantes, e que é formada por todo tipo de malucos, como um casal maconheiro que vive pelado, um pescador veterano do Vietnã chamado Ricardo (!!!) e uma velha bruxa negra que tem uma filha gata, Eliza (K. D. Aubert, de O ESCORPIÃO-REI), enamorada com um advogado branquelo bundão, Dan (Matthew Rauch).
A primeira meia hora de filme é aquela lenga-lenga de sempre, com uma tentativa de delinear melhor os personagens, quando o roteiro revela que Sam e Eliza estudaram juntos no passado e a mocinha era caidinha por ele. Tem também todo o papo supersticioso da macumbeira, dizendo que há um demônio no pântano devorando gente, bla bla bla. Logo, Sam descobre que as matanças de pessoas e animais (um crocodilo também é encontrado dilacerado) começaram há três meses, após um furacão, quando um misterioso barco apareceu sem tripulação em um trecho próximo do rio. Sam, Mary e um caipira chamado Elmer (Muse Watson, que interpretou Ben Willis na série EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO) vão até lá averiguar e encontram um montão de corpos apodrecidos e em pedaços no porão da embarcação. E logo Elmer vira a nova vítima do Frankenfish.
Sam e Mary voltam correndo para a comunidade de pescadores e logo ficam sitiados no local, pois o monstruoso peixe destrói todos os barcos e começa a sistematicamente matar todos que ali estão. Logo, descobrimos que um milionário excêntrico, Jeff (Tomas Arana, que no passado fazia filmes italianos clássicos como A CATEDRAL, de Michele Soavi), viciado em safáris, é o cara por trás dos "Frankenfish". Ele pagou para um laboratório fazer alterações genéticas em peixes, dando-lhes a capacidade de devorar seres humanos e até de respirar fora d'água, além de aumentar seu tamanho e força. Tudo para poder fazer uma caçada emocionante de um animal que não existe na natureza. Que decepção, né? E você que pensou que o "Frankenfish" fosse feito de pedaços de peixes mortos, como o Frankenstein... Mas voltando à história: enquanto o grupo de heróis está sitiado nas casas flutuantes, Jeff e mais três colegas partem para a caçada, e aí começa a matança.
FRANKENFISH é bem-sucedido num território onde a maioria dos filmes de animais assassinos falharam: criar certa tensão e suspense. A cena onde os heróis estão nas casas flutuantes afundando, depois que o Frankenfish abre buracos no casco delas, chega a fazer com que o espectador realmente se preocupe com os personagens. O ataque do Frankenfish é tão rápido e fulminante que basta colocar o pé na água para ele aparecer a mil e devorá-la. Isso sem contar que o peixe filha da puta ainda tem a capacidade de saltar para fora da água e respirar na superfície, onde persegue suas vítimas aos saltos (é ver para crer).
Além disso, o filme tem o que mais importa numa produção trash como esta: muito gore. Tudo bem que a maior parte do atos de violência é feita por computação gráfica, mas depois da primeira meia hora de nhé-nhé-nhé, é só morte e sangreira gratuita do começo ao fim. Pessoas são cortadas no meio, outras têm nacos arrancados a dentadas do peixe, outras são decapitadas ou perdem os membros inferiores, e tem até um mané que vira picadinho ao ser atirado contra a hélice de um barco. Tudo mostrado em detalhes, e com efeitos tão sangrentos e exagerados que provocam risadas, como em FOME ANIMAL - e por citar o "clássico", vamos só dizer que o destino do peixão assassino no fim é digno de Peter Jackson.
Resumindo: FRANKENFISH é uma bobagem divertida e absurda, daquelas que você vê com gosto e logo esquece - tipo um PIRANHA 2: ASSASSINAS VOADORAS. Mas cumpre totalmente seu papel: 1h20min que passam prazeirosamente, sem enrolação nem pretensão, com mulheres bonitas, sangue aos borbotões, diálogos engraçados e algum suspense. Um filme que vale a pena conferir, principalmente se você encher a sala de amigos e assistir o filme rindo muito e comentando todas as imbecilidades e furos de roteiro. E prepare-se para o bem bolado final, que é previsível, mas mesmo assim divertido. Ah sim: não se surpreenda se logo logo aparecer na sua locadora um FRANKENFISH VERSUS PYTHON!!!!
HISTÓRIA: 
GORE:   
EFEITOS:  
DIVERSÃO:  
Felipe M.Guerra
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