ANO DE LANÇAMENTO
1988 (Inglaterra)
DIRETOR

John Hough

ELENCO
Romy Windsor
Michael T. Weiss
Antony Hamilton
Susanne Severeid
Lamya Derval
Norman Anstey
Kate Edwards
Dennis Folbigge
Anthony James
ROTEIRO

Clive Turner
Freddie Rowe
Gary Brandner

PRODUÇÃO

Harry Alan Towers

FOTOGRAFIA

Godfrey A. Godar

DURAÇÃO:

94 minutos

DISTRIBUIDORA:

Abril Vídeo/Fox

COMENTÁRIOS:

GRITO DE HORROR 4 - UM ARREPIO NA NOITE
(Howling 4... The Original Nightmare)


Escritora à beira de uma crise nervosa refugia-se com o marido numa cabana perto de uma vila em busca de descanso. Mas ela continua a ser aterrorizada por visões cada vez mais reais e descobre que o perigo pode estar mais próximo do que imaginava.

CRÍTICAS

Filmes de sucesso, em sua grande maioria, sempre possuem continuações. Geralmente se uma produção se sai bem nas telas, logo a indústria cinematográfica trata de espremer até a última gota do sucesso do predecessor. Assim foram geradas várias franquias, muitas com filmes dignos do original, mas, geralmente a grande maioria caí de nível. Esse foi o caso da franquia "A Colheita Maldita", da famosa série slasher "Sexta-Feira 13", do bicho-papão dos sonhos "A Hora do Pesadelo" e da casa mal-assombrada de "Amtyville", só para citas as mais famosas. Outra série de continuações que não chegam aos pés do original é a franquia "Gritos de Horror".

Depois de apostarem que o primeiro filme poderia gerar mais lucro e aproveitando o gancho do final, vieram uma avalanche de filmes sobre licantropos, chegando ao terceiro filme até mesmo como marsupiais! Porém ao invés de jogarem terra na cova que eles tinham cavado com duas continuações tão horríveis, resolveram que poderiam fazer um outro filme e já que a inovação não deu certo, o negócio é fazer mais do mesmo. Assim foi lançado em 1988, direto para vídeo (o que nunca é bom sinal), "Gritos de Horror IV - Um Arrepio na Noite (Howling IV - The Original Nightmare)" que nada mais é do que uma refilmagem do primeiro filme com apenas algumas pequenas diferenças, só que sem nem um pingo do charme.

Marie é uma escritora de relativo sucesso, atualmente ela vem sendo apavorada com alucinações de uma freira, surtando na rua na frente de todos. Preocupado com a situação e por recomendações médicas, seu marido arranja uma comunidade fechada para eles descansarem no campo. Assim eles retomariam a vida normalmente, se não fosse o inconviniente de escutarem uivos todas as noites (Ué! Eles não estavam no meio do mato? Qual o problema então????) e os habitantes se portarem de maneira estranha. Logo não demora para descobrir que algo alí não cheira bem. Com o sumiço de um casal que passeava pelo campo e que ficou amigo da escritora, ela começa a investigar os moradores e o passado do local, se juntando com uma freira, que também está alí procurando saber como uma colega havia morrido no local, que era justamente a freira das alucinações da escritora. Neste meio tempo, o maridão está se encantando com uma comerciante, meio bruxa, que dá a maior corda para o cara, que de bobo não tem nada e logo está de enrosco com a mulher, nem imaginando que a intenção dela não é das melhores e é lógico que não demora para descobrirem que alí é uma comunidade de lobisomens e que agora estão em grande perigo.

Como se pode ver, o enredo é o mesmissímo do primeiro, até mesmo o relacionamento do companheiro da mulher eles incluíram na história. Até que os produtores não tiveram uma má idéia: pegaram a história do original, mudaram alguns atores e pequenos detalhes e o público engole redondinho, redondinho. Afinal, isso vem sendo feito desde a série de filmes "O Planeta dos Macacos", onde pelo menos as duas primeiras continuações continham o mesmo elemento do filme original, apenas mudando o opressor pelo oprimido. Mas algo falta nesta continuação dos lobinhos e é justamente diversão. Oras, se eu estou assistindo uma continuação de uma franquia de filmes de lobisomens, não é surpresa que todos aqueles habitantes seriam lobos, logo não temos impacto e o ritmo do filme não precisava ser tão lento, demorando tanto para mostrar os lobisomens, que deveriam ser a grande atração do filme e demorando tanto para mostrar mortes, mesmo que off-screen como todas as do filme.

Porém, nesta bobeira toda, algo de bom deveria ter e é aí que entra o único motivo para assistir esse filme: os efeitos de transformação e algumas maquiagens dos lobos. O filme demora tanto para mostrar algo que quando mostra, depois de faltar apenas 20 minutos para o filme acabar, é mesmo supreendente.

A tranformação do homem em lobo é executada como algo doloroso e sacrificante. Ao invés da já conhecida estica e puxa dos filmes tradicionais, que têm seus méritos como a incrível tranformação do "Um Lobisomem Americano em Londres". Aqui eles mostram o ser-humano praticamente derrentendo aos poucos, com toda sua pele, músculo e orgãos se tranformando em líquido e escorrendo pelo corpo, deixando à mostra apenas o esqueleto afundando em uma poça de gosma e meleca, em todo estágio o ex-humano aparenta sofrer muito, de dentro desta meleca surge o lobo. Num bom efeito de maquiagem e que, por sua vez, mostra um pouco de originalidade.

O filme termina com a usual perseguição dos lobisomens atrás da mocinha e por fim ainda deixa gancho para mais duas continuações, que infelizmente aconteceram e são tão ruim quanto às outras. Fazendo da franquia dos lobisomens de "Grito de Horror" como mais um exemplo de como não se fazer franquias.

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    

Gênesis Cardoso da Cruz