The Frightening ANO: 2001 PAÍS: EUA DURAÇÃO: 085 minutos DISTRIBUIDORA: Movie Star DIREÇÃO: David DeCoteau ELENCO: Matt Twining; Brink Stevens. CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado/Dublado SINOPSE: Corey é um jovem que foi transferido para uma nova escola em uma cidade pequena. Aparentemente ele é um estudante normal e saudável, mas por trás dessa superfície ele esconde um passado secreto. Esse segredo foi guardado cuidadosamente, mas é revelado quando estranhos eventos acontecem em sua nova escola: mortes não explicadas e o desaparecimento de seus colegas. Apenas um pequeno grupo de garotos rebeldes parece querer partilhar com ele a verdade sobre sua nova escola , mas estranhamente acabam sendo assassinados, um a um. Os demais alunos, assim como o diretor, não parecem estar preocupados. Corey então descobre que sua escola é a passagem para o inferno e a única maneira de escapar é confrontar-se com seu passado secreto ou ser destruído por ele. CRÍTICAS: Não se engane pela capinha interessante ou pela sinopse atrativa. Grito de Pavor não só é o título dessa produção Z como também é o que você emitirá assim que os créditos finais surgirem na tela. Será um gesto de desabafo diante da situação atual do mercado de distribuição de filmes em terrenos nacionais. Acredito até que o Brasil seja um país lucrativo para as produtoras estrangeiras, já que compra sem antes averiguar a qualidade dos produtos adquiridos. Clássicos são deixados sempre de lado, enquanto pseudo-produções invadem as locadoras todas as semanas, arrancando cada vez mais o nosso dinheiro. Há uma regra presente em todos os livros de roteiro que diz que o filme deve prender a atenção do espectador nos primeiros quinze minutos. Bem, vejamos...Grito de Pavor começa ao som de um tecno irritante, mostrando um jovem durante uma invasão numa escola. Assim que entra no recinto, ele é atacado por cinco homens de preto, com toucas e óculos escuros e morre de forma extremamente ridícula com um objeto preso à sua garganta. Essa cena surge antes do título do filme e devia ser no mínimo empolgante e bem feita, mas o diretor já mostra seu cacoete com flashes e repetições absurdas de cenas. No dia seguinte, uma professora reclama com o diretor o fato da morte do jovem não impedir o dia letivo e é demitida. Sem motivo aparente, ela ouve um barulho no porão e decide investigar. Peraí! Se ela foi mandada embora, porque ainda continua no recinto tentando dar uma de detetive? Ela encontra os mesmos assassinos do jovem do início do filme e eles a matam de modo ainda pior que o anterior. Somos apresentados ao protagonista do filme, Corey Peterson, um jovem que acabara de ser transferido de escola e que está nervoso diante de um passado sombrio. Logo na cena em questão, ele tem um diálogo completamente sem sentido com sua mãe durante o café da manhã. Ela o deixa na porta da escola, tranquilizando-o quanto às dificuldades do início das aulas em um nova escola. Detalhe: a escola se chama HALLOWS END (alguém disse Halloween?). Corey se depara com dois grupos bem diferentes, mas extremamente amigáveis: um é composto por jovens rebeldes e tatuados; outro é formado por jovens fortes e bonitos. Ambas as turmas tentarão atrair a atenção do novato, numa disputa que até mesmo Corey irá estranhar tamanha gentileza. A partir desse momento, a cada dez minutos alguém será assassinado sempre pelo mesmo grupo vestido sempre de preto. As mortes são sempre sem graça e com repetições de gestos como o sangue sempre expelido pela boca e os olhos arregalados. Mas, ainda o que mais estará incomodando serão os flashes abusivos, a música tecno e os pesadelos. Aliás, há um pesadelo demasiadamente duradouro e chato que irá forçá-lo a usar o controle remoto. Com o sumiço dos alunos, Corey descobrirá que há muitas décadas a escola sofreu um incêndio que matou vários estudantes e enlouqueceu o diretor. Essa informação será válida no final "surpresa", quando se revelará o motivo dos assassinatos e a o porquê da ignorância das autoridades diante dos crimes. No fundo, você perceberá que a idéia do filme até que é boa, mas foi muito mal conduzida por David DeCoteau , que ainda sobra tempo para demonstrar outras incompetências graves principalmente diante do clímax, o momento mais importante de qualquer produção. Você não ficará nem um pouco assustado com as surpresas, já que não haverá nenhuma alteração na música ou no clima. Para não dizer que tudo é ruim, há uma seqüência curiosa no filme: Corey caminha pelo corredor da escola enquanto observa os cartazes na parede com frases negativas e com teor pessimista.. Mas, diante de um contexto tão mal trabalhado ela se perde num ritmo totalmente descompassado. Enfim, se você gostou de O Sexto Sentido, você NÃO irá gostar de filme. Aliás, você não irá gostar de qualquer jeito... Marcelo Milici COTAÇÃO: |