Horror ANO: 2002 PAÍS: EUA DURAÇÃO: 075 minutos DISTRIBUIDORA: DIREÇÃO E ROTEIRO: Dante Tomaselli ELENCO: Kreskin (Reverendo Salo); Lizzy Mahon (Grace Salo); Danny Lopes (Luck); Vincent Lamberti (Reverendo Salo Jr); Christie Sanford (Sra Salo); Jessica Pagan (Marisa); Raine Brown (Amanda) CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado/Dublado SINOPSE: Um grupo de jovens escapa de um centro de reabilitação para drogados e acaba encontrando forças demoniácas num campo rural... CRÍTICAS: Esse é um filme que é difícil até fazer sinopse. Primeiro porque não tem bem uma história. Não é um filme “de história” por assim dizer. É mais uma sucessão de imagens de horror dentro de uma trama incompreensível. Se é que existe mesmo uma trama. Nesse sentido, lembra A CASA DO ALÉM (1981), de Lucio Fulci, que também é um filme que despreza um plot, em detrimento de suas imagens e atmosfera. Mas diferente dos filmes de Fulci, esse HORROR (2002), de Dante Tomaselli, não tem preferência por seqüências gore. Os efeitos utilizados são simples e se você não entrar no clima do filme, pode ficar até indiferente às cenas de horror. Pelo menos, foi o que aconteceu comigo. Apesar de o filme só ter uma hora e quinze minutos de duração, pra mim parecia durar mais que isso. O que me incomodou foi justamente essa tentativa de pegar o espectador apenas pela atmosfera e acabar não levando a lugar nenhum. No filme acontece a repetição de certas coisas, como a porta que se fecha sozinha, a aparição do bode misterioso e as três vezes em que a protagonista põe a mão debaixo da cama para pegar uma chave. Aliás, essa cena da cama foi a única que me assustou de fato. Ela lembra a inesquecível cena da garota mergulhando num poço para pegar uma chave em A MANSÃO DO INFERNO (1980), do Argento. Mas só lembra – passa longe da genialidade do filme do maestro. Esse é o segundo longa de Tomaselli, jovem diretor americano, que começou com DESECRATION e cujo próximo projeto é SATAN’S PLAYGROUND. Esse diretor já tem muitos fãs dentro do cenário underground de filmes de terror. Numa entrevista que li dele, o entrevistador (da einsiders.com) o elogiava tanto que chegou a dizer que o filme é a mais visionária obra do gênero desde SUSPIRIA (1977), do Argento. Puro exagero. Ou então eu deixei passar muita coisa. Ailton Monteiro COTAÇÃO: |