ANO DE LANÇAMENTO
1955 (EUA)
DIRETOR

William Wyler

ELENCO
Humphrey Bogart
Fredric March
Martha Scott
Mary Murphy
Arthur Kennedy
Dewey Martin
Gig Young
Robert Middleton
Richard Eyer
Ray Collins
Bewey Martin
ROTEIRO

Joseph Hayes

PRODUÇÃO

William Wyler

FOTOGRAFIA

Lee Garmes

EDIÇÃO

Robert Swink

LANÇAMENTO NOS EUA:

5 de Outubro de 1955

DISTRIBUIDORA:

Paramount

HORAS DE DESESPERO
(The Desperate Hours)


Durante quatro anos, a corajosa tripulação do NSEA Três criminosos fogem da prisão e se escondem na casa de uma tranqüila família, enquanto esperam a noiva de um deles com o dinheiro que precisam para completar a fuga. A moça demora a chegar e a situação de todos é de muita tensão e pânico.

CRÍTICAS

Os atores Humphrey Bogart (de “Casablanca”, “Relíquia Macabra” e “O Tesouro de Sierra Madre”) e Fredric March (o Dr. Jekyll e o Sr. Hyde na versão de 1932 de “O Médico e o Monstro”) fazem parte de uma galeria seleta que reúne os principais profissionais da arte de atuar na história de mais de um século de cinema. E a única vez em que eles atuaram juntos foi num clássico absoluto do suspense, “Horas de Desespero” (The Desperate Hours, 1955), dirigido por William Wyler, com roteiro de Joseph Hayes (baseado em seu livro), e que foi lançado em DVD no Brasil pela “Paramount” (antes, havia sido lançado em VHS pela “CIC”).

Três criminosos altamente perigosos escapam de um presídio. Eles são os irmãos Glenn Griffin (Bogart) e o jovem Hal (Dewey Martin), além do grosseiro Samuel Kobish (Robert Middleton, que tem cara de vilão), cujo planejamento de fuga inclui uma parada estratégica numa casa de família para pousarem enquanto aguardam a chegada de dinheiro enviada pela namorada de Glenn, que financiaria a fuga. A família escolhida é formada pai Dan C. Hilliard (March), um executivo bem sucedido, sua esposa Eleanor (Martha Scott), e um casal de filhos, o pequeno Ralph (Richard Eyer) e a bela Cindy (Mary Murphy), de 19 anos. A liderança nas investigações e perseguição aos fugitivos da cadeia está inicialmente nas mãos do agente do FBI Carson (Whit Bissell, da série de TV “O Túnel do Tempo”), que por sua vez repassa a responsabilidade para o Xerife Jesse Bard (Arthur Kennedy), policial experiente e que já tinha capturado Griffin no passado, estabelecendo uma rivalidade entre eles.

Enquanto o tempo passa, com a família de Hilliard refém dos assassinos, uma terrível luta psicológica vai aumentando cada vez mais em intensidade entre o patriarca para salvar sua família, e o líder dos criminosos para conseguir o dinheiro e poder escapar da polícia, até culminar num desfecho carregado de tensão.

Na história do filme, são muitas “horas de desespero” enfrentadas por uma família comum dentro de sua própria casa, nas mãos de assassinos. E quando assistimos, são quase duas horas de um suspense crescente, numa trama que de aparentemente simples (família refém de bandidos), torna-se complexa e cheia de reviravoltas, convidando-nos a interagir com o drama dos personagens e também com a frieza calculista do líder do bando, interpretado de forma magistral por Humphrey Bogart. E a seqüência final é antológica e digna de ficar na memória de todo fã de cinema, com o ápice da batalha psicológica entre um homem obstinado em defender sua família e um homem que não tem nada a perder em sua vida de delitos, mas que tenta a todo custo escapar ileso da perseguição policial.

“Horas de Desespero” é um thriller recomendável para quem aprecia aquelas produções maravilhosas da década de 50 do século passado, fotografadas em preto e branco, e que traziam elencos excepcionais como esse formado por Humphrey Bogart e Fredric March. Curiosamente, em 1990 a história foi refilmada pelo diretor Michael Cimino e protagonizada por Mickey Rourke e Anthony Hopkins.

“Horas de Desespero” (The Desperate Hours, 1955) # 388 – data: 01/07/06 – avaliação: 9 (de 0 a 10) - blog: www.juvenatrix.blogspot.com (postado em 02/07/06)

Renato Rosatti