ANO DE LANÇAMENTO
2007 (França)
DIRETOR

Alexandre Bustillo
Julien Maury

ELENCO
Béatrice Dalle
Alysson Paradis
Nathalie RousselBR> François-Régis Marchasson
Jean-Baptiste Tabourin
Dominique Frot
Claude Lulé
Hyam Zeytoun
Tahar Rahim
Ludovic Berthillot
ROTEIRO

Alexandre Bustillo

MÚSICA

François Eudes

FOTOGRAFIA

Laurent Barès

LANÇAMENTO NO BRASIL:

13 de dezembro de 2007 (DVD)

DISTRIBUIDORA:

GF/Califórnia

Comentários:

"passe esse filme na globo! " (anderson)

"Nossa!Esse filme é muito legal!!!Vale a pena mesmo!!!Outro exemplo de que os filmes de terror francês estão cada vez mas evoluindo!!! " (Elielson)

"Este filme me surpreendeu. Uma pessoa me passou e eu nem dei por nada. Depois que vi digo: Mesmo tendo visto centenas de filmes de suspense-terror, este está entre os cinco mais perturbadores. Muiiiiiito recomendável. " (Leon)

"òtimo filme, com cenas que te deixam aparavorado !!! coisas nunca vistas antes como uma barriga de uma mulher grávida sendo aberta por uma tesoura ..sangue pra todo lado !! recomendo muito !!! " (Marcelo gularte)

"Sangrento e Agoniante Eu Gostei " (Tharik)

INVASORA, A
(À l'intérieur)


Sarah, uma jovem fotógrafa, está sozinha na noite de Natal. Ela está assim desde que seu marido morreru num acidente de carro. Só e grávida, recebe apenas as visitas de sua mãe dominadora e de seu chefe egocêntrico. A noite de natal é o último dia antes de ir para o hospital ter o seu bebê. Mas o silêncio de sua casa é quebrado quando uma misteriosa mulher bate à sua porta. Sarah desconfia e não atende. Todavia, a mulher se recusa a ir embora. Quando as coisas começam a se complicar, Sarah fica temerosa e chama a polícia, enquanto a mulher a observa pela janela. Ao chegar, a polícia não encontra a mulher em lugar algum e, depois de tranquilizá-la, vai embora. Sarah fecha a porta, sem saber que a mulher está dentro da casa. Enquanto a noite se transforma numa longa luta entre as duas mulheres, Sarah faz de tudo o que pode para se proteger dos ataques, até sentir as primeiras contrações.

COMENTÁRIOS

A França já nos presenteou com o sangrento “Alta Tensão” (Haute Tension / High Tension, 2003), de Alexandre Aja, o mesmo cineasta da refilmagem “Viagem Maldita”. Agora, novamente de lá vem uma outra produção extremamente perturbadora e sanguinolenta, com doses excessivas de ultra violência: “A Invasora” (À L´intérieur / Inside, 2007), dirigida por Alexandre Bustillo e Julien Maury (responsáveis pela refilmagem de “Hellraiser”). Foi lançado no mercado nacional de DVD pela “California Filmes” no final de 2007 e é um daqueles filmes diferenciados, longe da grande maioria de histórias convencionais que são produzidas aos montes em todos os cantos do planeta. Aqui, a violência é crua e o sangue jorra em profusão, manchando a tela de vermelho.

A história é simples, mas eficiente. Uma mulher, Sarah (Alysson Paradis), está grávida e angustiada pela morte brutal do marido numa colisão frontal do carro em que dirigia. Por sorte ela sobreviveu ao acidente, assim como o bebê que carrega no ventre, e agora está esperando seu nascimento. Porém, na noite que precede o Natal, ela recebe a visita inesperada de uma misteriosa mulher (Béatrice Dalle), que logo demonstra ser uma grande ameaça para sua vida, invadindo sua casa e instaurando o caos, desespero e horror no ambiente. Quem será ela e quais seus objetivos?

O filme não economiza no derramamento de sangue e na violência das várias mortes que acontecem. O clima de tensão é constante e intenso, deixando o espectador incomodado e totalmente concentrado nas ações e evolução do roteiro, ávido por saber o desfecho e descobrir respostas para algumas perguntas. As cenas em que aparece o bebê na barriga de Sarah são todas pertinentes e de fundamental importância, mostrando suas reações ao sentir o desespero da mãe na luta pela sobrevivência e na defesa da vida do filho ainda por nascer. A violência contra o ventre da mulher grávida é especialmente perturbadora e pode ser considerado o destaque na aclamada ousadia dos cineastas ao fazerem seu filme. “A Invasora” é altamente recomendável para quem quer ver um filme não convencional, sem fantasias sobrenaturais, fantasmas ou monstros disformes, mas com violência excessiva causada pela pior e mais perigosa criatura: o próprio ser humano.

Renato Rosatti

CRÍTICAS

Foi-se o tempo que os filmes franceses eram considerados lentos e chatos. A França mostrou que é capaz de produzir longas de vários gêneros. De lá já saíram diversos filmes de ação e ótimas produções de terror como "Alta tensão", que lançou o talentoso Alexandre Aja ("Viagem maldita") no mercado internacional. A California filmes lança no Brasil o dvd do filme "A invasora", produção de 2007 dirigida por Alexandre Bustillo e Julien Maury.

A dupla é a responsável pela refilmagem do clássico "Hellraiser, renascido do inferno". Mas para quem tem receio que os diretores estraguem os personagens de Clive Baker, Alexandre Bustillo e Julien Maury mostram que entendem de horror. "A invasora" é um filme tenso e muito, muito sangrento. Quem acha que "O albergue" é exagerado, vai ficar surpreso com os litros de sangue que escorrem na produção francesa.



O roteiro é bastante simples. Sarah (Alysson Paradis) é uma mulher grávida que sofre um acidente de carro. Ela descobre que não abortou, embora tenha perdido o marido na colisão. Algum tempo depois, quando ainda não se habitou a viver como viúva, uma estranhíssima mulher (Béatrice Dalle, de "Clean") surge em sua casa querendo entrar. Sarah não quer abrir a porta é aí que tem o início o terror, que perdura até o último segundo da história.



"A invasora" possui apenas 83 minutos, mas o suspense é tão bem construído que parece ser um filme muito mais longo. As situações agoniantes são prolongadas e a fotografia escura do filme transmite uma idéia de pesadelo. E o que é pior, um pesadelo que parece não ter fim. Perto do final, são expostas as motivações da mulher que quer invadir a casa. Mas nem seria necessário ter tudo mastigadinho para o espectador gostar do filme. Só as seqüências envolvendo tesouras afiadas já agradam qualquer fanático por terror.



O fato da protagonista estar grávida é um fator a mais para deixar a situação mais perturbadora. O cinema já explorou diversas vezes esta condição feminina em roteiros assustadores. Um exemplo bem sucedido é a obra-prima "O bebê de Rosemary". Outras vezes, contudo, o resultado não é muito feliz como "Reenarnação" ou "Filha das sombras". Mas uma coisa é inquestionável: mulher grávida em risco significa perigo dobrado.



O ponto fraco são as cenas desnecessárias do bebê dentro do ventre da mulher. Realizados com efeitos computadorizados de qualidade duvidosa, as seqüências mostram um neném tendo reações de medo enquanto a mãe luta para sobreviver. Mesmo se fosse bem feito não seria tão importante mostrar os sentimentos da criança. O maior problema é que a computação gráfica lembra algum jogo de video-game, daqueles com gráficos toscos.



Mas tirando esse detalhe, "A invasora" consegue o mérito de ser incrivelmente sanguinolento e uma ótima escolha nas locadoras para quem está cansado de ver filmes de terror limpinhos. Recomendado!



Michel Toronaga
www.daiblog.com.br


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