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ANO DE LANÇAMENTO |
| 2003 (Japão) |
| DIRETOR |
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Takashi Miike
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| ELENCO |
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Kou Shibasaki
Kazue Fukiishi
Anna Nagata
Atsushi Ida
Mariko Tsutsui
Kumiko Imai
Keiko Tomita
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| ROTEIRO |
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Minako Daira Yasushi Akimoto (livro)
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| PRODUÇÃO |
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Yoichi Arishige Fumio Inoue Naoki Sato
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| EDIÇÃO |
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Yasushi Shimamura
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LANÇAMENTO NO JAPÃO:
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3 de Novembro de 2003
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DISTRIBUIDORA:
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Alpha Filmes
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LIGAÇÃO PERDIDA (One Missed Call / Chakushin ari)
O diretor Takashi Miike passa a ter sua obra lançada no Brasil. Trata-se de um dos principais diretores dos filmes de terror orientais. Nessa produção é possível comprovar todo o seu talento para dirigir histórias assustadoras e com um crescente clima de tensão. Tudo começa quando uma adolescente recebe uma chamada em seu telefone celular. Ao atender ela ouve um terrível grito, e mais tarde fica surpresa ao constatar que a chamada veio de seu próprio telefone, com três dias a frente. Quando chega nessa data e hora, ela morre de forma violenta. A partir daí, o estranho caso começa a acontecer com outras pessoas, fazendo novas vitimas. É quando uma das jovens que recebeu o telefonema, decide investigar o que está acontecendo para tentar salvar a própria pele. É quando ela entre em um mundo de terror sobrenatural, que poderá levá-la a descobertas trágicas e aterrorizantes.
CRÍTICAS
Em uma retrospectiva do que estão produzindo ultimamente no mercado de filmes de terror / horror / suspense, é engraçada a conclusão de que se não tivessem liberado o mercado cinematográfico, ficaríamos à mercê de idéias (mal) recicladas e produções baratas (em direção e roteiro) de Hollywood. Graças à globalização - neste setor ela existe - e ao Santo Torrent, podemos conferir produções de qualquer parte do mundo e com isso temos a oportunidade de acompanhar visões distintas de situações já consideradas banais no gênero. Um bom exemplo é o filme LIGAÇÃO PERDIDA, do Quentin Tarantino oriental, Takashi Miiki.
Lançado em 2003, no Japão, e baseado em uma novela de Yasushi Akimoto, o filme aterrisou, sem qualquer propaganda, direto nas locadoras em 2007 pela ALPHA FILMES. O sucesso que o filme fez gerou uma série de TV com 10 episódios em 2005 e duas continuações. A mitologia, reformulada, do fantasma que ataca suas vítimas através do celular rodou o globo até chegar nos EUA, que logo fizeram o remake do filme lançado sem sucesso ano passado. Mas reinventar LIGAÇÃO PERDIDA é uma perda de tempo. Primeiro por que ele já é uma reinvenção de outro grande sucesso oriental: O CHAMADO. Mas não chega a ser uma cópia, e sim uma versão "turbinada". Exemplos:
1) No filme O CHAMADO (THE RING), temos um vídeo - idéia ultrapassada na era dos DVD''s - que passa a maldição. Em LIGAÇÃO PERDIDA é um celular;
2) O "prazo de validade" do "abençoado" no primeiro são de sete dias e no segundo são somente três;
3) Enquanto um mata por causas desconhecidas (estou falando da versão japonesa que não tem efeitos de maquiagem nas vítimas), as mortes avisadas pelo celular são violentas e bizarras;
4) Sem falar na característica máxima: fantasma com chapinha. Mas em LIGAÇÃO PERDIDA ele mostra a cara, sem culpa e vergonha, ao contrário da SADAKO.
Estas pontuações não são para afastar os curiosos, muito pelo contrário, quem gostou do filme do Hideo Nakata irá gostar deste aqui também. No filme de Nakata, o foco é mais na investigação (suas origens não negam isso), montar um quebra-cabeça para visualizar a imagem; já neste temos um efeito dominó, onde a vítima sempre passa a maldição para a última pessoa que ligou para o seu celular. Claro que tudo toma proporções maiores por causa dos conflitos dos protagonistas.
Além de libertar os fantasmas das costumeiras casas assombradas, inserindo eles em uma realidade moderna e "prática" ao colocar como mediador de tudo um banal celular, Miike demonstra maestria ao entregar uma produção que não usa de qualquer artifício sonoro para "assustar". O terror é exposto pelo simples toque infantil que logo se torna sinônimo de morte tanto para os personagens quanto para o telespectador. Outro detalhe interessante é a ousadia do "desencarnado" que ataca independete do local e do número de pessoas em volta sua vítima.
LIGAÇÃO PERDIDA é um filme interessante e simples, se há certas discrepâncias, talvez seja por causa do conflito de culturas. Mas para um país como o Brasil que aceitou tão bem as fórmulas (e o lixo) americanas, nada como tentar diversificar e dar uma chance para outras idéias. Só assim, quem sabe em um futuro próximo, criaremos nosso própio modelo de terror com base no que há de melhor e original em idéias totalmente nacionais, mas que não deixam de refletir o medo de um ser humano no Japão, na Europa, na China...
José Douglas
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