LONGA DISTÂNCIA
(Long Distance)
Produção de suspense que promete bons momentos de medo e tensão. Uma garota faz uma ligação por engano e acaba ouvindo, do outro lado da linha, o improvável: um assassinato sendo cometido. O criminoso consegue identificar o número de telefone e, seguindo um rastro que envolve o telefonema em uma série de crimes, ele está chegando cada vez mais perto da casa de sua testemunha e próxima vitima. A única saída da garota é descobrir antes de tudo quem é o assassino e finalmente desmascará-lo, mas essa missão não será nada fácil, principalmente quando o medo tomar conta de todos os seus atos.
COMENTÁRIOS
A bela atriz Monica Keena (de “Freddy vs. Jason”) é a protagonista desse thriller sobre traição e assassinato, lançado em DVD no Brasil pela “California”. Ela é Nicole Freeman, uma estudante graduada que está trabalhando numa tese, e mora num prédio que foi uma escola no passado. Recentemente separada do namorado Chris Lundgreen, um fotógrafo com quem morava no apartamento, ela não imaginava as conseqüências de um telefonema errado que deu, surpreendendo um assassino no ato do crime. A partir daí, ela passou a receber constantes ligações do criminoso em série, que se identificou como Joe (Kevin Chapman), colocando-a num jogo psicológico de tensão crescente, enquanto outras vítimas eram brutalmente assassinadas. Para comandar as investigações, surge um detetive da polícia de Boston, Frank Halsey (Ivan Martin), e uma agente especial do FBI, Margaret Wright (Tamala Jones), uma psicóloga criminalista especializada na identificação do perfil de assassinos.
“Longa Distância” (Long Distance, 2005) é um thriller comum na maior parte do tempo, parecido com tantos outros produzidos por aí, trazendo os conhecidos elementos do gênero, com alguns momentos de suspense, tensão psicológica, mortes (sem violência “on screen”), investigação policial e a utilização do telefone como meio de comunicação com o assassino. Porém, há um esforço do roteiro em apresentar uma reviravolta significativa próximo ao final (e qualquer informação adicional seria um “spoiler” comprometedor), que coloca o filme numa situação um pouco acima da média. Mas, de forma geral, é um típico filme daqueles que a TV Globo apresenta em sua tradicional sessão “Super Cine” dos Sábados à noite.
Renato Rosatti