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ANO DE LANÇAMENTO |
| 1964 (EUA/Itália) |
| DIRETOR |
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Sidney Salkow Ubaldo Ragona
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| ELENCO |
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Vincent Price
Franca Bettoia
Emma Danieli
Giacomo Rossi-Stuart
Umberto Raho
Christi Courtland
Antonio Corevi
Ettore Ribotta
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| ROTEIRO |
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Richard Matheson Furio M. Monetti
Ubaldo Ragona
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| PRODUÇÃO |
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Robert L. Lippert
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| FOTOGRAFIA |
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Franco Delli Colli
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| EDIÇÃO |
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Gene Ruggiero Franca Silvi
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| DESENHO DE PRODUÇÃO |
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Giorgio Giovannini
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LANÇAMENTO NOS EUA:
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8 de março de 1964
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DISTRIBUIDORA:
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MORTOS QUE MATAM (The Last Man on Earth)
Baseado num romance de Richard Matheson, o filme tem como protagonista um homem que sobreviveu a uma praga global e agora se defende dos humanos doentes, típicos vampiros, que temem a luz e se alimentam de sangue, chamando seu nome durante à noite. Robert Morgan (Vincent Price) é o tal homem, cientista, que, imune à doença, tenta desesperadamente encontrar uma cura que possa salvar outros possíveis sobreviventes....
CRÍTICAS
O livro “Eu Sou a Lenda” (I Am Legend), de Richard Matheson, inspirou a produção de dois filmes muito interessantes: “A Última Esperança da Terra” (The Omega Man, 71), com Charlton Heston, e o anterior “Mortos Que Matam” (The Last Man on Earth, 64), com o ícone do horror Vincent Price.
Fotografado em preto e branco e com uma co-produção entre Estados Unidos e Itália, este último conta a história do cientista Robert Morgan (Price), que há 3 anos está sozinho no mundo, sendo o “último homem legítimo sobre a Terra”, após uma misteriosa epidemia espalhar um vírus desconhecido que transformou as pessoas em criaturas zumbificadas com características vampirescas, que somente saem de seus refúgios durante à noite. Ele é imune à praga, sente a dor de viver sozinho num mundo vazio, carrega a angústia de ter visto a mulher Virginia (Emma Danieli) e a filha pequena Kathy (Christi Courtland) serem afetadas pela contaminação, caminha de dia como uma “lenda” caçando e exterminando os infectados, cravando-lhes uma estaca no coração e carbonizando os corpos numa imensa vala, e se protege de noite escondendo-se em sua casa, resistindo ao constante ataque das criaturas. Porém, sua rotina muda quando em um de seus passeios diurnos pela cidade morta, ele encontra uma mulher, Ruth Collins (Franca Bettoia), que aparentemente não está infectada.
Um filme em preto e branco, produção européia dos anos 60 do século passado e com Vincent Price. Essa combinação de fatores desperta inevitavelmente uma atenção nos apreciadores do cinema fantástico do passado. Curiosamente, os ataques noturnos das criaturas infectadas contra a casa do cientista isolado serviram de inspiração para George Romero conceber o seu clássico absoluto “A Noite dos Mortos-Vivos” alguns anos depois, em 1968, nas seqüências envolvendo os zumbis tentando invadir a casa de campo que servia de refúgio para um grupo de sobreviventes.
O filme foi lançado em DVD no Brasil pela “Multi Media Group” com uma capa ridícula. Pelo menos houve uma compensação e corretamente mantiveram o mesmo título, “Mortos Que Matam”, que já era conhecido por aqui há muitos anos. Como materiais extras, temos as filmografias dos atores Vincent Price, Franca Bettoia e Emma Danieli, além do diretor italiano Ubaldo Ragona e do americano Sidney Salkow, mais conhecido por seus filmes de western. Tem ainda uma galeria com algumas fotos e um documentário apresentado pelo cultuado diretor e produtor William Castle (1914 / 1977), mostrando cenas comentadas de seus divertidos filmes lançados entre o final dos anos 50 e meados da década de 60 como “Mr. Sardonicus” (61), “The Old Dark House” (63), “Homicidal” (61), “Zotz!” (62), “Macabre” (58) e “House on Haunted Hill” (59). Castle ficou bastante conhecido pela criatividade em apresentar truques nas salas de cinema, com o objetivo de interagir com o público, como esqueletos que voam sobre as pessoas, cadeiras que trepidam e emitem pequenos choques elétricos, folhetos distribuídos aos espectadores onde eles podiam escolher o destino do protagonista, e várias outras campanhas de marketing incomuns. O mais curioso desses materiais extras é que William Castle não tem nenhuma relação com o filme “Mortos Que Matam”, mas de qualquer maneira o documentário é um grande presente, que acompanha o filme.
“Mortos Que Matam” (The Last Man on Earth / L´ Ultimo Uomo Della Terra, Estados Unidos / Itália, 1964) # 469
Renato Rosatti
COMENTÁRIOS
Finalmente assisti - em DVD - a primeira versão para o cinema da novela clássica de Richard Matheson, *Eu Sou a Lenda*. O filme é de 1964, uma produção ítalo-americana estrelada por Vincent Price e dirigida por Sidney Salkow. Com o título brasileiro algo sensacionalista de *Mortos que Matam*, e filmado em preto e branco, o filme imprime uma atmosfera convincente de drama e tragédia, procurando ressaltar em primeiro plano o aspecto psicológico do sobrevivente à estranha praga que dizimou os animais do planeta, inclusos a maior parte dos humanos, é claro.
Mas o filme é diferente do livro em vários aspectos, o que me chamou a atenção. Depois de um início com um flash-back contando como tudo aconteceu, há dois grupos distintos de mortos-vivos, os imaginados por Matheson - vampiros que saem à noite - e outros que também saem à noite, mas teriam desenvolvido uma vacina que controlaria a doença.
Price se esforça muito para compor o personagem e até que não se sai mal, levando em conta que ele tinha muito mais carisma do que talento na arte de interpretar.
É uma versão tão boa quanto a realizada em 1971 e estrelada por Charlton Heston, chamada de *A Última Esperança da Terra* (este um título, digamos, melodramático). Nesta versão o destaque vai para a maior fidelidade com a história original. Dois bons filmes, ainda que não excepcionais, como é o livro de Matheson.
Marcello Simão Branco
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