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ANO DE LANÇAMENTO |
| 1981 (EUA) |
| DIRETOR |
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Oliver Stone
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| ELENCO |
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Michael Caine Andrea Marcovicci Annie McEnroe Bruce McGill Viveca Lindfors Rosemary Murphy Mara Hobel Pat Corley Nicholas Hormann
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| ROTEIRO |
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Oliver Stone Mark Brandel (romance)
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| DURAÇÃO |
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104 minutos
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| TRAILER |
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não disponível
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ESTRÉIA NOS EUA:
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24 de abril de 1981
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DISTRIBUIDORA:
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CIC Vídeo
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COMENTÁRIOS:
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A MÃO (The Hand)
Famoso cartunista tem a mão decepada em acidente de carro. A mão ganha vida própria e sai assassinando os desafetos do cartunista, que não consegue detê-la.
CRÍTICAS
Um filme onde uma mão amputada começa a se rastejar por aí, pular em pescoços de pessoas e a matar desafetos, é no mínimo uma história que se encaixaria em um filme trash de segunda, certo?
Por isso mesmo é estranho alguém como Oliver Stone, diretor de vários filmes importantes e clássicos como: "Platoon", "The Doors" e "Assassinos por Natureza", tenha em seu currículo esse enredo...e mais estranho ainda: um ator de primeira como Michael Caine, que dispensa maiores comentários, comandando a película sobre a mão vingativa!
Bom, este filme realmente existe e se chama "A Mão (The Hand)", de 1981, e é mais um filme baseado na obra de Mark Brandel, "The Lizard Tail". Só que neste caso, tudo poderia muito bem ser uma grande palhaçada - perdoem o trocadilho - em mão erradas. Nas mãos de Oliver Stone é uma grata surpresa, com um roteiro inteligente, escrito pelo próprio Stone e com performance sempre interessante de Michael Caine.
Jonathan Lansdale (Michael Caine) é um cartunista de relativo sucesso, mora em uma casa de campo com sua esposa Anne Lansdale (Andrea Marcovicci, que depois faria "A Coisa", aquele filme sobre o iogurte assassino) e sua pequena filha. Só que nem tudo são flores: com a insistência de sua esposa em se mudar para Nova York, Jonathan acaba desconfiando que algo está errado. Em um passeio de carro eles acabam discutindo e sua mulher revela que está precisando de um tempo longe, fazendo com que eles discutam e, numa "barberagem", sua mulher acaba fechando um caminhão e Jonathan que estava com a sua mão direita para fora do carro, acaba com ela amputada, em uma cena bem executada, daquelas que nos fazem desviar o rosto da tela pensando na dor que o cartunista estava sentindo. Depois de muita procura, ninguém encontra a mão do coitado.
Depois do ocorrido, o cartunista fica desempregado, não conseguindo aceitar que outro cartunista desenhe seu personagem, e sua esposa não o abandona, pois se sente responsável pelo o que aconteceu. Mas a cada dia que passa Jonathan fica mais amargurado com o fato de se sentir inútil sem sua mão, fazendo com que ele aceite um emprego de instrutor de desenho em uma cidade do interior. Deixando sua esposa e filha irem para a cidade grande, já desconfiado que sua esposa vinha tendo um caso.
Ele continua sua vida, lecionando e fazendo amizade com outro instrutor local, Brian Ferguson (Bruce McGill, que participou de inúmeros filmes, mas que eu sempre me lembro com mais carinho do seu personagem, D-Day em "O Clube dos Cafajestes"). Só que ele começa a ter pesadelos e imagina ver sua mão amputada caminhando por aí. Em uma cena inicial, já sabemos que sua mão está fazendo travessuras, quando ele discute com um mendigo e logo depois sua mão aparece e mata o coitado. Só que isto é algo que ele nem imagina e a sua mão parece o acompanhar onde quer que ele vá e começa a matar todos que de alguma forma prejudicam Jonathan.
Como eu havia citado, a história daria um filmão trash, com a mão pulando em cima das pessoas e apertando seus pescoços, se locomovendo longas distâncias atrás de seu dono e ainda tendo visão, pois sempre que a mão aparece, a imagem fica em preto-e-branco, além de escutarmos seus gemidos. Só que tudo aqui está dentro de um contexto e vemos que a loucura de Jonathan está ocorrendo progressivamente e sua mão amputada apenas piora tudo, fazendo com que ele se torne paranóico.
A mão amputada é um personagem à parte, tem uma importância enorme para o desenrolar da história e para o sua conclusão, além de ser sempre legal vê-la se vingando. Ainda temos alguns ótimos efeitos como o acidente do começo, feitos pelo sempre excelente Stan Winston.
O filme é um pouco arrastado, as ações demoram para acontecer, mas não é nada que comprometa a diversão, afinal, este é um daqueles filmes que não vai mudar a vida de ninguém e nem tem a pretensão de se tornar um clássico do suspense/terror, mas mostra que Oliver Stone poderia se dedicar mais ao gênero, já que sabemos que violência é um tema recorrente em seus filmes.
Pode ser que o final não surpreenda ninguém hoje em dia, mas também é legal percebermos que certos filmes por aí, que são taxados de geniais e que viraram clássicos instantâneos, não são tão originais assim. Com certeza, muita gente já descobriu o final do filme com estes meus "spoilers" disfarçados, mesmo assim, duvido que alguém não se surpreenda com o final. Lembrem-se que esse filme é de 1981 e por isso merece créditos pela história original.
HISTÓRIA:  
GORE:  
EFEITOS:   
DIVERSÃO: 
Gênesis Cardoso da Cruz
A década de 1980 certamente foi muito significativa para o cinema de horror. Basta citar filmes como "The Evil Dead" e "Hellraiser" para termos uma idéia da produção desse período. Porém, outros filmes menores, menos badalados e mais desconhecidos, mas igualmente super divertidos, também são bons exemplos do que foi feito nessa época. "A Mão" (The Hand, 81) foi escrito e dirigido por Oliver Stone, bem antes de seu nome ser consagrado em filmes como o genial drama da Guerra do Vietnã "Platoon" (86), ou "Nascido em 4 de Julho" (89), ou "Assassinos Por Natureza" (94), ou ainda também muito tempo antes de tropeços monumentais como o épico "Alexandre" (2004), uma mega produção que foi um fracasso comercial tão grande quanto seu orçamento milionário. Mas poucos sabem que um dos primeiros filmes de sua carreira é do gênero horror.
Na história, um famoso cartunista, Jonathan Lansdale (o inglês Michael Caine), está enfrentando uma crise conjugal com sua bela esposa Anne (Andrea Marcovicci). Para complicar ainda mais, ele perde a mão direita num acidente de carro, um fato que o prejudica profissionalmente impedindo de continuar a desenhar uma história em quadrinhos de sucesso. Despedido pela editora Karen Wagner (Rosemary Murphy), ele é convidado a lecionar numa faculdade em outra cidade. Porém, fatos misteriosos começam a acontecer com pessoas que estão próximas ao desenhista e que por algum motivo despertaram sua ira, como a jovem estudante Stella Roche (Annie McEnroe) ou o companheiro de bar Brian Ferguson (Bruce McGill), em eventos repletos de situações bizarras envolvendo a mão decepada de Lansdale que se movimenta sozinha com vida própria, e a questão de sua sanidade.
Alguns destaques ficam por conta da forte cena do acidente de carro em que o desenhista tem sua mão brutalmente decepada; pelas cenas de assassinatos envolvendo um criminoso no mínimo estranho e fora do comum, ou seja, uma mão em início de decomposição da carne, movimentando-se como uma criatura bizarra em busca de vingança; e pelo desfecho sinistro encerrando a história de uma forma que permite uma incrível dupla interpretação pelo espectador.
O tema da mão que ganha vida própria já foi bastante explorado pelo cinema fantástico, e dentre os inúmeros filmes que abordaram o assunto, podemos citar alguns deles à título de ilustração. "The Hands of Orlac", também conhecido como "Mad Love" (35), do cineasta alemão Karl Freund, e "The Beast With Five Fingers" (47), de Robert Florey, são ambos estrelados por Peter Lorre. No primeiro, um pianista perde suas mãos num acidente de trem e recebe um transplante de mãos de um assassino, as quais adquirem vida própria e obrigam o músico a cometer crimes. O outro filme conta a história de também um pianista que tem uma mão decepada, que ganha vida e passa a caminhar sozinha em busca de suas vítimas. O estúdio inglês "Amicus" (rival da "Hammer"), produziu uma antologia chamada "Dr. Terror´s House of Horrors" em 1965, onde em uma das histórias, "The Crawling Hand", estrelada por Christopher Lee, apresenta um crítico de arte sendo atormentado pela mão decepada de um artista, que passa a persegui-lo à procura de vingança. Uma outra referência que merece registro é o hilariante "Evil Dead 2", de Sam Raimi, onde o herói Ash (Bruce Campbell) luta contra a sua própria mão decepada e possuída por um demônio.
O roteiro de "A Mão" de Oliver Stone foi inspirado no livro "The Lizard´s Tail", de Marc Brandel. Os efeitos especiais são bem interessantes, principalmente pela época da produção, com o trabalho sob a responsabilidade do veterano técnico italiano Carlo Rambaldi, conhecido por filmes como "King Kong" (76), "Alien, o Oitavo Passageiro" (79), "ET - O Extraterrestre" (82), "Conan, o Destruidor" e "Duna" (ambos de 84), "Olho de Gato" e "A Hora do Lobisomem" (ambos de 85), e "O Armário do Diabo" (89), entre outros. Com 105 minutos de duração, o filme foi lançado no mercado brasileiro de vídeo VHS pela "Warner", já fora de catálogo há muito tempo, e atualmente apenas encontrado com sorte em acervos antigos de locadoras, ou perdidos em sebos, ou em videotecas particulares de colecionadores.
COTAÇÃO:   
Renato Rosatti
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