ANO DE LANÇAMENTO
2006 (EUA/Japão)
DIRETOR

Takashi Miike

ELENCO
Billy Drago
Youki Kudoh
Michie Itô
Toshie Negishi
Shimako Iwai
ROTEIRO

Daisuke Tengan
Shimako Iwai (romance)

PRODUÇÃO

Fumio Inoue
Jennie Lew Tugend
Lisa Richardson
Tom Rowe
Lauren Weissman

FOTOGRAFIA

Toyomichi Kurita

EDIÇÃO

Yasushi Shimamura

LANÇAMENTO NO BRASIL:

27 de setembro de 2006 (DVD)

DISTRIBUIDORA:

Paris Filmes

MARCAS DO TERROR
(Imprint)


Esperando encontrar o amor que deixou para trás, um jornalista segue à sua procura em uma ilha sombria em meio a um grupo de Prostitutas. Ao passear a noite com uma mulher exótica, ele vai, aos poucos desvendando histórias terríveis sobre a vida dela e acaba descobrindo que o que aconteceu a sua amada é algo de uma crueldade sem precedentes, algo muito pior do que ele poderia imaginar.

CRÍTICAS

Fechando com chave de ouro, o episódio mais polêmico da primeira temporada: "Marcas do Terror" (Imprint) do não menos polêmico diretor Takeshi Miike, autor de obras como o aterrador "Audition" e o ultra-violento "Ichi, the Killer". Detalhes como fetos mortos, incesto, gore em excesso, torturas bem explícitas e uma série de bizarrices fizeram com que o episódio fosse banido das tvs americanas, o que foi uma decisão acertada já que realmente possui cenas fortes demais para o horário em que a série passava. É difícil ver sem ficar perturbado com uma ou outra cena, por mais que a pessoa que assiste já tenha visto filmes chocantes porque esse ultrapassa vários limites. É o meu preferido da primeira temporada e um dos 5 melhores "filmes" de horror que vi esse ano.
Miike conseguiu seu objetivo de assustar as pessoas e não é raro ouvir comentários sobre o episódio do tipo "não consigo tirar tal cena da cabeça", ou "aquela cena eu não consegui ficar olhando". a verdade é que ninguém fica indiferente seja elogiando ou criticando. Sem contar que um filme com Billy Drago é garantia de ao menos algumas risadas pelas suas tentativas de atuar, chega a dar dó o seu esforço em vão...



Ele é um americano que vai ao Japão a um prostíbulo secreto, que só dá pra chegar de barco através de um rio coberto de corpos apodrecidos. Chegando lá ele procura por uma garota chamada "Komomo" mas a dona do lugar, depois de hesitar um pouco, diz que nunca ouviu falar nesse nome. Como ele não tem como ir embora na mesma noite, a dona do lugar oferece uma "prima" a ele, que escolhe uma que ele tinha visto sendo maltratada há pouco e que ele acaba descobrindo que tem uma deformidade no rosto. A garota acaba contando a ele que conheceu Komomo mas que ela se enforcou há algum tempo atrás, o que faz Billy Drago dar o melhor "oh, god damned" da história do cinema. E pior, ainda fica sabendo que ela se matou por que ficou esperando por ele que nunca chegava. Já é de muito mal gosto simpatizar com alguém feio como o Drago, matar-se por ele, então, é impossível. Deve ter algo de errado nessa história.



A menina deformada passa então a contar a história da vida dela. O pai era doente e a mãe, parteira, é que sustentava a casa numa vila bem pobre. Após a morte do pai ela é adotada e depois prostituída nessa ilha, onde somente Komomo é boa para ela. As outras invejavam Komomo, e um dia, acusada de roubo de uma jóia ela, é torturada para que confesse o roubo, que não cometeu. É quando começa a sessão de torturas que só poderia sair da mente de Miike. De tanto sofrer e esperar o Drago em vão ela se mata enforcada. Mas...seria essa a verdade? Não. Por incrível que pareça a verdade é ainda mais cruel.



Também merecem comentários a linda fotografia e os efeitos sonoros que chegam a ser angustiantes. Uma pena que Miike tenha sido descartado para a segunda temporada (porque será?), vai ser difícil algo chegar perto disso em muitos aspectos. Pior pra nós que temos que agüentar episódios de diretores bem menos talentosos, que de mestres não tem nada. Se ainda não viu, não perca tempo: "Marcas do Terror" é o mais perto do cinema extremo que essa série poderia chegar.



HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    
Antonio R. Filho