ANO DE LANÇAMENTO
2006 (Áustria)
DIRETOR

Andreas Prochaska

ELENCO
Karl Fischer
Michou Friesz
Ines Honsel
Amelie Jarolim
Andreas Kiendl
Ada Kolland
ROTEIRO

Andreas Prochaska
Thomas Baum

MÚSICA

Gábor Presser

PRODUÇÃO

Helmut Grasser

EDIÇÃO

Karin Hartusch

LANÇAMENTO NO BRASIL:

Maio de 2007 (DVD)

DISTRIBUIDORA:

Califórnia Filmes

MORTO EM 3 DIAS
(Dead In Three Days)


Depois de aviso por telefone e até por internet, surge um novo assassino serial que usa um novo tipo de tecnologia para atormentar e assustar suas vítimas: os torpedos. Assim, um grupo de amigos recebe uma mensagem que diz que em três dias eles estarão mortos. No princípio, todos pensam que é uma brincadeira, até que no dia seguinte o namorado do principal alvo do assassino aparece morto no fundo de um lago, amarrado a um bloco de concreto. Isso faz com que todos entrem em pânico e comecem uma corrida para salvar suas vidas e descobrir quem é o verdadeiro criminoso. À medida que o tempo passa, os crimes vão ficando cada vez mais brutais e violentos. Mas, eis uma garota que descobre uma pista podendo levar ao criminoso e desvendar todo o mistério.

COMENTÁRIOS

Um assassino misterioso ataca um grupo de jovens motivado por um plano de vingança. Essa idéia ainda continua sendo explorada, e dessa vez por um “slasher” austríaco, dirigido por Andreas Prochaska. “Morto em 3 Dias” (Dead in 3 Days, 2006) foi lançado em DVD pela “California” e mostra uma turma de cinco estudantes na faixa dos 18 anos que estão festejando a formatura. O grupo é formado por dois casais de namorados, Nina (Sabrina Reiter) e Martin (Laurence Rupp), e Alex (Nadja Vogel) e Clemens (Michael Steinocher), além de Mona (Julia Rosa Stockl). Após receberem uma mensagem ameaçadora em seus telefones celulares, dizendo que morrerão em 3 dias, ocorre uma reviravolta em suas vidas obrigando-os a lutar pela sobrevivência, sendo perseguidos por um assassino, contando apenas com uma ajuda não muito eficiente da polícia que está investigando o caso, no comando do oficial Kogler (Andreas Kiendl).

O filme apresenta adolescentes que não são tão idiotas como os tradicionais filmes similares americanos, mas também não consegue fugir dos mesmos velhos clichês do gênero, principalmente no que diz respeito a situações forçadas do roteiro, bastante improváveis e inseridas na história apenas para facilitar o trabalho de quem escreveu (Thomas Baum, em parceria com o próprio diretor). Tem algumas mortes, mas nada marcante, com um destaque maior para uma cena de decapitação. A incompetência da polícia e as facilidades do assassino em suas ações são alguns dos fatores que fazem de “Morto em 3 Dias” outro “slasher” comum em meio a tantos que são produzidos, com a diferença de ser um filme vindo da Áustria, variando um pouco o já desgastado cinema de horror adolescente feito nos Estados Unidos.

Renato Rosatti