Never Play With The Dead ANO: 2001 PAÍS: Inglaterra DURAÇÃO: 080 minutos DISTRIBUIDORA: Alpha Filmes DIREÇÃO: Ray Kilby ELENCO: Mark Homer, Louisa Milwood Haigh, Richard Hanson... CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado/Dublado SINOPSE: Um grupo de jovens alugam um casarão muito antigo, para organizar uma festa "Rave". O que eles não sabiam, é que naquela casa algumas crianças já desapareceram misteriosamente sem jamais serem encontradas. Durante a festa, uma das jovens, percebe a presença de mais alguém no grupo, causando pânico e desespero em todos. As aparições sinistras transformam a festa em uma noite de tragédia e horror... ![]() ![]() CRÍTICAS: Se um dia criarem um manual com o título "Como Não Se Deve Fazer Um Filme de Terror", muitos filmes recentes estariam nas páginas dessa obra. Algumas até seriam o objeto de inspiração do autor como é o caso de "Nunca Brinque Com os Mortos", de 2001, produção inglesa desconhecida internacionalmente que chegou às locadoras recentemente. A capa e a sinopse, talvez, sejam os principais motivos que fazem com que um fã de filmes de suspense e terror se interesse em assistir a essa terrível produção que faz parte da regra "títulos longos, idéias ruins" e que envergonha qualquer ser humano que ouse gastar dinheiro e tempo para vê-lo. Sem qualquer explicação verbal, o filme começa mostrando algumas imagens em desenho de uma casa sendo construída num local que antigamente era utilizado para sacrifícios humanos. Após a construção, no início do século, quatro crianças, sendo que uma em cadeira de roda, decidem invadir a residência para brincar. Deixam o menino que não pode andar do lado de fora e os outros três entram por uma janela da lateral e não retornam. Anoitece e o menino deficiente fica gritando por ajuda, mas ninguém aparece para socorrê-lo. Vale destacar nesse princípio de filme a péssima atuação das crianças, com seus gestos e expressões artificiais, que chegam a incomodar demasiadamente. Sem explicar ou simplesmente mostrar o que aconteceu com os pequenos, o filme nos transporta para os dias atuais em que oito jovens entram na casa a fim de realizarem uma festa rave. Passam-se vinte e cinco minutos até que alguma "cena assustadora" aconteça, antes disso o que vemos são um bando de idiotas brigando um com outro, um triângulo amoroso infantil, citação de filmes como Evil Dead e Bruxa de Blair e muito tempo perdido. Só para constar, a tal cena assustadora mencionada é a aparição de uma criança morta para um dos jovens que se assusta, mas logo esquece o ocorrido. Detalhe: a criança morta não apresenta fisionomia e nem maquiagem que convença alguém de seu estado, mas quem a vê acredita estar vendo um fantasma. Bem que os produtores podiam ter gastado um pouco mais na concepção e caracterização dos mortos. A partir daí, mais enrolação, discussão sobre dinheiro, problemas no equipamento de som e iluminação e vez ou outra um menino-fantasma. Por mais que as crianças apareçam, os jovens demoram para decidir fugir do local, acreditando que as crianças não irã incomodá-los. Depois de uma hora de projeção e nenhuma morte ou cena que cause realmente medo, o pessoal resolve fugir da casa, mas percebe que a mesma não quer deixá-los ir. Tem início uma correria bem ao estilo Trapalhões - com cruzamento nos corredores e trombadas - , até que alguns fios de alta tensão caem do teto. Que medo! Dez minutos depois, o filme acaba como começou: completamente sem sentido, sem explicações adequadas, apenas com um final clichê visto em uma centena de filmes do gênero. Qualquer avaliação que não seja "péssimo" é um absurdo a qualquer pessoa que tenha o desprazer de assistir a esse filmeco. Se você tem algum amor pela sua vida, pelo seu tempo, pelo seu dinheiro, NUNCA ASSISTA A ESSE FILME. Marcelo Milici COTAÇÃO: Como grande fã de cinema, tenho que confessar que às vezes aprecio ver filmes ruins. Aqueles que, de tão mal feitos, mal realizados, mal escritos e mal interpretados, acabam ficando engraçados. Mas não estou falando de filmes como os da Troma ("The Toxic Avenger"), ou "O Ataque dos Tomates Assassinos", que são filmes avacalhados de propósito, e sim de filmes em que o diretor levou seu trabalho a sério e acreditou que aquilo realmente poderia render uma bela obra. Sou fã em particular do filme "Fuga do Bronx", de Enzo G. Castellari (uma porcaria, cópia de "Fuga de Nova York"), de "Piranha 2 - Assassinas Voadoras", de James Cameron, e muitas outras ruindades... Falavam tão mal deste NUNCA BRINQUE COM OS MORTOS que isso atiçou minha curiosidade. Afinal, se era mesmo tão ruim, talvez eu até achasse divertido. Que nada... Tem alguns filmes que não seguem a linha "de tão ruins são bons". Existem filmes que são MUITO RUINS MESMO! Tipo "Psicopata Americano 2", por exemplo. E NUNCA BRINQUE COM OS MORTOS. Nunca mais vou desconsiderar um aviso do amigo Marcelo Milici, que alertou para que ninguém alugasse esta fita. NUNCA BRINQUE COM O MESTRE DA BOKA DO INFERNO! Este filme é ruim demais! Sabe o que é você ver um filme de 1h30min onde NADA acontece??? Não sabe? Então veja NUNCA BRINQUE COM OS MORTOS. O filme não explica nada, não mostra nada e não justifica nada. Também não acontece nada, não morre ninguém, não tem sustos, não tem arrepios... logo, desperdício total! Os créditos de abertura tentam dar uma explicação forçada da história, alternando cenas de um ritual de sacrifícios com a construção de um casarão (entenderam, manés???? didaticamente, eles queiseram mostrar que uma casa foi construída em cima de um antigo local de sacrifício humanos! dãããããã!!!). Nesta casa, lá pelos anos 50 (pelo menos é o que aparenta pelos figurinos), quatro garotos (um deles paralítico) tentam entrar no tal casarão abandonado. Três entram e não dão mais sinal de vida. O quarto fica do lado de fora gritando por ajuda, no escuro... Pessoal, só vendo para vocês acreditarem na ruindade das interpretações da garotada... Em um momento, um dos garotos reluta em entrar na casa e o outro levanta o punho fechado para ameaçá-lo. No outro, o paralítico do lado de fora fica gritando: "Help, help", sem a mínima emoção ou cara de medo... Que horror! Um salto no tempo e estamos na época atual, onde um grupo de jovens tenta deixar o casarão em ordem para fazer uma festa rave. Nenhuma explicação sobre o desaparecimento das três crianças no início do filme. Achei que lá pelas tantas ia entrar aquele clichê característico, tipo assim: - Personagem 1 olha para personagem 2: PERSONAGEM 1: "Cara, você sabe o que aconteceu nesta casa? PERSONAGEM 2 (com cara de medo): "O quê?" PERSONAGEM 1 (com cara sinistra): "Três crianças desapareceram aqui dentro e nunca foram encontradas". Ou então diferente: - Personagem 1 olha para personagem 2 com cara de medo: PERSONAGEM 1: "Esta casa me dá arrepios..." PERSONAGEM 2: "Em mim também. Dizem que ela é mal-assombrada... Uns garotos sumiram aqui dentro." Enfim, qualquer menção à suposta maldição da casa, mas nada acontece. Os garotos foram encontrados mortos???? Os garotos simplesmente sumiram do mapa????? Os garotos voltaram para casa e morreram em sete dias, quando Sadako foi buscá-los??????? Lá pelas tantas, chega um cara de caminhão para entregar um gerador para a festa. O motorista olha desconfiado para o casarão e inicia um diálogo com o jovem. Aqui pensei que o cara ia dar umas dicas para o jovem, tipo, "cuidado aí, garotos, esta casa tem fama de mal-assombrada", ou algo do gênero, mas, novamente, NADA!!!! Passa meia hora e o filme vai se arrastando. Nenhuma manifestação sobrenatural, apenas sustos tolos quando amigos assustam amigas e vice-versa. Tramas paralelas começam a surgir. O DJ briga com o eletricista. O organizador da festa é cobiçado por duas meninas (esta trama paralela se arrasta do início ao fim sem emoção ou conclusão). Uma outra menina ganha fama de louca ao imaginar que há algo de estranho na casa (clichê máximo desse tipo de história!). Enfim, lá pelas tantas, aparece o fantasma de um menino. Por fantasma entenda-se uma criança caminhando no corredor, sem maquiagem, sem expressão sinistra, sem aparece/desaparece ou coisa que o valha. NADA! E mesmo assim a garota que vê tem certeza de que se trata de um fantasma!!!!!! Ainda se estivesse coberto com um lençol branco... O tempo segue passando. Nada dos fantasmas voltarem... O gerador insiste em explodir infantilmente, deixando a casa no escuro por alguns segundos (situação que se repete tantas vezes que você até pára de contar). O triângulo amoroso esquenta, a menina com fama de louca continua vendo coisas estranhas (mas os outros não), e a coisa vai, vai, vai... Quando você vê, já passou uma hora de filme e NADA ACONTECEU! E na meia hora seguinte não melhora! O máximo de perigo pelo que os personagens passam é dois cabos de energia elétrica que se soltam do teto! Nunca ficamos sabendo se os fantasmas das crianças são amigáveis ou malvados, porque eles aparece por um segundo e desaparecem sem fazer nada... Em uma cena, por exemplo, um garoto aparece para um cara e nem mesmo a música se altera!!!!!!!! ARGH!!!!! O diretor até desperdiça a melhor situação do filme (e a única digna de menção), ou seja, a casa que se modifica. Em um momento, por exemplo, uma sala está maior que antes, ou portas aparecem misteriosamente em alguns cômodos, ou corredores ficam trancados e não levam a lugar nenhum... Mas o espectador nunca se sente realmente emocionado com estas mudanças, por causa da incompetência do diretor. O ideal seria mostrar os personagens entrando em um cômodo, depois voltando para aquele em que estavam para descobrir que ele mudou totalmente (e o espectador também perceberia a mudança). Mas o diretor não pensou no "detalhe". E nem vamos falar da cena em que o grupo todo de amigos presencia fenômenos paranormais (tipo cadeiras girando no ar sozinhas, discos sendo lançados nas paredes, garrafas se quebrando), mas um minuto depois já estão calminhos e pensando em continuar a promover sua festa, como se nada tivesse acontecido!!!!!!!!!!!!!! Lá pelas tantas você até sente vontade de dar um EJECT, mas resolve se remexer no sofá e ficar lá com cara de tacho, só para ver se alguma coisa vai acontecer, ou pelo menos para saber "como essa porcaria vai acabar". Pois bem: preparem-se para o final mais ridículo da temporada!!!!!! Algo tipo "O Sexto Sentido + Ghost + Os Outros", ou "Como é legal morrer e virar fantasma!!!" Argh!!!!!!!!! Eu mesmo quase me matei (e virei fantasma) quando vi que o fim era aquele mesmo... Enfim, pessoal, se vocês não atenderem aos apelos do Marcelo, pelo menos atendam aos meus. Fiquem longe deste filme, não brinquem com os mortos e nem com os filmes ruins como este, prefira levar um outro para casa, pelo menos um "menos pior". Porque a ruindade deste filme pode até dar pesadelos. Felipe M. Guerra COTAÇÃO: ![]() ![]() |