Octane ANO: 2003 PAÍS: Inglaterra DURAÇÃO: 90 minutos DISTRIBUIDORA: PlayArte DIREÇÃO: Marcus Adams ELENCO: Madeleine Stowe; Mischa Barton; Norman reedus, Bijou Philoiips, Leo Gregory CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado/Dublado SINOPSE: Senga Wilson precisa salvar sua filha, Natasha, que caiu nas malhas de uma seita religiosa cujo líder tem poderes sobrenaturais. Os cultos deste grupo incluem sacrifícios. Será uma perigosa corrida contra o tempo. CRÍTICAS: De acordo com o Aurélio, Octano é um hidrocarboneto saturado com oito átomos de carbono, existente no petróleo. Enfim, é a principal substância da gasolina. Se a gasolina é o combustível mais comum utilizado na locomoção dos carros, podemos dizer que o sangue é o octano do ser humano, já que é a substãncia mais importante para o nosso corpo. O que tudo isso tem a ver com o filme Octane - O Caminho do Mal? Pode ser apenas uma "viagem", mas essa é a única explicação lógica que encontrei para essa produção, dirigida por Marcus Adams, ter esse nome., já que em nenhum momento essa palavra é mencionada durante os 91 minutos de duração do longa. Numa noite escura, no meio de uma longa e perigosa estrada, encontra-se um veículo virado de ponta cabeça, após um grave acidente. Preso nas ferragens, o motorista tenta manter seus olhos abertos, mesmo sendo incomodado pelo sangue que escorre em seus olhos. Dois paramédicos chegam ao local e começam a cuidar do acidentado, preocupados com as dores que o homem sente. De repente, ouve-se a chegada de uma ambulância e um paramédico diz para o outro: "- Vamos", enquanto retira rapidamente o rapaz do veículo, tapando sua boca e arrastando-o para longe do local. Com esse começo arrepiante, "Octane - O Caminho do Mal" traz a promessa de uma produção intrigante e assustadora. No entanto, após 40 interessantes minutos, o filme se perde em alucinações e momentos bizarros. Mãe e filha estão num carro utilizando a mesma estrada do acidente. Senga (Madeleine Stowe), uma mãe divorciada e bastante conservadora, conduz o veículo enquanto conversa e discute com sua bela filha adolescente Nat (Mischa Barton). A filha quer mais liberdade para poder ir aos shows e festas, mas sua mãe não quer libertá-la de "suas correntes" pois se trata de uma jovem de 16 anos sem experiência de vida. Enquanto discutem o assunto, Senga e Nat presenciam cenas estranhas na estrada: um casal alegremente tirando fotos do acidente citado acima, com a permissão da polícia local; um boneco de um bebê engatinhando; um motorista de guincho com olhar sinistro. Depois que fazem uma pausa num restaurante local, decidem dar carona para uma estranha mochileira, que, encanta a filha com seu modo de vida "ideal", seu uso de piercings e seu estilo musical dançante. Instantes depois, a garota é deixada no local que pediu, próximo a uma estátua num matagal. Antes que o carro se afaste, Nat percebe que a jovem esqueceu seu CD no carro e pede para que sua mãe retorne e a procure. Apesar do esforço de Senga, a misteriosa mochileira não é encontrada em local algum. Mais tarde, a situação familiar se torna insuportável quando o pai de Nat entra em contato com a filha e resolve presenteá-la com ingressos para um show, o que gera a revolta da mãe, que rasga o presente e ainda grita com a filha. Numa atitude arriscada, Nat aproveita a confusão no restaurante e foge em companhia do estranho casal que fotografava o acidente e também da mochileira. Assim tem início o pesadelo de Senga, que passa a atuar como detetive em busca de pistas do paradeiro da filha, naquela terrível noite na estrada. À medida em que vai se aproximando de Nat, ela passa a ter contato com pessoas estranhas e descobre a existência de uma perigosa seita, regada à sangue, mortes, acidentes na estrada, violência e culto do corpo. Embora a idéia seja interessante, a narrativa nonsense - com estranhos closes, repetição de flashes e trilha psicodélica - torna a produção extremamente confusa, como se o espectador estivesse sob o uso de alguma droga alucinógena. Será que esse roteiro passou pelas mãos de David Linch? Não vão faltar dúvidas para todos os lados durante a jornada. Por que as pessoas que Senga encontra pelo caminho parecem ser sempre as mesmas? Quantos estarão envolvidos naquela macabra quadrilha? Em quem poderá confiar se até mesmo a polícia parece conspirar contra ela? E como se explica a presença daquele estranho apresentador de canal religioso que ainda menciona seu nome durante o programa? Com todo esse mistério, "Octane - O Caminho do Mal" não deixa de ser uma produção curiosa. Se mantivesse o ritmo da primeira parte, talvez o filme despertasse ainda mais o interesse do espectador, porém o acréscimo exagerado de informações e a conclusão óbvia impedem uma avaliação mais positiva. Vale como curiosidade, mas não espere muito... Marcelo Milici COTAÇÃO: |