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ANO DE LANÇAMENTO |
| 2003 (Espanha/México) |
| DIRETOR |
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Pau Freixas
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| ELENCO |
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Silke
Unax Ugalde
Adriá Collado
Andrés Gertrudix
Diana Lázaro
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| ROTEIRO |
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Pau Freixas Hector Claramunt
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| FOTOGRAFIA |
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Julián Elizalde
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| PRODUÇÃO |
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Pedro Doménech Luis de Val
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LANÇAMENTO NO BRASIL:
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novembro de 2005
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DISTRIBUIDORA:
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California Home Video
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PÂNICO A BORDO (Deadly Cargo / Cámara Oscura)
Nesta produção latina dirigida e co-escrita (em parceria com o também ator Hector Claramunt) pelo catalão Pau Freixas, um grupo de jovens com interesses distintos encontra-se na Costa do Marfim para uma expedição marítima. Víctor (Adrià Collado) e Thais (Diana Lázaro) aproveitam as últimas férias antes do nascimento do primeiro filho do casal. Iván (Unax Ugalde) e Edgar (Andrés Gertrudix) são amantes dos esportes radicais. Sara (Silke), uma jovem fotógrafa, busca a matéria que lhe abrirá as portas do sucesso. O garoto africano Drui (Mustafá Jawara) conduz o barco que os levará ao perfeito local para mergulho. No meio do oceano, porém, eles encontram o cadáver de um homem com estranhas marcas de tortura. Quando o motor do barco quebra, eles ficam perdidos em alto-mar. O grupo avista um navio mercante. Pode ser a salvação ou o início do terror.
CRÍTICAS
Logo na primeira cena do filme "Pânico a Bordo" (Cámara Oscura, Espanha/México, 2003), vemos um garotinho numa praia lavando alguns acessórios de mergulho, vestindo uma camisa da seleção brasileira de futebol, mais precisamente do ex-craque de futebol, Rivaldo. Apesar da pouca idade, Druid é o guia de expedições submarinas, da Costa do Marfim, e está se preparando para conduzir um novo grupo a uma aventura marítima. Não é de falar muito, mas é o personagem do filme que cria mais simpatia com o espectador, a ponto de nos preocuparmos realmente com sua vida, no pesadelo que está prestes a começar.
Além do jovem africano, o grupo é composto pelos seguintes desconhecidos: a bela Sara (Silke), jornalista e fotógrafa - que aparecerá nua em menos de 5 minutos de filme -, o casal Victor (Adrià Collado) e sua esposa grávida Thais (Diana Lázaro), e os amigos Ivan (Unax Ugalde) e Edgar (Andrés Gertrudix).
Assim que o barco avança para o mar aberto, observando de longe a despedida da costa, rumo ao desconhecido, fiz um certo esforço para me sentir dentro da embarcação: não procurei informações a respeito do enredo e nem li nenhuma sinopse detalhada (o próprio texto de divulgação da distribuidora permite isso), o que tornou minha ignorância um processo bem divertido de apreciação. Seria um filme ao estilo "Navio Fantasma", com visões do Além e tesouro escondido?; seria algo no estilo "Vírus", com uma força extraterrestre dominando um navio sofisticado?
Pausa para uma observação: obviamente, não contarei detalhes que possam estragar a diversão do infernauta, mas, é importante chamar a atenção para os quinze minutos iniciais, quando você acreditará estar diante do filme mais assustador dos últimos tempos.
Quando o barco pára no desértico oceano, alguns decidem mergulhar, enquanto outros aproveitam para observar a natureza marítima. De repente, um estranho corpo negro aparece boiando bem próximo dali. Os sinais indicam um crime: alguém torturou o rapaz e cortou sua garganta com uma navalha, antes de atirá-lo aos peixes carnívoros.
Assustados, acidentalmente alguém dispara uma arma de alerta e incendeia a embarcação, obrigando-os a pular na água ameaçadora. Nesse seqüência, temos o momento "Mar Aberto", quando o grupo se encontra perdido no oceano, boiando com suas próprias malas e equipamentos, sem saber se serão resgatados ou servirão de alimento para algum animal. Horas depois, um enorme navio se aproxima. Poderia ser a salvação, se a cena que eles irão observar ali, não for o suficiente para impedir qualquer sensação de alívio. È difícil evitar a insegurança e um certo tremor na espinha, quando a pergunta vier à tona: não seria melhor ficar no mar, mesmo sem a menor esperança de salvação?
Antes de "Pânico a Bordo", o diretor Pau Freixas só havia feito produções sem muito destaque, principalmente através de trabalhos para a televisão. Mas, ele soube conduzir o filme de maneira correta, sem exageros, trabalhando sutilmente a expectativa e o horror psicológico, deixando de lado efeitos mirabolantes, monstros ou sangue em demasia. È basicamente um exercício de tortura aos ansiosos. Repare como ele trabalha a câmera subjetiva nas cenas em que os personagens estão à mercê das ondas, num contraponto aos momentos de perseguição e suspense.
Apesar dos acertos do começo do filme, a narrativa perde todo o efeito na segunda metade, quando o sentimento de decepção é inevitável. Espremendo a trama, nota-se um "ar de mal-entendido", um julgamento incorreto, quase que uma picaretagem do diretor/roteirista. Mas ainda assim "Pânico a Bordo" consegue se tornar uma passatempo "assistível", mesmo que algumas falhas fiquem evidentes. De vez em quando, vale a pena prestigiar produções não-americanas, principalmente àquelas que lembram da existência do nosso país.
Curiosamente, o longa foi exibido com sucesso na abertura do Festival Internacional de Cinema da Catalunha, de 2003. Em 2004, quem esteve por lá foi "A Sétima Vítima", de Jaume Balagueró.
HISTÓRIA:  
GORE: 
EFEITOS: 
DIVERSÃO:
Marcelo Milici
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