Esse episódio pode não ser o melhor dos 13 (e não é), mas com certeza é um dos mais sombrios, com um clima pesado e macabro desde o início. Várias cenas soltas são colocadas na tela até que a gente saiba qual é realmente a história, o que aconteceu àquela família de apreciadores(e compositores) de música clássica cuja mãe é vivida pela atriz Lori Petty (
Tank Girl)...

Jonathan é um garoto que no dia de seu aniversário de 15 anos morre afogado em um lago perto de sua casa. Os pais vêem tudo acontecer e não podem fazer nada por não saberem nadar. Como ele era filho único e muito amado, eles ficam desesperados e também inconformados com a situação e decidem fazer um pacto para terem seu filho de volta. Durante 12 anos, uma pessoa jovem seria morta pelo próprio Jonathan em um porão. A cada ano e pessoa sacrificada mais ele aparentaria ser humano de novo. O filme começa no décimo segundo ano, quando falta apenas mais uma vítima a ser sacrificada, e logo nas cenas iniciais(depois das cenas da ressurreição de Jonathan) vemos em fotos quem foi o escolhido esse ano...na verdade uma menina bem atraente, chamada Tara, o que nos dá o primeiro furo do filme pois a menina é tratada como se fosse feia ou estranha o que não é verdade em momento algum, e pior: seria virgem e nunca teria dado nem um beijo na boca. Eu já beijei muitas piores que ela, principalmente bêbado, mas é...hmm...vamos voltar à história...

O pai de Jonathan é o encarregado de capturar as vítimas, no caso de Tara isso é bem simples porque ela vai sempre de bicicleta para casa num caminho bem sinistro. Acontece uma cena de atropelamento muito bem feita, coisa que os americanos se especializaram em tornar o mais real possível vide “
O Apanhador de Sonhos” e “
Kingdom Hospital” (ambos de Stephen King, que gosta de reviver seu drama pessoal) e Tara é levada até à sinistra mansão da família. Jonathan reluta em participar nos sacrifícios e tenta se matar assim que ela é colocada no porão. Porque ele não tentou isso antes? Porque sua família o droga constantemente com algo que o faz perder a memória.


Em várias partes do porão são encontradas frases avisando sobre algo que estaria para despertar, mensagens para que as pessoas fujam, o que cria toda uma tensão e ansiedade em saber o que estaria por vir. O que seria o
“faired-hair child” do título e qual sua ligação com Jonathan? A resposta para essa pergunta é assustadora.

O epidódio é dirigido de forma correta até demais, levando-se em conta que o filme anterior do diretor foi o péssimo “
MedoPontoCom”, a fotografia e a música são perfeitas, as atuações são boas e há um pouco de gore bem exagerado (do jeito que gostamos, atenção para uma certa janela perto do fim). O clima de medo é constante até a hora do final que se é previsível de certa forma tem alguns detalhes bem sinistros. Um bom exemplar da série, fico imaginando a mesma história contada por Tim Burton como ficaria, esse episódio é a cara dele.
HISTÓRIA: 

GORE: 


EFEITOS: 


DIVERSÃO: 


Antonio R. Filho