 | John Carpenter tem uma carreira bem irregular. Seus filmes vão desde os ótimos “Enigma de Outro Mundo” e “Aventureiros do Bairro Proibido” até os péssimos “Memórias de um Homem Invisível” e “Fantasmas de Marte”. A série “Mestres do Terror” até a parte 7 só tinha tido um episódio realmente arrasador, “Jenifer”, e Carpenter tinha talento para fazer algo do mesmo nível (ou até melhor) mas pela irregularidade também poderia vir mais uma história fraca e despretensiosa. |
Para a nossa sorte aconteceu o que desejávamos, “Pesadelo Mortal” - Péssimo título nacional diga-se de passagem - supera todas as expectativas.


Logo no início nota-se que a música não lembra os seus trabalhos recentes, com guitarras pesadas. É uma música simples e envolvente (assinada por seu filho, Cody Carpenter) como as de “Halloween” ou “Assalto à 13 DP” e que funciona muito bem para criar o clima necessário. A história é um pouco parecida com o seu confuso “À beira da loucura”, onde um filme chamado “La Fin Absolue Du Monde(o fim absoluto do mundo)” é tão aterrorizante e perturbador que leva quem o assiste a cometer atos violentíssimos. Um colecionador de filmes raros que está com poucos dias de vida contrata uma pessoa para encontrar esse filme para ele, o que seria sua peça mais rara já que só existe uma cópia no mundo e ele só foi exibido uma vez, num festival de cinema fantástico que acabou se tornando uma tragédia. O colecionador tem como prova de que o filme não foi destruído um anjo com as asas cortadas que participou do filme, que conta que como ele e o filme são como um só e ele está vivo, o filme ainda existe.


Corby, que é a pessoa que vai investigar o paradeiro do filme, trabalha num cinema alternativo onde curiosamente está em cartaz “Profondo Rosso” de Dario Argento, que saiu no Brasil com o título de “Prelúdio Para Matar” em março de 2006 nas bancas, encartado na revista “Cine Monstro”. Sua ex-namorada se matou recentemente e está ameaçado de morte por causa de dívidas, o que o faz aceitar a proposta e se arriscar a encontrar o filme. E quanto mais ele se aproxima do paradeiro do filme mais tudo se complica e ele começa a ter alucinações e pessoas com que ele se envolve acabam mortas em cenas com muito gore(Perto do fim tem uma das mortes mais doentias que já vi em qualquer filme), para alegria de todos. E alguns detalhes, como descobrir que toda a equipe que participou do filme está morta - O diretor cortou seu próprio pescoço - só deixa tudo mais assustador. Afinal, o que está por trás desse filme, se é que isso é apenas um filme...


Mais simples, direto e chocante que “À beira da loucura” esse filme é imprescindível não só para os numerosos fãs de John Carpenter mas para quem curte o cinema de horror em geral e em especial para aqueles colecionadores como eu que vivem procurando “aquele filme raro” para a sua coleção. Melhor episódio da primeira temporada até agora e só corre o risco de ser superado pelo episódio censurado e muito aguardado de Takashi Miike, o que não será fácil.


HISTÓRIA: 


GORE: 



EFEITOS: 


DIVERSÃO: 







Antonio R. Filho