ANO DE LANÇAMENTO
2006 (EUA)
DIRETOR

John Carpenter

ELENCO
Brahm Taylor
Gwynyth Walsh
Douglas H. Arthurs
Julius Chapple
Chris Britton
Zara Taylor
ROTEIRO

Drew McWeeny
Scott Swan

PRODUÇÃO EXECUTIVA

Keith Addis
Morris Berger
Stephen R. Brown
Andrew Deane

FOTOGRAFIA

Attila Szalay

LANÇAMENTO NO BRASIL:

26 de agosto de 2006

DISTRIBUIDORA:

Paris Filmes

PESADELO MORTAL
(Cigarette Burns)


Esse filme é na realidade um episódio de uma série de sucesso da televisão norte-americana chamado Masters of Horror, onde grandes diretores do gênero produzem longas com temas assustadores e instigantes. Esse ficou tão bom que está sendo lançado individualmente por aqui. A direção é de um dos feras do gênero, John Carpenter, conhecido por trabalhos como o clássico filme Halloween e, mais recentemente, Fantasmas de Marte. Aqui ele conta a história de um colecionador de filmes raros que está obsessivamente atrás de um título chamado O Fim do Mundo. Uma lenda cerca o filme que só foi exibido uma única vez: dizem que a platéia que assistia à produção praticou uma série de assassinatos pouco antes do cinema ser incendiado e todos morrerem. A busca do colecionador vai se tornando cada vez mais obsessiva, um verdadeiro pesadelo que vai gradualmente o levando à loucura. Porém o pior ainda está para vir, já que quando ele finalmente encontrar o filme verá que na verdade a lenda é real.

CRÍTICAS

John Carpenter tem uma carreira bem irregular. Seus filmes vão desde os ótimos “Enigma de Outro Mundo” e “Aventureiros do Bairro Proibido” até os péssimos “Memórias de um Homem Invisível” e “Fantasmas de Marte”. A série “Mestres do Terror” até a parte 7 só tinha tido um episódio realmente arrasador, “Jenifer”, e Carpenter tinha talento para fazer algo do mesmo nível (ou até melhor) mas pela irregularidade também poderia vir mais uma história fraca e despretensiosa.
Para a nossa sorte aconteceu o que desejávamos, “Pesadelo Mortal” - Péssimo título nacional diga-se de passagem - supera todas as expectativas.



Logo no início nota-se que a música não lembra os seus trabalhos recentes, com guitarras pesadas. É uma música simples e envolvente (assinada por seu filho, Cody Carpenter) como as de “Halloween” ou “Assalto à 13 DP” e que funciona muito bem para criar o clima necessário. A história é um pouco parecida com o seu confuso “À beira da loucura”, onde um filme chamado “La Fin Absolue Du Monde(o fim absoluto do mundo)” é tão aterrorizante e perturbador que leva quem o assiste a cometer atos violentíssimos. Um colecionador de filmes raros que está com poucos dias de vida contrata uma pessoa para encontrar esse filme para ele, o que seria sua peça mais rara já que só existe uma cópia no mundo e ele só foi exibido uma vez, num festival de cinema fantástico que acabou se tornando uma tragédia. O colecionador tem como prova de que o filme não foi destruído um anjo com as asas cortadas que participou do filme, que conta que como ele e o filme são como um só e ele está vivo, o filme ainda existe.



Corby, que é a pessoa que vai investigar o paradeiro do filme, trabalha num cinema alternativo onde curiosamente está em cartaz “Profondo Rosso” de Dario Argento, que saiu no Brasil com o título de “Prelúdio Para Matar” em março de 2006 nas bancas, encartado na revista “Cine Monstro”. Sua ex-namorada se matou recentemente e está ameaçado de morte por causa de dívidas, o que o faz aceitar a proposta e se arriscar a encontrar o filme. E quanto mais ele se aproxima do paradeiro do filme mais tudo se complica e ele começa a ter alucinações e pessoas com que ele se envolve acabam mortas em cenas com muito gore(Perto do fim tem uma das mortes mais doentias que já vi em qualquer filme), para alegria de todos. E alguns detalhes, como descobrir que toda a equipe que participou do filme está morta - O diretor cortou seu próprio pescoço - só deixa tudo mais assustador. Afinal, o que está por trás desse filme, se é que isso é apenas um filme...



Mais simples, direto e chocante que “À beira da loucura” esse filme é imprescindível não só para os numerosos fãs de John Carpenter mas para quem curte o cinema de horror em geral e em especial para aqueles colecionadores como eu que vivem procurando “aquele filme raro” para a sua coleção. Melhor episódio da primeira temporada até agora e só corre o risco de ser superado pelo episódio censurado e muito aguardado de Takashi Miike, o que não será fácil.



HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    







Antonio R. Filho