ANO DE LANÇAMENTO
2006 (EUA)
DIRETOR

Robert Mann

ELENCO
Amy Weber
Michael Zara
Minka Kelly
Terrence Evans
ROTEIRO

Robert Mann
Sheldon Silverstein

PRODUÇÃO

Sheldon Silverstein

MÚSICA

David Kowal

FOTOGRAFIA

Philip Hurn

EDIÇÃO

Philip Hurn

DESENHO DE PRODUÇÃO

George Stokes

LANÇAMENTO NO BRASIL:

2007 (DVD)

DISTRIBUIDORA:

Visual Filmes

PUMPKIN KARVER - A NOVA FACE DO TERROR
(Pumpkin Karver)


Violento e assustador filme de terror que começa com uma tragédia. Quando um irmão vê sua irmã ser atacada por um homem mascarado, ele não pensa duas vezes e dá uma facada no homem, sem saber que, na verdade, se trata do namorada da garota. Para escapar de seu passado, ele e a irmã se mudam para uma nova cidade, e tentam recomeçar a vida normalmente. Quando chega a data do Halloween, eles partem para uma grande festa com um grupo de amigos em uma fazenda abandonada, mas no local um tipo estranho e suspeito, usando uma máscara sinistra de abóbora, começa a atacar e a matar os convidados um a um, e mais uma vez a dupla de irmãos estará no centro de uma sangrenta briga pela sobrevivência.

CRÍTICAS

Existem filmes de horror que parecem que são produzidos especialmente para servir de deboche para o gênero, ou seja, para denegrir a imagem de um estilo de cinema que merece ser respeitado. É difícil acreditar que existem profissionais (diretores, roteiristas, produtores, atores, etc.) que se empenham para fazer um filme de horror (e acham que estão fazendo algo sério e contribuindo de alguma forma para o gênero, além de ganhar dinheiro também), e que conseguem como resultado final uma grande porcaria totalmente dispensável.
Existem filmes muito ruins que por essas características até conseguem criar um efeito contrário e divertir o espectador. Mas também existem aqueles filmes extremamente ruins, com histórias tão banais que não conseguem divertir nem pela ruindade. É o caso do slasher “Pumpkin Karver” (The Pumpkin Karver, 2006), lançado no Brasil em DVD pela “Visual Filmes”, em Março de 2007.

A história é superficial, óbvia e já explorada numa infinidade de outros filmes. Um jovem adolescente, Jonathan Starks (Michael Zara), mata acidentalmente o namorado idiota Alec (David J. Wright) da sua irmã Lynn (Amy Weber). Ele estava usando uma máscara típica da festa de “Halloween” e tentava assustar a garota. Jonathan fica perturbado com a fatalidade e assombrado pelo ato que cometeu. Passado um ano desse incidente trágico, o casal de irmãos se muda para uma pequena cidade do interior chamada Karver, e vão participar de uma festa com fantasias numa fazenda abandonada. Lá, eles encontram um velho sinistro e maluco, Ben Wickets (Terrence Evans), que é um entalhador de abóboras para a época do “Halloween”. Ele gosta de assustar os jovens falando um monte de bobagem e histórias banais.

Seus novos amigos na cidade são completamente descartáveis, gente desinteressante que só fala futilidades e que estão no roteiro apenas para servirem de vítimas para as atividades de um assassino mascarado (a máscara é uma abóbora entalhada), que surge no local e quer rasgar suas carnes. Entre eles estão as garotas Tammy (Minka Kelly), que se interessa por Jonathan, além de Rachel (Clarity Shea) e Yolanda (Misty Adams). E tem também vários babacas como Lance (David Austin), que é o ex-namorado de Tammy, A.J. (Jonathan Conrad), Grazer (Jared Show), e outros que não merecem nem ter os nomes citados.

Os responsáveis por essa tranqueira são os desconhecidos Robert Mann (direção e roteiro) e Sheldon Silverstein (produção e roteiro). Eles conseguiram a façanha de gastar energia e dinheiro fazendo um filme de horror em pleno ano de 2006 utilizando-se de uma história tão mergulhada em clichês e situações ridículas que eles deveriam se envergonhar do lixo que fizeram. A única coisa que eles conseguiram como resultado (em vez de entretenimento) é fazer o espectador torcer pelas mortes dos personagens fúteis que eles criaram, e de preferência das formas mais violentas possíveis (o que nem isso acontece, pois as cenas de mortes são patéticas). Apenas uma delas merece ser citada, quando um personagem escroto e idiota morre com uma broca perfurando suas tripas.

“Pumpkin Karver” tem 83 minutos de pura bobagem, num bom exemplo de filme dispensável e que prejudica a imagem do cinema de horror como um gênero artístico interessante e digno de respeito.

“Pumpkin Karver” (The Pumpkin Karver, Estados Unidos, 2006) # 430 – data: 05/04/07

Renato ROsatti