RIPPER 2: RESSUSCITANDO O MEDO
Ripper 2

ANO:  2003
PAÍS:   Inglaterra
DURAÇÃO:     93 minutos
DISTRIBUIDORA:    Califórnia Filmes
DIREÇÃO:   Jonas Quastel
ELENCO:     Erin Karpluk, Nicholas Irons, Colin Lawrence
CARACTERÍSTICAS:    Colorido; Legendado/Dublado

SINOPSE:
     Nesta continuação do thriller de teror de grande sucesso, reencontra-se Molly Keller, que agora está internada numa clínica para doentes mortais onde ninguém conhece a verdade sobre seu passado. Seus sonhostornam-se cada dia mais reais, e ela está desesperada para se livrar do assassino que habita em seus interior. Ela submete-se então a um tratamento experimental que pode ser sua última esperança de redenção e que inclui uma nova e radical cirurgia, que usa a dimensão virtual para facilitar que seu cérebro se reeduque em relação às emoções básicas.

CRÍTICAS:     Depois que eu testemunhei o terrível "Sasquatch - O Abominável", pensei que nunca mais fosse assistir a qualquer trabalho do diretor Jonas Quastel. Mas, acabei sendo conduzido pela curiosidade mórbida que acompanha os fãs do gênero diante de uma produção fresquinha. Aliás, põe fresca nisso! Acredito que esta seja a primeira análise da internet a respeito dessa produção que nem sequer foi lançada nos EUA, apenas no seu país de origem, Inglaterra, e naquele especialista em lançar filmes ruins, seqüências de produções fracas. Acho que nem preciso dizer o nome.
"Ripper 2: Ressuscitando o Medo" faz jus à velha regra: salvo algumas poucas exceções, a seqüência é sempre inferior ao original. Se o original já era ruim, o que se pode esperar de uma continuação? Nada. Pois esse filmes é exatamente isso, uma hora e meia de pura perda de tempo. Mesmo já não esperando nada, você termina o filme (se conseguir) com a sensação de que foi completamente enganado: pelo roteiro, pela produção, pelo balconista da locadora, pela Inglaterra...
No enredo, Molly Keller (agora interpretado pela bela e talentosa Erin Karpluk), a jovem que sofre de dupla personalidade e era a assassina do primeiro filme, está num hospital para doentes mentais em busca de um tratamento eficaz para seu problema: ela ainda acredita ser a reencarnação do famoso assassino Jack, O Estripador. O diretor do hospital propõe a jovem uma viagem a uma clínica localizada na Europa, onde está sendo testado um novo tratamento: trata-se de uma cirurgia no cérebro e a implantação de um mecanismo que possibilite as leituras e condução das ondas cerebrais. Assim, o médico pode desenvolver uma realidade virtual para que o paciente consiga vivenciar e distinguir uma personalidade da outra.
Quando a jovem chega à instituição e´é submetida ao tratamento experimental, à princípio começa a confundir as realidades, assumindo o papel do assassino e fazendo com que o ambiente de 1888 se misture com o de 2003, mas logo ela começa a se enxergar como vítima e a controlar seus impulsos.
No local, ela conhece vários outros pacientes com problemas similares: uma jovem piromaníaca, uma masoquista, uma descontrolada, um pervertido, um agressivo, enfim, um grupo de cadáveres em potencial Logo, um assassino vestindo um longo manto rasgado irá começar a diminuir o elenco através de crimes sonolentos e mal elaborados. Será que Molly Keller é novamente a assassina? Será um dos pacientes? Será o médico? Para variar, a revelação da identidade do assassino - que ocorrerá no meio do filme - é a mais absurda possível. E o roteiro ainda prepara uma desagradável surpresa na última cena do filme...
O modus operandi do serial killer é tão demorado e sem graça que fica impossível não pressionar o Fast Foward no controle remoto. As duas primeiras mortes são tão lentas que chegam a irritar: na primeira, a vítima corre para todos os lados, fecha portas, sobe escadas, joga coisas...até cair (sozinha) por uma janela, numa cena extremamente mal feita. Já a segunda ocorre numa boate, onde a vítima dança, apalpa algumas mulheres, leva alguns fora, visita todo o ambiente, até que surge o lerdo assassino para perseguí-lo por mais uns 7 minutos até matá-lo. O assassino é tão devagar que o próprio diretor faz uso exagerado de um recurso de aceleração da imagem para apressá-lo e, mesmo assim, não consegue evitar o cansaço do espectador.
Depois que você percebe um pouco do que a trama quer mostrar, o filme se transforma numa espécie de "A Hora do Pesadelo", mas sem a presença de Freddy Krueger (apesar do assassino insistir em arrastar sua espada (?) pelas paredes) e suas técnicas inovadoras de assassinato. Nesse ponto, a realidade se mistura com a ficção e o filme se torna cada vez mais confuso, fazendo com que até mesmo os próprios personagens não saibam o que está acontecendo.
Além de "A Hora do Pesadelo", "Ripper 2" ainda plageia o filme "Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado", quando a jovem, sozinha, começa a gritar e gesticular, girando seu corpo: : "O que você está esperando, hein? O que você quer?" E também nos remete ao sucesso "Identidade", com a idéia de confrontar personalidades e tal.
Enfim, uma produção fraca, mal feita e facilmente esquecível! Se quiser ver Jack, O Estripador, opte pelo melhor: Do Inferno!

Marcelo Milici

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    


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