SEXTO SENTIDO, O
The Sixth Sense

ANO:  1999
PAÍS:   EUA
DURAÇÃO:    107 minutos
DISTRIBUIDORA:    Buena Vista/Hollywood
DIREÇÃO:  M Night Shyamalan
ELENCO:    Bruce Willis; Haley Joel Osment; Toni Collette; Olivia Williams; Mischa Barton; Donnie Wahlberg; Peter Tambakis; Jeffry Zubernis; Bruce Norris; Glenn Fitzgerald; Greg Wood; Trevor Morgan; Angelica Torn; Lisa Summerour
CARACTERÍSTICAS:    Colorido; Legendado/Dublado


SINOPSE:
    Psicólogo é encarregado de cuidar de garoto que tem um sério problema: ele diz ser capaz de se comunicar com pessoas que não sabem que estão mortas. Aos poucos, o médico descobre que os relatos de seu novo paciente podem esconder uma verdade apavorante. Grande sucesso de bilheteria.


CRÍTICAS:     Pois é, aqui está mais um cara perdido no tempo e no espaço que só agora foi assistir "O Sexto Sentido", depois de todo auê que o filme provocou na sua estréia nos cinemas. Acontece que um imbecil tinha me contado o final do filme, então achei que perderia toda a graça assistir sabendo o destino de um dos personagens principais - e que, hoje em dia, todo pobre mortal já deve conhecer...
E qual não foi minha surpresa ao ver que o roteiro do próprio diretor M. Night Shyamalan é tão bem escrito e sem furos que "O Sexto Sentido" prende a atenção mesmo quando a gente sabe o que vai acontecer no fim! Você fica o tempo inteiro procurando por um furo na situação que o filme apresenta, mas este furo simplesmente não existe!
A história todo mundo já conhece: Bruce Willis, carismático como sempre e bom ator como nunca, é o dr. Malcom Crowe, psicólogo que tenta ajudar o garoto Cole, traumatizado pela visão de pessoas mortas. O filme deixa uma série de pistas que entregam o final, ainda mais quando você já sabe o que vai acontecer (a "crise" no casamento do psicólogo, por exemplo). Um motivo a mais para ver "O Sexto Sentido" pelo menos umas duas vezes, pois há detalhes que passam desapercebidos. ..
Só revendo o filme para apreciar melhor o seu belo roteiro: leva uma hora até entregar que o personagem de Halley Joel Osment vê fantasmas (e, conseqüentemente, uma hora para os tais fantasmas aparecerem). No final, quando podia apelar para os sustos ou mortes, torna-se mais dramático e sensível do que assustador, e pode levar alguns espectadores às lágrimas.
Melhor ainda: Shyamalan segue a tradição dos grandes diretores de filmes de suspense, como Hitchcock, e fez um filme à antiga, sem abusar de efeitos especiais e da sangreira desatada, como os diretores de hoje tanto gostam de fazer. Se bobeasse, "O Sexto Sentido" podia ser um festival de efeitos especiais bobos, criando fantasmas com computação gráfica, e aí ia virar uma monstruosidade tipo "A Casa da Colina". Mas fica melhor do jeito que está, com cenas de horror discretas, e mesmo assim assustadoras - repare na cena do rapaz que diz: "Venha ver onde meu pai guarda sua arma"... É excelente!
Shyamalan sabe o que está fazendo! Ele prefere trabalhar com o clima de suspense, de ameaça, de horror, de perigo iminente... sussurros, sombras, corredores escuros, portas fechadas... CLIMA! Coisa que apenas um entre 10 diretores de hoje sabe criar... Ele manipula tão bem as emoções que as aparições dos fantasmas são simplesmente de arrepiar... Aquela cena em que Cole está no banheiro e um vulto passa às suas costas... caramba! Que susto! Outra de arrepiar é quando Cole está na barraca que fez justamente para se livrar dos fantasmas, e ali encontra uma menina que morreu de câncer!
Assista à noite e prepare-se para ficar vidrado neste suspense à antiga, muito bem escrito, dirigido e interpretado, uma verdadeira exceção em um gênero dominado por sustos fáceis, assassinos mascarados e rios de sangue...

Felipe M. Guerra

COTAÇÃO:    





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