Spider ANO: 2002 PAÍS: EUA DURAÇÃO: DISTRIBUIDORA: Paris Filmes DIREÇÃO: David Cronenberg ROTEIRISTAS: Patrick McGrath, David Cronenberg ELENCO: Ralph Fiennes, Gabriel Byrne, Miranda Richardson, Lynn Redgrave, John Neville CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado ![]() ![]() SINOPSE: Personagem esquizofrênico em torno dos 30 anos piora na doença e perde cada vez mais contato com a realidade. ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() CRÍTICAS: O que mais decepciona em "Spider - Desafie Sua Mente", o último trabalho de David Cronenberg, não é a qualidade do filme em si (também questionável), mas simplesmente a comparação com as 2 obras anteriores do diretor, "Crash" e "eXistenZ", com evidente relevância no cinema recente. "Spider", a despeito de vários filmes de Cronenberg desde "A Mosca", novamente não se baseia em efeitos especiais. Mas isso já ocorreu no passado com "Gêmeos - Mórbida Semelhança", "M. Butterfly" e "Crash", portanto nada do que reclamar aqui. O grande problema, senão o maior, de "Spider - Desafie sua Mente" é a lentidão. Chega a ser monótono. Isso não tira os méritos do diretor, como de costume um habilíssimo comandante de elenco. O compositor habitual dele, Howard Shore, aparece com uma trilha elegante e bem encaixada. Mas não é o suficiente para a adaptação do livro de Patrick McGrath. O filme abre com a chegada de Dennis Cleg, conhecido como "Spider", em uma estação de trem, e após desembarcar se dirigindo a uma casa de repouso para ex-frequentadores de manicômios. Lynn Redgrave interpreta a tutora do local, que o recebe, integrando-ao ao novo ambiente, aonde ele terá contato com outros pacientes. Com o passar dos minutos (longos minutos) o espectador irá ver as coisas sob o ponto de vista de Spider, como os flashbacks que ele tem relembrando as imagens da infância e sua convivência com os pais, interpretados por Gabriel Byrne e Miranda Richardson. É nesse foco da infância que estão os traumas que refletem no personagem até os dias atuais. Caberá a ele se auto-desvendar em busca de respostas. Entre os fatos marcantes de seu passado, há o assassinato de sua mãe, justamente pelo seu pai, que a substitui por uma prostituta (também interpretada por Miranda). Aí o espectador irá reconhecer alguns dos elementos da filmografia passada de Cronenberg, principalmente "Gêmeos - Mórbida Semelhança", que é infinitamente superior (alias, talvez o grande filme até hoje de sua carreira). Uns poderão questionar: mas o argumento é só isso? Pois é, só isso mesmo. Mesmo com uma excelente atuação tanto de Fiennes, como também de Byrne e principalmente Miranda, além da boa atmosfera opressiva, "Spider - Desafia Sua Mente" dá claramente a noção de que estamos diante de um momento em que David Cronenberg não tinha nada a dizer. É quase como "Uma Mente Brilhante", só que menos comercial, mais pessoal e introspectivo. Uma característica curiosa fica pelo título nacional, que inclui um pavoroso subtítulo. Não é a primeira vez que isso ocorre com o diretor, que teve seu "Scanners" batizado aqui de "Scanners - Sua Mente Pode Destruir" e "Videodrome" reentitulado como "Videodrome - A Síndrome do Vídeo". Mas nenhum foi pior que o "Desafie Sua Mente", atribuído pela distribuidora nacional. Fala sério. É um subtítulo ou slogan? O mais preocupante é que após um filme apenas razoável como "Spider - Desafie Sua Mente", só salvo, como já se disse, pela direção classuda de Cronenberg e pela trilha de Howard Shore, existem as notícias de "Painkillers", o mais recente trabalho do diretor, ainda em fase de produção. Nicolas Cage irá estrelá-lo, o que significa que teremos problemas. Ou Cronenberg se supera na sua especialidade, de conduzir atores (e ele sempre tem trabalhado com ótimos elencos), ou então Cage, que não tem uma atuação decente há uns 10 anos, poderá levar o diretor canadense direto ao caminho da decadência. O que seria uma pena. Carlos Afonso Visite seu site oficial e confira outras críticas de cinema: http://www.jtsproducoes.com.br/samael COTAÇÃO: |