The Uninvited ANO: 1988 PAÍS: EUA DURAÇÃO: 90 minutos DISTRIBUIDORA: Vic Vídeo DIREÇÃO: Greydon Clark ELENCO: George Kennedy; Alex Cord; Clu Gulager; Toni Hudson; Eric Larson CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado/Dublado SINOPSE: A tripulação de um iate de luxo é atacada por estranha criatura mutante, que fugiu de um laboratório de pesquisas genéticas. O terror toma conta dos sobreviventes, à medida que o monstro faz novas vítimas.
CRÍTICAS: Acho que vi um gatinho... Deixando de lado todos os nossos princípios éticos e religiosos, às vezes temos que nos esforçar para esquecermos que gente como Mario Bava, Jacques Tourneur e James Whale existiram, pois só assim não ofendemos nossa própria moralidade ao apreciarmos filmes como “Spookies”, “Mausoleum” e “Sem Convite” num mundo em que “Sangue de Pantera” e “O Iluminado” nos perturbaram o sono. O medo pode assumir as mais diversas formas, inclusive a de um inocente gatinho. Talvez a idéia de produzir filmes com gatos assassinos não prime pela originalidade (afinal, “Trama Sinistra” é bem anterior e melhor realizado), mas pelo menos o gato assassino de “Sem Convite” vai além de pura vingança felina e planos de dominação mundial, para pisar no terreno das manipulações genéticas e toques de “Alien, o 8o Passageiro”. Grande, gordo e laranja, o espécime 168 do laboratório de pesquisas genéticas da Flórida poderia parecer apenas um simples gato à primeira vista. Ilusão rapidamente desfeita nos primeiros quinze minutos do filme, onde à custa de efeitos especiais beirando o ridículo a lista de mortos rapidamente chega a seis. Lista ainda pequena perto dos nove “candidatos a vítima” que nos são apresentados. Três bandidos a caminho das ilhas Cayman para lavagem de milhões de dólares, três estudantes de férias, duas lindas garotas um tanto oferecidas (e que, para o nosso prazer, passam grande parte do filme de biquíni e/ou seminuas), a capitã do iate pertencente a um dos bandidos e um insuspeito gatinho vira – lata, sem convite. A partir de certo ponto o filme se torna um festival de clichês, com todas as características certas de um filme de horror classe C, como bem nos já apontou “Pânico”. Sexo, Drogas & Rock´n Roll (ou melhor: sexo, sexo e músicas cafonas da década de 80) são prontamente recompensados com morte das maneiras mais “horríveis”. Afinal, o gato, além de ter um monstro parasita canibal na barriga ainda tem uma força tremenda e garras venenosas, contaminando a comida e destruindo o motor do iate, deixando os nove passageiros à deriva no meio do oceano. O triste é ver o ator George Kennedy passando necessidade para pagar as contas da casa, pois só assim podemos explicar a franca decadência deste bom coadjuvante, que de “Charada”, “Os Doze condenados” e “Os Filhos de Katie Elder” (dirigidos, respectivamente, por Donen, Aldrich e Hathaway) foi vitimado pelos “filmes – catástrofe” da década de 70, culminado neste “Sem Convite”. Dirigido pelo pretenso diretor Greydon Clark, este filme tem sua única razão de ser graças à absoluta falta de Q.I do personagens; afinal, o roteiro (malfeito) só tem continuidade devido às atitudes cretinas dos mesmos, que apenas colaboram para aumentar mais rapidamente a lista de vítimas do fantástico gatinho mutante, que para um boneco animatrônico mais parecido com um refugo mal – lavado dos Muppets se mostra um competente serial killer, batendo o recorde de muitos outros com mais anos de experiência. Definitivamente, “Sem Convite” é um filme classe C, para não dizer Z. Só não podemos tachá – lo de absolutamente horroroso pois para chegar no nível do clássico “A Maldição de Lemora”, cujo diretor Richard Blackburn deveria ser proibido de exercer a profissão (com certeza o filme limite de todo o mau gosto cinematográfico, tomando o troféu de “Plano 9 do Espaço Sideral” de pior filme do mundo), ainda falta. Apesar de tudo de ruim que já foi dito sobre esta produção (e mais, afinal, sempre haverá o que se falar mal de “Sem Convite”) é só ter despojamento suficiente para achar divertido assistir algo tão despretensioso como os crimes de um gato clandestino. HISTÓRIA: GORE: EFEITOS: DIVERSÃO: Eduardo Moniz Vianna |