ANO DE LANÇAMENTO
2002 (EUA)
DIRETOR

Stephen Gaghan

ELENCO
Katie Holmes
Benjamin Bratt
Charlie Hunnam
Melanie Lynskey
Joseph Scarimbolo
John Fallon
Giancarlo Caltabianco
Gillian Ferrabee
Gabrielle Union
Gabriel Mann
ROTEIRO

Stephen Gaghan

DURAÇÃO

99 minutos

SITE OFICIAL

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ESTRÉIA NO BRASIL:

2003 (vídeo)

DISTRIBUIDORA:

Buena Vista International

COMENTÁRIOS:

SEM PISTAS
(Abandon)


Catherine Burke (Katie Holmes) é uma jovem inteligente que busca lidar com seus estudos da faculdade e o cotidiano do trabalho. Catherine é atormentada pela lembrança de Embry Langan (Charlie Hunnam), seu antigo namorado, que desapareceu sem qualquer explicação 2 anos atrás. O assunto volta novamente à tona quando o detetive Wade Handler (Benjamin Bratt) decide investigá-lo, fazendo com que ele se aproxime de Catherine.

CRÍTICAS

Depois de desenvolver com maestria o roteiro de Traffic, de Steven Soderbergh, esperava-se um trabalho melhor de Stephen Gaghan e não o drama-psicológico disfarçado de thriller, “Sem Pistas” (Abandon, 2002), estrelado pela belíssima e sempre inspirada Katie Holmes (O Dom da Premonição, 2001, de Sam Raimi). Além do texto, Gaghan assumiu também a direção do longa – seu trabalho de estréia - e fez de um bom argumento uma produção sonolenta, arrastada além do limite máximo da paciência de qualquer fã da protagonista ou mesmo do autor do roteiro.

Fica praticamente impossível acompanhar os 99 minutos de exibição sem dar uma escapada ao banheiro, cozinha ou até mesmo uma verificada se o cachorro está com água. È aquela típica produção que você se ausenta alguns minutos do sofá, não pede para dar “pause” e, quando retorna, seu local continua intacto, e não há a menor necessidade de perguntar o que perdera de importante.

Contrariando o título nacional, “Sem Pistas”é bastante previsível ao ponto até do menos calejado espectador saber com tranquilidade os segredos da trama: o “paradeiro” de Embry Larkin (Charlie Hunnam) e o motivo de seu sumiço. Aliás, o título teria muito mais sentido se fosse traduzido corretamente para “Abandono” ou até mesmo “Abandonada”, mas a boa vontade das distribuidoras vai além de uma simples pesquisa ou consulta ao dicionário.

Katie Burke (Katie Holmes) é uma genial estudante que está prestes a se formar na faculdade. Ela ocupa a maior parte do seu tempo preparando sua tese, estudando durante à madrugada e participando de estrevistas de emprego. Já praticamente encaminhada para um trabalho em Nova Iorque, depois de esboçar todo o seu talento para executivos de uma empresa, o passado volta para assombrá-la quando ela recebe a visita do detetive Wade Handler (Bejamin Bratt, Miss Simpatia), que está trabalhando no caso do desaparecimento de Embry Langan (Charlie Hunnam) há cerca de dois anos. Com a chegada do detetive, associado ao estresse da vida agitada, Katie passa a ser atormentada por lembranças de seu namoro com Embry, pesadelos e até mesmo começa a vê-lo por toda parte.

Quando ficamos sabendo mais a respeito do passado de Katie e o início do namoro com o rapaz desaparecido, o roteiro fica interessante ao estabelecer uma comparação com “O Fantasma da Ópera”, de Gaston Leroux: Embry Langan era inteligente e excêntrico. Ele comandava uma Ópera na faculdade, tendo inclusive escolhido Katie como soprano devido ao seu talento musical e também pela atração que sentia pela jovem. Além de mostrar os porões da Ópera aos alunos dizendo que ali se escondia a verdade, depois de seu desaparecimento o local ficou em ruínas e completamente abandonado. Será que as visões de Katie são reais e Embry estaria de volta para resgatar sua amada para que ela cante só para ele?

Com o aperto das investigações, Katie começa a se envolver intimamente com o detetive, enquanto estranha o desaparecimento de um outro estudante, um rapaz que é apaixonado por ela. As visões tornam-se mais concretas, fazendo Katie acreditar numa possível vingança de Embry contra os homens que se aproximam dela. Tudo se resolve nos dez minutos finais no porão da Ópera, com uma revelação surpresa àgua com açúcar, típica dos melhores Supercines.

A trilha sonora do filme é o que há de melhor: Clint Mansell, que já trabalhou em outros longas como “O Buraco”, “Cálculo Mortal” e “Requiem para um Sonho”, traz composições atrativas e claras como as do momento em que Katie estuda ou até mesmo na cena da balada – aliás, é o momento Traffic do filme.

Apesar da última cena trazer um bom gancho de suspense, “Sem Pistas” funciona melhor quando alguém conta a história para você ao invés de acompanhar sua narrativa “slow motion”. Em outras palavras, a história pode até funcionar, mas a condução destrói qualquer expectativa.

Não é um filme ruim, mas está ano-luz distante dos melhores trabalhos de Katie Holmes e Stephen Gaghan. Espere a exibição em TV aberta e opte por “Traffic”, “O Dom da Premonição”, entre outros...Vale mais a pena...

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    

Marcelo Milici

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