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ANO DE LANÇAMENTO |
| 2004 (EUA) |
| DIRETOR |
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Richard Brandes
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| ELENCO |
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Kevin Dillon
Vanessa Angel Lance Henriksen Jodi Lyn O'Keefe Jim Ortlieb Ismail Kanater
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| ROTEIRO |
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Richard Brandes
Hollis Barton
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| SITE OFICIAL |
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não divulgado
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| TRAILERS |
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não divulgado
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ESTRÉIA NOS EUA:
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31 de julho de 2004 (TV)
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DISTRIBUIDORA:
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Europa Filmes
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SANGUE DE LOBO (Out for Blood)
Los Angeles. O perturbado policial Hank é designado para descobrir o paradeiro de uma garota desaparecida. Seu chefe e amigo, o capitão Billings, não imagina que o tira vai viver momentos de suspense e puro terror naquele trabalho. Ao entrar numa boate, onde a garota esteve, Hank conhece a estonteante Layla, uma vampira que mora com seu grupo num hospital abandonado do centro da cidade. Hank é mordido no pescoço por Layla. Agora faltam poucas horas para ele também se transformar num chupador de sangue. Assustado o rapaz procura Vanessa, sua ex-mulher, uma escritora de livros sobre vampiros. Ela faz ele beber sangue de lobo, um poderoso antídoto, que consegue mantém Hank humano por algumas horas. Inicia-se uma batalha de vida ou morte. De um lado Hank e Vanessa. Do outro Layla e seu furioso líder. Quem viver, verá.
CRÍTICAS
Durante 7 anos, a série "Buffy, A Caça-Vampiros" esteve no ar trazendo jovens em interessantes batalhas contra criaturas da escuridão, com metáforas envolvendo as fases da vida de uma garota, A Escolhida, da adolescência até a maturidade e a dificuldade de entender o mundo real. A série fez bastante sucesso entre os jovens, trouxe estrelato para a atriz Sarah Michelle Gellar, criou uma poderosa marca de produtos - revistas em quadrinhos, desenho animado, etc -, gerou também uma conhecida série, "Angel" e colocou o nome do diretor, Joss Whedon, entre os mais requisitados de Hollywood. Apesar de não ter tido os prêmios que merecia, o programa influenciou bastante a indústria cinematográfica, já que depois da antiga série "As Panteras" e de outras saudosas produções, fazia tempo que não havia na televisão nenhuma série protagonizada por uma garota no papel de uma heroína - hoje já existem várias. Além disso, os efeitos especiais e maquiagem serviram de inspiração para grandes franquias (como "Blade", e sua criativa forma de destruição de vampiros, sem deixar rastros) e centenas de outros filmes, como o recém-lançado nas locadoras, "Sangue de Lobo" (Out for Blood, 2004), outra produção com vampiros e uma maquiagem bem parecida com a série da caçadora. Embora a maquiagem tenha sido inspirada na série, ela ainda é bem inferior já que percebe-se facilmente os detalhes da máscara que ressalta a testa e da textura artificial.
Com um título nacional ruim - já que o "sangue de lobo" é só mencionado uma vez durante o filme e não tem importância alguma, "Out for Blood" apresenta uma história de vampiros sem nenhum atrativo, sem nenhuma novidade, e com alguns elementos bem irritantes que só irão agradar os saudosos fãs do ator Kevin Dillon (A Bolha Assassina) e do campeão de produções fracas, Lance Henriksen, que nos bons tempos encabeçava a interessante série "Millenium".
Hank Holten (Kevin Dillon) é um veterano detetive de Los Angeles que passa o dia vigiando sua ex-namorada, Susan Hastings (Vanessa Angel), famosa autora de livros sobre vampiros. Depois de ferir violentamente um mero assaltante, o Capitão John Billings (Lance Henriksen) lhe passa um sermão e a simples missão de descobrir o paradeiro de uma bela jovem, Layla Simmons (Jodi Lyn O'Keefe) desaparecida há alguns dias. Em completa auto-destruição, Hank vai a um barzinho buscar informações sobre Layla e aproveita para encher "a cara" de cachaça. Durante a bebedeira, ele encontra a garota no bar e decide segui-la pelas ruas desertas de um beco, o que faz com que ele testemunhe a defesa da garota do ataque de alguns malandros. Quando Hank pensa tê-la perdido de vista, Layla surge do nada, com os olhos brilhantes, e questiona a perseguição do rapaz, mas acaba se interessando por ele e convidando-o para um passeio de limusine em companhia de "seu irmão" e uma outra garota.
Excitado e ao mesmo tempo assustado, Hank se deixa conduzir até um hospital abandonado onde presencia as mais bizarras orgias. Nesse momento, para os tarados, não vão faltar mulheres nuas, cenas de erotismo e muita sacanagem. A brincadeira termina quando Hank percebe que está sendo observado por uma estranha criatura e que várias pessoas estão sendo atacadas no local. As belas moças transformam-se em vampiros - vale ressaltar a terrível maquiagem - e tem início um festival de sangue para todo lado. Hank descarrega seu revólver nos vampiros, sem resultado, e se vê cercado por dezenas de criaturas horrendas - o ponto alto do filme, pois lembra o excelente "Um Drink no Inferno" e o meia-boca "Bordel de Sangue". O Mestre dos Vampiros, a criatura que o observava antes, evita a morte do rapaz e morde violentamente seu pescoço fazendo-o desmaiar.
Já dá para prever o que vai acontecer desse ponto em diante. Lentamente, Hank vai começar a se transformar em vampiro - tendo que tomar "sangue de lobo" para retardar o efeito -, pedirá ajuda para sua ex-namorada e descobrirá que o único modo de acabar com a maldição é matando o Mestre - clichê básico de filmes do gênero "pessoas que se transformam em monstros". Com poucas cenas interessantes, como a que acontece no Motel, o roteiro até tenta brincar com a idéia de diferenciar vampiros reais dos mostrados no cinema, mas acaba caindo na própria armadilha, quando, por exemplo, deixa evidente que as criaturas somente morrem com a luz do sol e com estacas no coração.
Segundo trabalho de direção de Richard Brandes, mais conhecido como roteirista e produtor de vários trabalhos fraquíssimos, "Sangue de Lobo" consegue se tornar mais ruim do que se possa imaginar ao introduzir na narrativa "guardiões" - homens zumbis - que são extremamente fortes e resistentes à luz solar. No entanto, num momento bizarro, num andar superior, Hank laça um dos guardiões pela cabeça e o enforca, demonstrando muita força e pontaria.
Além disso, o confronto com o Mestre dos vampiros, que deveria ser o momento mais importante do filme, é simplesmente banal, fazendo com que a criatura em nenhum momento demonstre uma real ameaça ao herói. Isso sem contar os raios que surgem do nada e a voz gutural que acompanha o monstro - acredito que os próprios atores devem ter dado muitas gargalhadas com esse filme.
Curiosamente, na primeira cena do filme, é mostrado um belíssimo quadro com demônios torturando pessoas e cabeças espetadas. Essa belíssima pintura aparece também no quarto filme da série "Hellraiser", nas cenas envolvendo o passado do misterioso cubo, mas, infelizmente, não sei o nome do autor. É uma pena, pois sem dúvida alguma é a melhor cena do filme...
HISTÓRIA: 
GORE:
EFEITOS:
DIVERSÃO:
Marcelo Milici
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