ANO DE LANÇAMENTO
1993 (EUA)
DIRETOR

John Carpenter
Tobe Hooper

ELENCO
Robert Carradine
David Naughton
Stacy Keach
David Warner
Deborah Harry
Sheena Easton
Mark Hamill
Twiggy
Roger Corman
ROTEIRO

Billy Brown
Dan Angel

MÚSICA

John Carpenter
Jim Lang

FOTOGRAFIA

Gary B. Kibbe

DURAÇÃO:

91 minutos

DISTRIBUIDORA:

WorksDVD - Dark Side

COMENTÁRIOS:

TRILOGIA DO TERROR
(Body Bags)


Três contos do macabro: em 'O Posto', estudante é espreitada por psicopata; em 'Cabelo', método revolucionário de recuperação capilar se transforma em pesadelo; e em 'Olho', jogador de beisebol sofre transplante, ganhando os olhos de um assassino.

CRÍTICAS

Trilogia do Terror (Body Bags) é o nome de uma antologia idealizada, produzida e com duas histórias dirigidas por John Carpenter, feita em 1993 para a TV. Um dos grandes mestres do cinema underground e um dos responsaveis pelo estouro do gênero slasher, com o seu filme "Halloween". Se ter estourado um gênero popular por tanto tempo ainda é pouco, ele também presenteou os fãs de terror com um dos monstros modernos do cinema do terror, o bicho-papão, Michael Myers. Além de ser o gênio por trás de filmes como "Fuga de Nova York", "Os Aventureios do Bairro Proibido, "Eles Vivem"e inúmeros outros que flertam com o universo do terror e sempre com um certo tom anarquico.

Nesta antologia, Carpenter parece se divertir pra valer, chamando um monte de camaradas para fazer "pontas" e filmando algumas lendas urbanas. Mesmo assim, algo não deu certo e o resultado é que apenas Carpenter e sua trupe se divertem, já o público, se esforça muito para achar um pouco da genialidade do 'João Carpinteiro'.

O filme não apresenta nenhuma história original, na realidade todas já foram adaptadas de outras formas na tela, duas delas foram dirigidas por Carpenter e a outra dirigida por Tobe Hooper.

Posto de Gasolina
Dir.: John Carpenter
Cotação:

O enredo desta primeira história é simples. Uma garota é contratada por um posto de gasolina, para tomar conta do período norturno. Ela é recebida pelo funcionário que está saindo para descansar, interpretado pelo eterno nerd, Robert Carradine. Paralelamente, eles escutam no rádio que um perigoso assassino escapou da prisão e está rondando pela região. O bom moço gentilmente mostra o local para a garota e a deixa sozinha para trabalhar. Daí já viu, uma garota sozinha no meio da noite, atendendo poucos clientes e com um assassino à solta, acertou quem disse que o assassino irá fazer uma visitinha! Mesmo com um enredo um pouco batido, Carpenter consegue criar um clima de tensão, sempre mostrando os clientes e um mendigo com uma aparência ameceadora.

O destaque vai para as inúmeras participações especiais: David Naughton (que protagonizou um dos maiores filmes de licantropos já feitos, "Um Lobisomem Americano em Londres") como um dos clientes, Wes Craven, o pai do Freddy Krugger e Sam Raimi, o responsável pela clássica trilogia "A Morte do Demônio", interpretando o funcionário do mês.

Cabelo
Dir.: John Carpenter
Cotação:

Está é a melhor história desta antologia. Com um enredo divertido e com situações irônicas. Richard Coberts, interpretado por Stacy Keach (que voltaria a trabalhar com Carpenter em "Fuga de L.A.") é um triste careca, que pensa que seu vigor sexual depende do cabelo que insisti em não ficar em sua cabeça. Ele se enfia em tudo quanto é tratamento que encontra com esperança de que suas tranças voltem a crescer. Em sua obssessão ele não consegue percerber que está se distanciando de sua namorada, além de que alguns tratamentos são ridículos, como quando ele utiliza um spray, que ao invés de disfarçar a careca, apenas pinta a sua cabeça de preto.

A solução surge com um comercial de TV, onde ele assisti sobre um novo tratamento, que promete ser revolucionario. Lógico que ele corre atrás. Chegando à clínica ele conhece o Dr. Lock (o veterano David Warner) e sua assistente, interpretada pela Deborah Harry, que foi uma das mulheres mais bonitas do rock and roll.

O tratemento funciona, porém algo começa à acontecer com os seus cabelos, eles não param mais de crescer e parecem ter vida própria, para o desespero do coitado .

Olho
Dir.: Tobe Hooper
Cotação:

Brent Matthews, interpretado pelo eterno Luke Skywalker, Mark Hamill, é um jogador de baseball que sofre um acidente e perde a visão. A única solução é um inovador transplante de orgão, onde seus olhos são substituídos por de um assassino. Como toda história que segue esta linha, o orgão começa a "dar pipoco" e mudar a personalidade do jogador. Está história dirigida pelo Tobe Hooper é a pior das três. Com seu enredo batido, poderia ter apostado mais no humor, mas preferiram utilizar um tom sério, que nunca é sustentado. O suspense é nulo e nunca ficamos realmente interessados pelo drama do olho transplantado. A curiosidade vai para a participação do Roger Corman, produtor de mais de 300 filmes de baixo orçamento e diretor de outros tantos, praticamente uma lenda viva do terror, como um dos médicos.

As histórias sempre são apresentadas por um legista maluco, que gosta de se embebedar com formol e fica o tempo todo tirando sarro dos cadáveres que estão em sua volta. Este legista é interpretado pelo próprio Carpenter, mostrando que além de um espetacular diretor, poderia aparecer mais em seus filmes, não apenas com pontas como fez algumas vezes. Seu legista maluco é totalmente insano e divertido de se ver. Infelizmente, estas cenas com o legista é o que o filme tem de mais divertido, além de contar com mais uma ponta, a do diretor Tobe Hooper.

Existe o VHS do filme nacional, que não é tão difícil de achar e a pouco foi lançado em DVD. No final, esta antologia ficou mediana, servindo apenas como entretenimento passageiro. Para quem é fã do Carpenter, fica aquela sensação de que faltou alguma coisa.

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    

Gênesis Cardoso da Cruz