ANO DE LANÇAMENTO
2005 (EUA)
DIRETOR

Ron Hall

ELENCO
Mel Novak
Ron Hall
Gerald Okamura
Merry Everest
Anthony Chow
ROTEIRO

Ron Hall

PRODUÇÃO

David Huey

FOTOGRAFIA

Ed Tillman

ESTRÉIA NO BRASIL:

7 de dezembro de 2005 (vídeo)

DISTRIBUIDORA:

Ocean Pictures

VAMPIROS ASSASSINOS
(Vampire Assassins)


Escrito, dirigido e co-produzido pelo protagonista Ron Hall, este filme conta a história do detetive Derek Washington (o próprio Hall), que sofre de fobias prejudiciais à sua profissão. Tendo testemunhado o assassinato de seu pai quando ainda criança, ele tem medo mortal de sangue. Mas Derek terá de tomar a lei em suas próprias mãos para prender Gustoff Slovak (Mel Novak), um perigoso falsário do submundo. A operação provoca um sangrento massacre, do qual apenas Derek sobrevive. O detetive descobre que Slovak é, na verdade, um vampiro. Ele se une então à última linhagem de caçadores de vampiros, liderada pelo mestre Kao (Gerald Okamura), que treina Derek em sua arte anciã. Mas para combater Slovak o detetive terá de se tornar também um vampiro!

CRÍTICAS

Engana-se quem acha que os anos 50, 60, 70, 80 e 90 fizeram podreiras suficientes para o deleite dos fãs do legítimo filme trash. Não é a toa que Roger Corman, Jim Wynorski, Fred Olen Ray, Steve Latshaw e Damian Lee continuam atuando no cenário B norte-americano. Eis que em pleno 2005, através duma produtora chamada Cine Excel Entertainment (ahn??) é lançado um filmeco vagabundo chamado “Vampiros Assassinos”. Trata-se de um filme horrendo em todos os aspectos cinematográficos imagináveis, capaz de deixar qualquer produção dos queridinhos citados acima no chinelo.

A arte do DVD denuncia (até bem feita para a porcaria que vem dentro...) o óbvio: estamos diante de uma cópia de terceiro escalão de “Blade - O Caçador de Vampiros”. Logo na abertura, o espectador tem alguma noção do que virá pelo fato de presenciarmos a origem de um vampiro mais estúpida de toda a história do cinema. Com um tosquíssimo filtro sépia (somando ao fato da fita ser feita em digital), ela é focada no caçador de vampiros Gustav Slovak (o canastra Mel Novak, de Bruce Lee no “Jogo da Morte”) executando algumas das criaturas (uma ainda aparece dando cambalhota!!) atirando estacas como flechas do seu arco. É aí que vemos a qualidade dos (d)efeitos especiais. Quando os vampiros (possuidores daquelas dentaduras de plástico vendidas a preço de banana em lojas de festas no período carnavalesco) são atingidos, saem uns raios fuleiros imitando “Highlander” que parecem ter sido realizados no Photoshop.

Aviso: Antes de ler a frase seguinte, você deve prometer a si mesmo acreditar que o descrito é verdade e acontece mesmo no filme apesar da estupidez do roteiro!

Simplesmente, o sujeito chega junto de um corpo, coloca o dedo no ferimento e leva o sangue à boca, tornando-se assim um vampiro. Isso é o que eu chamo de começar um verdadeiro trash com o pé direito!!

Depois dos créditos, somos brindados com a atuação lamentável do diretor e roteirista no papel do obstinado policial Derek Washington. Concentrado numa operação, ele entra no local desta por não obter respostas via rádio dos seus companheiros. Chegando lá, encontra o vampiro Slovak, que após falar algumas abobrinhas, consegue fugir de Washington usando seus poderes. A seguir, temos a manjada cena em que o oficial resolve contar tudo para seu capitão e este, logicamente, utiliza aqueles "Você está muito cansado. Tire umas férias. Faça uma terapia..." pois não acredita nele. Chateado, Washington decide se demitir entregando sua arma e seu distintivo. Andando sem rumo na noite, o cara é abordado por uma jornalista asiática (Merry Everest). É através dela que ele irá conhecer o Mestre Kao (Gerald Okamura, de “Massacre no Bairro Japonês”), colaborador e responsável pelo seu futuro treinamento na luta contra os seres malignos da noite.

Com esse fiapo de argumento, só restam mesmo as cenas de ação e luta. Nada novo em filmes do gênero, não? Mas tudo isso é extremamente mal executado. Os tiroteios, as lutas e a violência (usando os raios de Photoshop) são uma verdadeira nulidade. Até parece que fizeram isso com o propósito de conseguir uma censura mais branda. E conseguiram. “Vampiros Assassinos” tem classificação PG-13 (recomendado para maiores de 13 anos ou menores acompanhados dos pais) nos Estados Unidos. Para piorar, sequer colocaram umas vampironas sensuais e semi-nuas para a alegria dos marmanjos. Nem os veteranos Rudy Ray Moore e Gerald Okamura escapam da desgraça. O primeiro faz uma pontinha de dois minutos que não adiciona em nada ao filme e o último está mais canastrão do que nunca. É simplesmente impossível não conter as risadas na primeira cena em que Hall contracena com Okamura. E o elenco de apoio, que inclui um idoso sendo um capanga de criminosos, é algo que por si só garante a diversão dos apreciadores. A direção inepta de Ron Hall ainda nos brinda quando vai mostrar o interior de algum lugar. Sempre (repito, sempre) ele é mostrado de longe, e ocorrem dois zooms para sua aproximação acompanhados de um efeito sonoro dos mais fuleiros que lembra um soco ao vento. Falando nisso, a música e a sonoplastia também são de quinta categoria.

Enfim, mesmo risível em sua ruindade, é uma tremenda injustiça que “Vampiros Assassinos” não esteja na listagem do bottom 100 do IMDb e nem tenha sido indicado para o Frambosa de Ouro só por ser direct-to-video, já que, sem sombra de dúvidas, é um dos piores filmes de todos os tempos.

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    

Osvaldo Neto

NOTÍCIAS E IMAGENS


(18/11/05) Vampiros Assassinos será distribuído pela Ocean Pictures, com lançamento nas locadoras previsto para 7 de dezembro.