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ANO DE LANÇAMENTO |
| 2007 (Alemanha/EUA) |
| DIRETOR |
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Jon Avnet
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| ELENCO |
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Al Pacino
Benjamin McKenzie
Leelee Sobieski
Alicia Witt
Neal McDonough
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| ROTEIRO |
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Gary Scott Thompson
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| PRODUÇÃO |
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Jon Avnet Randall Emmett Michael P. Flannigan George Furla Avi Lerner Gary Scott Thompson
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| FOTOGRAFIA |
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Denis Lenoir
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| EDIÇÃO |
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Larry Webster
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DISTRIBUIDORA:
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Flashstar
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LANÇAMENTO NO BRASIL:
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14 de fevereiro de 2007 (DVD)
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COMENTÁRIOS:
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88 MINUTOS (88 Minutes)
Filme que tem o ator Al Pacino (de Advogado do Diabo) como um professor que ao mesmo tempo trabalha como psicanalista para o FBI. Ele está sendo ameaçado por perigosos bandidos e descobre que tem apenas 88 minutos (que também é o tempo do filme) para usar suas habilidades e tentar encontrar o assassino antes que este o encontre. Assim, começa uma corrida pelo tempo e pela sobrevivência na analise mais perigosa que o psicanalista já enfrentou. Ele precisará usar sua experiência e pensar como o assassino para poder escapar dessa. Seus suspeitos são dois alunos problemáticos, uma amante rejeitada e um assassino que está no corredor da morte.
CRÍTICAS
Um serial killer com nome pomposo, que tem sua própria forma criativa de matar (e uma identidade desconhecida que só será descoberta no final), é perseguido por um herói determinado, com um trauma no passado relacionado a serial killers, e que se torna um dos próximos alvos do matador em questão. Fale a verdade: quantas vezes vocês já viu este argumento no cinema, seja ele americano, europeu, brasileiro, oriental, africano e o escambau? Pode chutar um número alto! E o mais incrível: continuam fazendo filmes exatamente iguais, copiando este mesmo argumento assim, praticamente na íntegra, como se fosse tudo novidade, ou como se ninguém nunca tivesse visto nada parecido. 88 MINUTOS, dirigido com mão-de-ferro por Jon Avnet (mais lembrado por dramas como TOMATES VERDES FRITOS e ÍNTIMO E PESSOAL), é o novo da lista. Foi filmado em 2005 e lançado apenas em 2007 (o que já é um sinal de que há algo errado...). E nem mesmo um elenco de caras conhecidas, encabeçado por Al Pacino, salvou-o de ser lançado diretamente nas locadoras brasileiras, sem nem ao menos passar pelos cinemas. Nem merecia: 88 MINUTOS é um verdadeiro fiasco, um suposto thriller de suspense sem tensão, sem violência, sem emoção... sem qualquer suspense, enfim!
Pacino interpreta o dr. Jack Gramm, um professor de faculdade mais conhecido pelo seu brilhante trabalho como psicanalista para o FBI - e também por ser um incorrigível mulherengo e beberrão, que se envolve com garotas muito mais jovens. Como todo herói que se preze precisa de um trauma, a irmã pequena de Gramm foi morta por um serial killer no passado, o que levou-o a dedicar sua vida à prisão de assassinos em série. No começo do filme, ele bebe com alunos festejando a condenação à morte de Jon Forster (Neal McDonough, de MINORITY REPORT), principal suspeito de ser o temido “Matador de Seattle”, e que o próprio Gramm ajudou a prender ao traçar seu perfil psicológico. O que fica claro, desde o início, é que nosso herói forjou as provas e orientou a única testemunha a acusar Forster, tendo a certeza de que era ele o culpado, mas sem evidências para colocá-lo atrás das grades. E se ele for inocente?
É justamente esse o grande "mistério" da trama: após uma noite de bebedeira e sexo com uma jovem estudante de Direito, Gramm vai trabalhar e é procurado pelo detetive Frank Parks (William Forsythe, de REJEITADOS PELO DIABO, desperdiçado) e por dois agentes do FBI. Aparentemente, o “Matador de Seattle” fez mais uma vítima, uma ex-amante de Gramm, o que faz surgir uma dúvida: será que a pessoa certa foi condenada ou o serial killer continua à solta? Gramm tem a certeza de que Forster é o culpado e que o crime recente foi cometido por um copycat (nome dado a quem imita o modus operandi de um assassino famoso). O problema é que o “Matador de Seattle” começa a atazanar o próprio Jack Gramm, ligando para seu celular e dizendo que vai matá-lo em 88 minutos - tempo em que a irmã do herói foi morta no passado.
A partir de então, começa o mais longo comercial de telefone celular da história do cinema. Pacino não faz nada de muito espetacular além de andar para lá e para cá atendendo ligações do assassino (que fala com voz idêntida à do Jigsaw da série JOGOS MORTAIS!!!) ou fazendo ligações para sua secretária, Shelly (Amy Brennemann), pedindo que ela investigue de tudo um pouco, desde o passado dos seus alunos (!!!) até a lista completa de pessoas que visitaram Forster na prisão no último mês (!!!). E a moça sempre consegue tudo que ele pede, em tempo recorde, e sempre atende o telefone no segundo toque, uma coisa linda de se ver de tanta eficiência (isso é cinema, já dizia o Telecine!). Captou, caro leitor? O famoso Al Pacino, "aquele" Al Pacino de personagens memoráveis, não faz absolutamente nada o filme inteiro, só fica no telefone mandando a pobre secretária procurar isso e aquilo. Vale destacar que Shelly, em seu trabalho “real” (não o de detetive, hehehe), deve estar sem nada para fazer, já que passa o tempo todo investigando as coisas para Gramm... Secretária aplicada é assim, hein?
O roteiro de Gary Scott Thompson (que escreveu... argh! VELOZES E FURIOSOS!!!) é tão imbecil e preguiçoso que, na fase de edição, provavelmente algum produtor percebeu que nada acontecia além do pobre Pacino falando no celular. Resolveram, então, colocar o ator falando ao telefone enquanto caminha ou corre (!!!), para tentar simular uma tensão inexistente. Adicionaram, também, duas cenas completamente ridículas de “ação”: na primeira, uma moto quase atropela Pacino e sua ajudante Kim (Alicia Witt); na segunda, a mais grotesca e gratuita, Pacino quase é atropelado por um caminhão de bombeiros que cruza a esquina em alta velocidade para apagar um incêndio!!! Sério: as duas cenas estão ali tão deslocadas que só podem ter sido incluídas para que o espectador não adormecesse com as intermináveis conversas ao celular... No fim, acontece tão pouca coisa que 88 MINUTOS até parece uma grande peça de teatro - no caso, um monólogo. Nunca um ator deste calibre foi tão desperdiçado como aqui, sem contar o elenco secundário, que inclui ainda Leelee Sobieski (A CASA DE VIDRO) e Deborah Kara Unger (VIDAS EM JOGO).
Além de imbecil e preguiçoso, o roteiro de Thompson também é primário e inconvincente. Ele tenta inutilmente fazer com que o espectador suspeite de todos (mas TODOS MESMO) os personagens, desde os alunos de Gramm até um esquisito guarda de segurança que aparece numa cena de 30 segundos! Para acentuar o fato de que "todos são suspeitos", o diretor filma incontáveis closes dos personagens olhando com cara suspeita para o herói - mesmo quando eles NÃO são suspeitos!!! hahahaha. O roteiro coloca no balaio até o ex-namorado violento da assistente de Gramm (uma tentativa de desviar o foco da investigação), para que o espectador não descubra de cara a verdadeira identidade do matador. Não funciona, já que a solução é tão óbvia que qualquer um vai identificar o "misterioso" matador no momento que “certa coisa” acontecer com ele/ela, isso ainda na primeira metade da trama...
O pior é agüentar uma lenga-lenga que você já viu inúmeras vezes (e melhor) por quase 1h50min!!! Quando Pacino recebe a ligação que o ameaça de morte, o filme passa a acompanhar seus “últimos 88 minutos” em tempo real. Ou seja, temos mais 1h28min pela frente, e até então já passou quase meia hora! Prepare um travesseiro macio, pois a investigação e o desenrolar da história são tão maçantes que convidam a uma sonequinha básica. Fico pensando como é que um cara talentoso como Al Pacino aceitou participar de uma bomba como essa, convencional até a medula, praticamente um "filme de Supercine", onde tudo é previsível ou clichê - acredite se quiser, mas conseguem incluir até a tradicional cena do carro que explode quando a chave é acionada!!!
Continuando os inúmeros defeitos de 88 MINUTOS, a história tenta ser inteligente, mas tem mais furos que a cabeça do Pinhead. Será que o roteirista Thompson pode, por exemplo, me explicar por que é que o matador dá 88 minutos de vida ao personagem principal e tenta matá-lo umas 30 vezes ANTES que este período se encerre? Ou por que o matador perde tempo invadindo os arquivos do personagem de Pacino (e sendo identificado por sua secretária, o que poderia colocar todo seu plano a perder se a secretária lembrasse deste detalhe ANTES) apenas para roubar uma fita com a gravação da irmã dele sendo morta, que não serve para nada além de enfurecer ainda mais o "herói"? Ou quem sabe o roteirista poderia explicar por que quebrou o vidro do carro de Pacino para roubar a arma que ele tinha no porta-luvas (e como sabia que a arma estava ali, em primeiro lugar) sabendo que o sujeito tinha um verdadeiro arsenal em sua casa? E por aí vai...
Com 88 MINUTOS, Pacino entra com louvor num seleto time que já inclui nomes como Jack Nicholson e Robert DeNiro. Não, não estou falando dos melhores atores desta geração, e sim dos atores que andam olhando mais para o cheque no final do mês do que para a qualidade dos projetos em que se envolvem. Convenhamos: tem lógica ou cabimento dispor de Al Pacino ("o" Al Pacino) para um filme e deixá-lo o tempo todo falando ao telefone? O próprio ator parece corresponder à letargia do roteiro: apesar de seu personagem estar marcado para morrer em menos de uma hora e meia, Pacino nunca consegue passar a idéia de um homem que está vivendo, desesperado, seus possíveis últimos momentos de vida! O roteiro nem se preocupa em explorar a questão moral do personagem ter forjado provas para incriminar um homem que "julgava" ser um assassino - e esqueça de abordar as conseqüências que tal ato arrogante poderia trazer, ficando tudo no "está bom assim".
Fiquei pensando em um milhão de trocadilhos para finalizar este artigo, como "mais de 88 minutos da sua vida que vão direto pro lixo", ou "88 motivos para não ver 88 MINUTOS". Mas, neste caso, é melhor pular o trocadilho: eu posso ficar 88 minutos pensando em motivos para não recomendar 88 MINUTOS, e de qualquer jeito, eu provavelmente precisaria de mais tempo!!! hahahahaha
HISTÓRIA: 
GORE: 
EFEITOS: 
DIVERSÃO:
Felipe M.Guerra
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