VINCENT PRICE

por Renato Rosatti



Em 26 de outubro de 1993, o cinema de horror perdeu um dos seus maiores artistas, o ator Vincent Price, que morreu aos 82 anos de idade com problemas de câncer no pulmão. Ao longo de sua bem sucedida carreira cinematográfica, ele realizou mais de 50 filmes, sendo aproximadamente 40 deles no gênero fantástico, e dentro de sua obra encontram-se diversos clássicos absolutos como "Museu de Cera" (1953), "A Mosca da Cabeça Branca" (58), "O Corvo" (63), ou "O Abominável Dr. Phibes" (71).



Price tornou-se um dos grandes expoentes do cinema de horror e ficção científica de todos os tempos e juntou-se ao magnífico time de astros imortais como Bela Lugosi (1882 - 1956), Boris Karloff (1887 - 1969), John Carradine (1906 - 1988), Peter Cushing
(1913 - 1994), e Christopher Lee (1922), este último o único ainda vivo e na ativa, como pudemos conferir nos recentes "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça", "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel" e "Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones".
Vincent Price nasceu em 1911 em St. Louis, Missouri, Estados Unidos, sendo filho de uma família empresarial rica. Iniciou sua carreira artística no teatro e teve sua estréia no cinema com "Service Deluxe" (38), seguido por sua estréia no gênero que o consagrou, o horror, com "Tower of London" (39), ao lado de Boris Karloff e Basil Rathbone, onde apareceu brevemente como um personagem que morre afogado em um barril de vinho.




Inicialmente escalado para ser um ator sedutor e romântico, devido a sua inegável classe natural, ele acabou encontrando o seu real espaço como um refinado vilão de horror. Na década de 60, conheceu o lendário produtor/diretor Roger Corman e sua parceria com esse mito da produção "B" fantástica resultou em inúmeros filmes clássicos, a maioria baseados na literatura macabra e sombria de Edgar Allan Poe, como "A Queda da Casa de Usher" (60), "O Poço e o Pêndulo" (61), "Muralhas do Pavor" (62), "O Corvo" (63), este baseado no célebre poema homônimo e com a participação de Jack Nicholson em início de carreira, "A Máscara Mortal" (64), "The Tomb of Ligeia" (64), e "O Ataúde do Morto-Vivo" (69), este sendo o primeiro trabalho ao lado de Christopher Lee.
Em 1963, também com Roger Corman, Price fez o primeiro filme baseado na literatura indizível de Howard Philips Lovecraft, com "O Castelo Assombrado" (The Haunted Palace), inspirado na famosa história "O Caso de Charles Dexter Ward", que faz parte do universo ficcional dos "Mitos de Cthulhu".



Vincent Price também interpretou, ao longo de sua carreira, inúmeros cientistas loucos em meio as suas invenções e experiências macabras, como podemos ver, entre outros, no divertidíssimo e típico sessão da tarde "Robur, o Conquistador do Mundo" (61), com roteiro do especialista Richard Matheson baseado em obra de Julio Verne, onde fez um pacifista que inventa uma poderosa fortaleza
voadora em pleno 1868, com o objetivo de destruir os armamentos militares da época, acabando assim com as guerras a força, e passando com isso a ser ele o vilão da história.

No início da década de 70 o ator associou sua imagem ao psicopata desfigurado Dr. Phibes, numa série de 2 filmes clássicos dirigidos por Robert Fuest, "O Abominável Dr. Phibes" (71) e "A Câmara de Horrores do Abominável Dr. Phibes" (72). Ele interpretou um aristocrático "serial killer" que dizimava suas vítimas com classe e inteligência singulares, mostrando como deve ser exercido esse nobre ofício a outros psicopatas inferiores comoJason Voorhees ("Sexta-Feira 13") ou Michael Myers("Halloween").
Outro filme dentro desse estilo, e um dos mais preferidos pessoalmente por Price, foi "As Sete Máscaras da Morte" (73), onde fez um ator shakespereano que simula suicídio para poder se vingar de seus algozes críticos, chacinando-os com maestria e sutileza.



Apesar de sua imagem macabra e necrofílica no cinema, poucos fãs sabem mas Price foi na vida real um "expert" colecionador de obras de arte e um famoso mestre "gourmet", publicando inclusive vários livros sobre arte e culinária, e sendo muito respeitado dentro desse meio.

Suas performances como vilão de horror são impagáveis e seu estilo irônico e humorístico pode ser apreciado em obras primas do humor negro como "Muralhas do Pavor" (62), "O Corvo" (63) e "Farsa Trágica" (63), contracenando com atores de um nível de Peter Lorre (engraçadíssimo), Boris Karloff e Basil Rathbone, que juntos foram responsáveis por várias das mais divertidas sequências de toda a história do cinema de horror com elementos de humor. Como em "Farsa Trágica", na cena onde Price (um dono de funerária a caminho da falência) tenta envenenar Rathbone (proprietário do imóvel o qual Price está atrasado com o aluguel há meses).

Price teve passagens marcantes também pela televisão, como na série "Batman" (1966), interpretando o impagável vilão "Cabeça de Ovo" ou como o apresentador da série "Mystery Theatre" por vários anos. E emprestou sua voz cavernosa para, entre outros, um discurso de horror no videoclip "Thriller" de Michael Jackson, onde o popular cantor se transformou em lobisomem numa noite de lua cheia (sempre o velho clichê...).



A partir dos anos 80 suas participações foram se tornando cada vez mais raras e escassas, e geralmente sua presença, mesmo que pequena, é que salvava as produções infinitamente inferiores às das décadas anteriores. O destaque desse período foi "A Mansão da Meia-Noite" (83), principalmente por ser o único filme na história a reunir os monstros sagrados Price, Christopher Lee, Peter Cushing e John Carradine juntos, e "Banho de Sangue na Casa da Morte" (85), uma comédia onde Price interpretou um sinistro satanista envolvido em rituais sangrentos.
Seu último trabalho foi com a belíssima fantasia "Edward Mãos de Tesoura" (90), de Tim Burton, onde interpretou o que de melhor ele fazia em sua carreira: um excêntrico cientista "louco" recluso em sua enorme e gótica mansão. Aqui ele "cria" um jovem garoto (Johnny Depp), mas morre antes de substituir as tesouras que lhe servem de mãos.

Price aparece em apenas magistrais 5 minutos e foi o suficiente para um merecido encerramento com chaves de ouro à sua extraordinária carreira de mais de 50 anos, entre teatro, televisão e cinema. Vincent Price permanecerá imortal através de seus fascinantes e incontáveis filmes, e inesquecível por suas irônicas interpretações sempre lembrando lordes aristocráticos com sua classe única, além é claro, do seu imponente e inconfundível vozeirão gutural, eternamente ligado aos seus macabros personagens do cinema. Caracterizações que foram alguns dos melhores vilões da história do horror. Price não morreu e seu fantasma continuará vagando entre nós através de seus filmes de puro entretenimento.



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DEZ ANOS SEM PRICE

por E.R.Corrêa

"O homem nasce para viver. Ele cria a vida. Ele venera a vida. Ele adora a vida. Ele cria a vida nova. Mas lá no fundo de nossas almas existe um instinto que deseja a morte. Fica fácil quando ela chega. Não é muito forte não, esse instinto - só é preciso uma vez! Foi isso que nós vimos na escuridão; é o fantasma adormecido que nós despertamos, e criamos, e vestimos de preto! Um fantasma se alimentando da morte, criando a morte e exultando na morte!"
Vincent Price como "Dr. Morte", no filme "A Casa do Terror" (1974)

Em outubro de 2008, mais especificamente no dia 26, completará quinze anos da morte de Vincent Price, um dos maiores atores de todos os tempos.

Como um fã incondicional do fantástico desde molecote, em todas as suas manifestações artísticas e culturais, devo dizer que nutro uma paixão especial pelos muitos e importantes atores que fizeram a historia do gênero. Lon Chaney, Bela Lugosi, Boris Karloff, John Carradine, Peter Cushing, Christopher Lee, Basil Rathbone, Donald Pleseance, são apenas alguns representantes dessa famosa e imensa galeria de astros do cinema de horror pela qual dedico grande parte de meu tempo livre, seja assistindo a um filme, lendo, desenhando, escrevendo...; mas, devo confessar, Price ocupa um lugar especial em minha admiração. Não sei dizer especificamente o porquê. Sempre o admirei e isso é tudo.
É impossível vê-lo em cena sem sentir uma espécie de comoção, meio dividida entre o dramático e o divertido (qual de seus fãs não se emocionou de verdade diante do simbolismo trágico que representou a morte de seu personagem no excelente "Edward Mãos de Tesoura", 1990, de Tim Burton?). Sofisticado, dono de uma pose aristocrática inigualável, exímio fazedor de caretas e gesticulações impagáveis, canastrão nato (e consciente disso), deliciosamente autoparódico, quase dois metros de pura energia cinematográfica, Price foi o que de melhor e mais original o cinema de horror teve a oferecer a seus amantes. É claro, isso é opinião, e não pretendo ficar expondo aqui, por isso mesmo, o porquê de todas essas minhas impressões. Mas posso dizer com certa propriedade que Price foi o vilão por excelência. Aquele que, apenas com o franzir de sobrancelhas, ou com a distorção maliciosa do sorriso, deixava bem claro suas intenções, invariavelmente maléficas. Tente imaginar o divertidíssimo "Dr. Phibes", com seu vozeirão gutural e característico, interpretado por outro ator - simplesmente não dá; ou mesmo o famoso vilão "Cabeça de Ovo", do antigo seriado do "Batman". Fora do foco das câmeras, entretanto, Price era o verdadeiro gentleman. Formado em História da Arte pela Universidade de Yale e desde garoto apaixonado por pintura, transformou a confortável casa que tinha em Sunset Hills (Los Angeles) numa imensa galeria de arte, aberta à visitação; o dinheiro que arrecadava ele sempre o doava a instituições de caridade (ele dizia que ganhava mais dinheiro dando palestras sobre pintura do que atuando). Já foi dito que Price era um verdadeiro cavalheiro que tinha pouco ou nada a ver com seus personagens, mas às vezes fazia brincadeiras sutis e bem sacadas com essa sua postura (numa das cenas de morte no espetacular "O Abominável Dr. Phibes", depois de drenar todo o sangue de um dos incompetentes médicos que deixaram sua amada esposa Victoria morrer, o desfigurado psicopata se retira de cena, como um cavalheiro e, momentos depois, retorna para observar melhor um belíssimo quadro na parede... Isso é que é elegância!). Outro hobby que cultivava com paixão, além da pintura, era o de gourmet: diziam que na cozinha ele era um terror... de bom!



Nascido em 27 de Maio de 1911 em Missouri, nos Estados Unidos, Vincent Price proveio de uma família rica, cercada por um ambiente cultural acima dos padrões e envolta em tradições antigas à moda européia. Não foi difícil para ele, pois, abraçar desde cedo a carreira de artista. Depois de passar pelo teatro, como é de praxe, pisa forte no cinema e ali se estabelece como um dos nomes mais importantes desde então. Sua trajetória é longa e inclui clássicos como "Museu de Cera" (1953), "A Mosca da Cabeça Branca" (1958), "A Casa dos Maus Espíritos" (1958), "Força Diabólica" (1959), além do criativo ciclo de adaptações de obras de Edgar Allan Poe dirigidas por Roger Corman na década de 1960, como "O Solar Maldito" (1960), "Mansão do Terror" (1961), "Muralhas do Pavor" (1962), "O Castelo Assombrado" (1963), entre outros que preencheram essa fase que talvez tenha sido a mais fecunda do ator.

Nos anos 1970, porém, viriam mais algumas pérolas impagáveis que tornaram sua filmografia ainda mais rica, como ,"O Grito da Feiticeira" (1970), "O Abominável Dr. Phibes" (1971), "A Câmara de Horrores do Abominável Dr. Phibes" (1972), "As Sete Máscaras da Morte" (1973), "A Casa do Terror" (1974), entre muitos outros (neste último, ao lado do "cavalheiro do terror" Peter Cushing, Price faz deliciosas e divertidas brincadeiras com a própria carreira, numa autoparódia clássica; e o curioso é a melancólica canção que preenche os créditos finais, cantada adivinhem por quem?).
Na década de 1980 se destacou o espetacular "Mansão da Meia Noite" (1983), que reúne, num só fôlego, os gigantes Peter Cushing, John Carradine, Vincent Price e Christopher Lee (o único ainda vivo). Esse filme, repleto de clichês e situações previsíveis, na verdade foi uma espécie de homenagem a esses atores que são a própria história do gênero horror no cinema; e foi o único que os uniu numa mesma produção.



Acompanhando sua longa trajetória no cinema é fácil perceber que Price foi um ator muito diversificado, até mesmo fora do convencional; para se ter uma idéia, seu único personagem que teve uma "seqüência de filmes" foi o carcomido e excêntrico psicopata "Dr. Anton Phibes", precursor dos hoje famosos e estúpidos "serial killers", na mais irreverente e criativa história de amor de todos os tempos. Ele também não foi apenas vilão; em muitas películas, por exemplo, ele encarnou o mocinho da trama, ou mesmo o herói. É o caso dos citados "A Mosca da Cabeça Branca" e "Edward Mãos de Tesoura", além do clássico "Mortos que Matam" (1964), onde aparece como o último representante humano numa sociedade futurista dominada por vampiros mutantes. No nostálgico e emocionante "As Baleais de Agosto" (1987), ao lado das veteranas Lillian Gish, Ann Sothern e Bette Davis, Price brinca com a velhice e mostra porque, mesmo durante os últimos anos de sua carreira, foi sempre homenageado e escalado por vários diretores para fazer importantes pontas em muitas produções.
Na fatídica semana de outubro de 1993, quando, através dos jornais, soube da morte do ator (provocada por câncer no pulmão - ele era um fumante inveterado), fiquei profundamente triste, mas não tanto quanto deveria ter ficado; na época, embora eu já fosse um fã do ator e mais ou menos por dentro de sua importância para o cinema, conhecia muito pouco o seu trabalho, talvez uma pequena coletânea televisiva de meia dúzia de filmes. Mesmo assim fiquei triste. Ainda hoje guardo com cuidado alguns dos recortes de jornais que falavam ligeiramente de sua morte, acompanhada passo a passo por parentes próximos e pela sua fiel esposa Coral Browne. Desde então, como um tributo, venho colecionando tudo que se refere a ele.

Há alguns anos, fazendo uma de minhas costumeiras tournées pelos sebos e bancas de São Paulo, entrei numa popular loja de revistas novas e usadas no centro da cidade e encontrei uma edição da famosa "Cinefantastique" (a versão americana) quase que inteirinha dedicada a ele; na época o dólar não estava esse absurdo que está hoje, mesmo assim paguei, ainda me lembro, mais de trinta reais pela revista. Completíssima, repleta de fotos do ator e posters de seus principais filmes, essa preciosidade me fez tropeçar muito nas calçadas lotadas de sampa; não sei como não fui atropelado...
Uma vez também tentei importar diretamente dos Estados Unidos um exemplar do livro "The Completes Films of Vincent Price", de autoria de Lucy Chase Williams, considerada a melhor biografia do ator, mas não consegui por causa de uma dúzia de percalços burocráticos típicos desse país miserável. Mas agora temos a internet à disposição.



No ano seguinte à morte de Price o cinema de horror perdeu outro de seus maiores nomes, o inglês Peter Cushing, seu fiel parceiro em muitas produções, mas isso, vocês sabem, é uma outra história... (louca para ser contada!).
Mas isso não importa agora. O que importa é que a obra de Price (tanto quanto a de Peter Cushing) está aí e é imortal. Seus trabalhos são legados incalculáveis para o gênero, e, como disse certa vez num artigo biográfico o editor Renato Rosatti (dos fanzines Juvenatrix, Astaroth e Carnage): "Price não morreu e seu fantasma continua vagando através de seus filmes a nos aterrorizar (e divertir)". E muito!





PRINCIPAIS FILMES DE VINCENT PRICE

Tower of London (39)

The Invisible Man Returns (40)

Abbott e Costello Encontram Frankenstein (Abbott and costello Meet Frankenstein, 48) - como a voz do Homem Invisível, no final do filme.
"Acredito que poucas coisas possam geram um sentimento de frustração tão grande quanto à experiência de ver algo começar de forma promissora, revolucionária até, e terminar de maneira medíocre e decepcionante. Infelizmente, é essa a sensação que fica após assistirmos “Abbott e Costello encontram Frankenstein”, último filme da Universal a apresentar os seus monstros sagrados: Drácula, Larry Talbot, o Lobisomem, e o Monstro de Frankenstein. Sim, depois de explorar a exaustão a imagem dessas criaturas ao longo de praticamente duas décadas, conseguindo assim fugir da falência que vitimou boa parte dos estúdios cinematográficos americanos durante a Grande Depressão, a Universal lhes destinou um final inglório, envolvendo-os em uma comédia ultrajante, mas infelizmente nada engraçada..."(Clique aqui para continuar...)

Museu de Cera (House of Wax, 53)
"Um filme em especial, bastante lembrado e comentado do nostálgico cinema de horror produzido na década de 1950, e também da carreira do lendário ator Vincent Price, além de apresentar uma técnica inovadora em sua época, a exibição em três dimensões, está completando 50 anos de idade. Trata-se de "Museu de Cera" (House of Wax, 53), dirigido por André De Toth a partir de uma história de Charles Belden. É aquele típico filme que não envelhece e sustenta seu interesse ao longo de décadas, apresentando um protagonista principal que é uma pessoa importante e inteligente, mas que transforma-se num ser insano e vingativo após ser vítima de eventos trágicos e criminosos. Nesse caso, um célebre escultor de estátuas de cera que é traído pelo sócio e tem suas obras de arte destruídas por um incêndio que também desfigura violentamente seu rosto e mãos, fazendo com que retornasse como um assassino vingativo obcecado em reconstruir sua obra artística a qualquer preço, mesmo que em troca de vidas inocentes..."(Clique aqui para continuar...)

The Mad Magician (54)

A Mosca da Cabeça Branca (The Fly, 58)

A Casa dos Maus Espíritos (House on Haunted Hill, 58)
"De todos os filmes com histórias situadas dentro do subgênero do cinema de horror que trata o tema de casas assombradas por fantasmas perturbados, um dos maiores representantes é uma produção despretensiosa de baixo orçamento do final dos anos 50, fotografada em preto e branco, com duração de apenas 75 minutos, dirigida pelo criativo cineasta William Castle e estrelada pelo lendário Vincent Price, no ápice de sua carreira de sucesso. Em "A Casa dos Maus Espíritos" (House on Haunted Hill, 58), um milionário excêntrico, Frederick Loren (Vincent Price), convida cinco pessoas desconhecidas (mas escolhidas criteriosamente), para participarem de uma festa assombrada numa mansão alugada e com fama de amaldiçoada por causa de um passado de violência envolvendo o assassinato de sete pessoas. O desafio proposto pelo playboy rico é para os convidados passarem uma noite inteira na casa e caso sobrevivam à macabra experiência, receberiam um cobiçado prêmio de US$ 10 mil cada um..."(Clique aqui para continuar...)

O Monstro de Mil Olhos (Return of the Fly, 59)

A Mansão do Morcego (The Bat, 59)
"O que podemos esperar de um filme do final dos anos 50 do século passado, com fotografia em preto e branco, e estrelado pelo ícone Vincent Price e por Agnes Moorehead (mais conhecida como Endora, a megera mãe da bruxinha Samantha na nostálgica série de TV da década de 60 "A Feiticeira")? A resposta é simples e direta: uma impagável sessão de entretenimento. Pois é exatamente isso que nos proporciona "A Mansão do Morcego" (The Bat, 59), escrito e dirigido por Crane Wilbur (que foi o roteirista de "Museu de Cera", 53), um verdadeiro presente do selo "Dark Side" ("Works Editora") para nós, apreciadores do cinema fantástico e admiradores incondicionais do talento de Vincent Price, um exemplo de ator aristocrático que não existe mais nesses tempos modernos que privilegiam os efeitos especiais..."(Clique aqui para continuar...)

Força Diabólica (The Tingler, 59)

A Queda da Casa de Usher (The House of Usher, 60)

O Poço e o Pêndulo (The Pit and the Pendulum, 61)

Robur, o Conquistador do Mundo (Master of the World, 61)
"Considerado um dos precursores da literatura de ficção científica mundial, o francês Jules Verne foi o responsável por diversas e nostálgicas histórias clássicas que serviram de inspiração para o cinema de entretenimento, como “A Volta ao Mundo em Oitenta Dias”, “Viagem ao Centro da Terra”, “20 Mil Léguas Submarinas”, “Da Terra à Lua” e outras. Imaginem um filme produzido em 1961, uma época de ouro para o cinema fantástico, pela dupla de especialistas no gênero James H. Nicholson e Samuel Z. Arkoff, executivos da “American International Pictures”; com roteiro do escritor Richard Matheson, profundo conhecedor do assunto e nome presente em vários filmes e séries de televisão no período; baseado numa obra homônima de Jules Verne; estrelado pelo magnífico e saudoso ator Vincent Price; e acompanhado de outro nome que teria um futuro promissor, na época em início de carreira, Charles Bronson (muito conhecido pela franquia “Desejo de Matar”)..."(Clique aqui para continuar...)

Muralhas do Pavor (Tales of Terror, 62)
"Edgar Allan Poe é, indubitavelmente, o maior escritor de horror de todos os tempos, e qualquer tentativa de explicar o que faz jus a tão expressivo adjetivo é completamente inútil, basta analisarmos a sua inovadora e filosófica obra literária, jamais igualada por qualquer outro escritor. E, apoiando-se em bases tão sólidas quanto estas, é fácil imaginar porque os diretores e roteiristas sempre buscaram em Poe alguma inspiração. Foi assim em 1932, quando o diretor Robert Florey resolveu filmar o grande clássico policial e precursor do gênero na literatura Os Assassinatos da Rua Morgue, com Bela Lugosi, e impulsionando a filmagem de outras obras do mestre, como O Gato Preto (1933) e O Corvo (1935), filmes estrelados por Bela Lugosi e Boris Karloff, atores que acabavam de sair das bem sucedidas adaptações de Dracula e Frankenstein (ambos de 1931)..."(Clique aqui para continuar...)

Confessions of an Opium Eater (62)

Tower of London (62)

O Corvo (The Raven, 63)
"Enquanto os filmes da produtora inglesa "Hammer" redescobriam o encanto pavoroso do horror, recuperando os clássicos desgastados dos anos 1930 e 1940, os americanos não estavam decadentes e sem idéias para o gênero. Isso porque um jovem cineasta cheio de idéias e criatividade surgia no cenário: Roger Corman. Corman é rotulado como o "Rei dos Filmes B", com justiça, mas ele é mais do que um artista que sabe fazer obras interessantes com poucos recursos e em tempo exíguo. Seus filmes passam como despretenciosos, mal acabados e sem maior profundidade temática apenas a uma primeira vista. Este conceito apressado sobre os seus filmes tem no longa-metragem O Corvo (1963) uma referência exemplar..."(Clique aqui para continuar...)

Diary of a Madman (63)

Farsa Trágica (The Comedy of Terrors, 63)
"Um interessante filme de baixo orçamento produzido pela dupla de especialistas Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson (responsáveis por uma infinidade de pérolas do cinema fantástico) é "Farsa Trágica" (The Comedy of Terrors, 1964, também conhecido como "The Graveside History", lançado no Brasil em vídeo VHS pela "Globo" e fora de catálogo há muitos anos). Considerado um clássico absoluto do humor negro, sem a exposição de violência e apenas utilizando discretas sugestões, "Farsa Trágica" reuniu quatro dos maiores atores do cinema de horror de todos os tempos, Vincent Price (1911-1993), Boris Karloff (1887-1969), Peter Lorre (1904-1964) e Basil Rathbone (1892-1967). E foi dirigido por outro grande nome do gênero fantástico, o francês Jacques Tourneur (1904-1977), responsável também por preciosidades como "Cat People" (1942), produzido pelo lendário Val Lewton, "Night of the Demon" (1957) e "War Gods of the Deep" (1965)..."(Clique aqui para continuar...)

O Castelo Assombrado (The Haunted Palace, 63)
"Quando encontramos reunidos num mesmo filme de horror os nomes do cineasta Roger Corman, dos atores Vincent Price e Lon Chaney Jr., do roteirista Charles Beaumont, dos produtores Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson, e por fim dos escritores H. P. Lovecraft e Edgar Allan Poe, o mínimo que podemos esperar é uma prazerosa sessão de entretenimento. “O Castelo Assombrado” (The Haunted Palace, 63) é um dos filmes que juntou esses nomes todos numa única produção, profissionais consagrados que fazem parte da história do cinema fantástico, através de suas contribuições inestimáveis para o desenvolvimento desse fascinante gênero artístico..."(Clique aqui para continuar...)

A Máscara Mortal (The Masque of the Red Death, 64)

Mortos que Matam (The Last Man on Earth, 64)
"Quando encontramos reunidos num mesmo filme de horror os nomes do cineasta Roger Corman, dos atores Vincent Price e Lon Chaney Jr., do roteirista Charles Beaumont, dos produtores Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson, e por fim dos escritores H. P. Lovecraft e Edgar Allan Poe, o mínimo que podemos esperar é uma prazerosa sessão de entretenimento. “O Castelo Assombrado” (The Haunted Palace, 63) é um dos filmes que juntou esses nomes todos numa única produção, profissionais consagrados que fazem parte da história do cinema fantástico, através de suas contribuições inestimáveis para o desenvolvimento desse fascinante gênero artístico..."(Clique aqui para continuar...)

The Tomb of Ligeia (64)

The Conqueror Worm (68)

O Ataúde do Morto-Vivo(The Oblong Box, 69)

Grite, Grite Outra Vez (Scream and Scream Again, 69)

Cry of the Banshee (70)

O Abominável Dr. Phibes (The Abominable Dr. Phibes, 71)
"Quando encontramos reunidos num mesmo filme de horror os nomes do cineasta Roger Corman, dos atores Vincent Price e Lon Chaney Jr., do roteirista Charles Beaumont, dos produtores Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson, e por fim dos escritores H. P. Lovecraft e Edgar Allan Poe, o mínimo que podemos esperar é uma prazerosa sessão de entretenimento. “O Castelo Assombrado” (The Haunted Palace, 63) é um dos filmes que juntou esses nomes todos numa única produção, profissionais consagrados que fazem parte da história do cinema fantástico, através de suas contribuições inestimáveis para o desenvolvimento desse fascinante gênero artístico..."(Clique aqui para continuar...)

A Câmara de Horrores do Abominável Dr. Phibes (Dr. Phibes Rises Again, 72)

As Sete Máscaras da Morte (Theatre of Blood, 73)
"Depois de interpretar o fascinante e aristocrático Dr. Phibes, um inteligente e diferenciado assassino em série, em dois cultuados filmes ingleses dirigidos por Robert Fuest e lançados em 1971 ("O Abominável Dr. Phibes") e 72 ("A Vingança do Dr. Phibes"), o lendário ator Vincent Price voltaria logo depois para interpretar um papel semelhante, estrelando o igualmente cultuado "Teatro da Morte" (Theatre of Blood, 73), de Douglas Hickox, dando vida dessa vez para Edward Lionheart, um exagerado ator shakespeareano do teatro que simula suicídio para poder colocar em prática um maquiavélico plano de vingança contra os algozes críticos que destruíram sua performance nos palcos e o impediu de ganhar um importante..."(Clique aqui para continuar...)

A Casa do Terror / A Casa dos Rituais Satânicos (Mad House, 74)
"Dois dos maiores astros do cinema de horror de todos os tempos, Vincent Price e Peter Cushing, estrelaram juntos em 1974 mais um filme do gênero, “A Casa do Terror” (Madhouse), numa co-produção de duas das mais expressivas produtoras da época especialistas no fantástico, a americana “American International” e a inglesa “Amicus” (rival da “Hammer”). Apesar do título nacional óbvio e trivial (nesse caso eu acharia melhor utilizar o mesmo título original que soaria bem interessante e não confundiria mais ainda o público pois existem vários filmes que já foram batizados por aqui com o manjado nome “Casa do Terror”), e apesar também de fazer parte de uma safra mais decadente do horror que a partir de meados dos anos 1970 já estava demonstrando sinais de desgaste com as produtoras investindo menos em filmes do gênero e os velhos atores como Price, Cushing, Christopher Lee, John Carradine e outros estavam aparecendo cada vez menos em comparação com suas ativas performances principalmente no final da década de 1950 e ao longo dos anos 1960, que constituem um período muito fértil do gênero fantástico, “A Casa do Terror” é mais uma pequena pérola do cinema de horror, produzida pelo especialista Samuel Z. Arkoff e trazendo em seu elenco o carisma imortal dos atores Vincent Price e Peter Cushing..."(Clique aqui para continuar...)

Jornada do Pavor (Journey Into Fear, 74)

O Clube dos Monstros (The Monster Club, 80)

Romance in the Jugular Vein (80)

A Mansão da Meia-Noite (House of the Long Shadows, 83)
"O elenco principal do filme A Mansão da Meia-Noite (House of the Long Shadows, 1983) é formado por John Carradine, Vincent Price, Peter Cushing e Christopher Lee. Esclarecido este fato, eu não precisaria escrever mais nada; o inigualavelmente poderoso elenco fala por si só. Mas, como um filme de terror sem precedentes na história e de uma importância sentimental ao gênero única, quero, aqui, deixar minha impressão. Digo sem precedentes, pois foi o único filme a reunir os eternos astros da escola clássica de terror da segunda geração (a primeira, também igualmente poderosa, é formada, creio eu, por: Lon Chaney, Bela Lugosi, Boris Karloff e Lon Chaney Jr., mas devo citar também outra galeria do horror, esta formada pelos geniais Peter Lorre, Basil Rathbone e Donald Pleasense, entre outros, que ajudaram a fortalecer ainda mais este gênero inigualável)..."(Clique aqui para continuar...)

Banho de Sangue na Casa da Morte (Bloodbath at the House of Death, 85)

Do Sussurro ao Grito (From a Whisper to a Scream, 87)

Policiais em Apuros (Dead Heat, 88)

Edward Mãos-de-Tesoura (Edward Scissorhands, 90)

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