ANO DE LANÇAMENTO
2004
DIRETOR

Joseph Ruben

ELENCO
Julianne Moore
Gary Sinise
Christopher Kovaleski
Matthew Pleszewicz
Anthony Edwards
Jessica Hecht
Linus Roache
Dominic West
ROTEIRO

Gerald Di Pego

SITE OFICIAL

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DURAÇÃO

96 minutos

ESTRÉIA NO BRASIL:

5 de novembro de 2004

DISTRIBUIDORA:

Columbia Pictures

OS ESQUECIDOS
(The Forgotten)


Telly Paretta (Julianne Moore) é atormentada por lembranças da morte do filho de oito anos, Sam, num acidente aéreo há pouco mais de um ano. Enquanto tenta superar sua dor, e seu subseqüente afastamento do marido, Jim (Anthony Edwards), ela ouve de seu psiquiatra, o dr. Munce (Gary Sinise), que está sofrendo de delírios, que seu filho nunca existiu e que ela inventou todas aquelas lembranças.
Chocada, ela tenta encontrar provas da existência de Sam — fotos, vídeos, álbuns pessoais. Mas tudo desapareceu.Telly está convicta de que está enlouquecendo até conhecer Ash Correll (Dominic West), o pai de uma das outras vítimas da queda do avião. Juntos, eles empreendem uma busca para provar a existência de seus filhos e recuperar sua sanidade.

CRÍTICAS

Dirigido pelo irregular Joseph Ruben (de MORTE NOS SONHOS e O ANJO MALVADO), a partir de um roteiro de Gerald Di Pego, OS ESQUECIDOS tem os 15 minutos iniciais mais interessantes entre os títulos do gênero lançados neste ano. É nos primeiros 15 minutos que a mãe Telly Paretta (Juliane Moore), que sofre o trauma da perda do filho pequeno Sam num desastre de avião, descobre que a criança foi simplesmente "apagada" da memória de todos, menos da sua própria. Como se ele nunca tivesse existido fora da cabeça da mulher! O marido Jim (Anthny Edwards) confirma que nunca teve filho, que Sam morreu no parto e Telly projetou em sua própria mente a vida da criança nos últimos cinco anos; amigos do casal também não lembram de sequer ter visto o garoto, e Sam ainda desapareceu de todas as fotografias e fitas de vídeo que a mãe guardava como lembrança. Até o psiquiatra de Telly, o dr. Jack Munce (Gary Sinise), assume que o garoto nunca existiu e sempre foi uma invenção da cabeça da mãe, após ter perdido o bebê no parto. Sentiu o clima?

Infelizmente, OS ESQUECIDOS não é um curta-metragem, e depois destes 15 eficientes e interessantíssimos minutos, há outros 76 minutos horríveis, onde a história toma contornos progressivamente mais ridículos até a conclusão mais ingênua que poderia ser criada por um roteirista - o que me leva a pensar como é que um projeto tão ruim ganha tantos nomes de peso, incluindo um elenco repleto de nomes famosos... A história se desenvolve de maneira assustadora enquanto deixa o espectador na dúvida se acredita ou não em Telly. Afinal, até então o roteiro não deu muitas pistas sobre aquela mulher: e se ela for mesmo uma esquizofrênica que imaginou o próprio filho morto durante tanto tempo? Ou, melhor ainda, e se Sam fosse o fantasma do filho morto no parto? Um roteirista experiente, como M. Night Shyamalan, poderia brincar com estas expectativas do espectador, mantendo o mistério até a parte final e então esclarecendo toda a verdade. Mas um Gerald di Pego da vida prefere entregar logo de bandeja que não, Telly não é louca, e sim uma vítima.

Com esta confirmação (que acontece logo nos 15 minutos iniciais, por isso não estou estragando a surpresa de ninguém), metade do interesse que você pode ter pela trama já se esvai. A outra metade do interesse consiste em tentar adivinhar o que, afinal, aconteceu com o filho de Telly, já que sabemos que ele existe. A reviravolta que confirma que a heroína não é louca acontece quando ela encontra Ash Correll (Dominic West), que também perdeu sua filha pequena no mesmo acidente aéreo. Embora a tragédia tenha tornado Telly e Ash amigos, ele não lembra mais dela, como se sua memória tivesse sido apagada. E diz que nunca, jamais, em tempo algum teve uma filha. Teimosa, Telly acompanha Ash até seu apartamento e descobre que o quarto da menina realmente existiu, só que as paredes foram revestidas, ou "escondidas". Neste instante, Ash começa a lembrar da filha que até cinco segundos atrás dizia não existir. Foi quando eu comecei a pensar: "Caramba, quero ver só a explicação que vão encontrar para essa história toda...".

E é aí que OS ESQUECIDOS falha miseravelmente (e acaba com a outra metade do seu interesse pelo filme). O roteiro cria uma situação interessantíssima e inédita (já pensou você ser o único a lembrar de uma pessoa e todos dizerem que ela jamais existiu?) e deixa várias perguntas no ar para, aparentemente, responder depois, tipo "Por que teriam sumido com as crianças?", "Quem teria sumido com as crianças?", "Como apagaram a memória das outras pessoas?", "Como alteraram ou desapareceram com as fotografias?", etc etc. Só que quando o roteiro fraquíssimo tenta explicar estas perguntas, aí é que a coisa afunda de vez. Com mil-e-uma possibilidades (conspiração do governo, fantasmas, feitiçaria, Matrix, universos paralelos, alucinação dos protagonistas, esquizofrenia, loucura, só para citar algumas que passaram pela minha cabeça enquanto assistia), Di Pego preferiu partir logo para explicação a mais batida e incoerente - que eu não vou dizer qual é, embora o trailer do filme já entregue a solução de bandeja. Tal possibilidade aproxima OS ESQUECIDOS de um episódio ruim de ARQUIVO X.

Quando o espectador passa a saber "o que" está por trás de tudo, a trama vai ficando mais e mais incoerente: Telly e Ash começam a ser perseguidos obsessivamente por agentes da Segurança Nacional - que usam sobretudos pretos e óculos escuros como os agentes de MATRIX - e por um cara misterioso, sempre vestido de preto, que, aparentemente, não sangra e nem morre (!!!). E Telly, do nada, começa a lembrar de cada vez mais detalhes sobre as últimas horas do seu filho. Sério, é muito ridículo: a mulher tem uns três ou quatro flashbacks da mesma cena e a cada repetição do flashback vai se "aprofundando" na lembrança, "enxergando" desde pequenos detalhes, como a empresa que fretou o avião, até o fato do homem misterioso que os persegue estar lá no momento do embarque, recepcionando as crianças. Isso sim que é memória de elefante!!!. À medida que a investigação avança, as pessoas ligadas a Telly e Ash, inclusive o marido Jim, começam a ter também suas lembranças "apagadas" - de maneira que Jim nem lembra de ser casado com Telly! Pior: algumas pessoas, como uma policial que investiga o caso, simplesmente desaparecem no ar... O interesse do espectador começa a desaparecer no ar junto!

OS ESQUECIDOS vai piorando e piorando (acredite, é possível!) até uma conclusão das mais xaropes. Quando o homem esquisito (sim, aquele que não morre e nem sangra) encontra Telly e explica a verdade por trás de tudo, confesso que tive que me segurar no sofá para não levantar e quebrar o DVD em 15 pedaços - até porque, felizmente, aquela porcaria era da locadora. A primeira coisa que vem à cabeça após a revelação chinfrim é: "Havia MESMO a necessidade de tudo isso?". E logo depois o filme se conclui no final feliz de praxe, porém sem responder uma pá de perguntas. Entre elas, as seguintes: As pessoas que "desapareceram" no ar, como a policial, voltaram quando Telly descobriu a verdade? Jim, o marido de Telly, continuou com amnésia ou voltou a lembrar de tudo, inclusive da esposa? Qual o papel do dr. Munce na história toda? O que os envolvidos na "conspiração" ganhavam com aquilo, afinal? Mas a principal questão que fica ao final é como os envolvidos na "conspiração" conseguiam apagar completamente os rastros da vida de uma pessoa, como fizeram no caso do filho de Telly... Tudo bem adulterar as fotos e filmagens da família, mas imagine o que não devia existir de fichas médicas, dentárias e escolares das crianças "esquecidas"! Será que sumiram com todo este material também?

O pior é que OS ESQUECIDOS levanta uma questão bastante interessante, que eu inclusive pretendia abordar num futuro roteiro para um curta-metragem: em quanto tempo você esqueceria de uma pessoa que amou, e que já partiu, se não tivesse fotos e outras imagens dela para lembrar? Podem as lembranças durar por uma vida inteira? Infelizmente, OS ESQUECIDOS "esquece" dessa questão e prefere brincar de ser um pseudo-ARQUIVO X, deixando um montão de perguntas e pontas soltas no ar - numa decepção tão grande quanto o recente VOZES DO ALÉM, outro que desmorona após o início interessante.

E eu sei que vai ser clichê, mas bem que eu queria esquecer que perdi 1h30min da minha vida vendo OS ESQUECIDOS. Aliás, esqueça que leu esta crítica e esqueça que este filme existe. De tão ruim, ele merece ficar esquecido nas prateleiras das locadoras.

PS: Escrevi esta crítica há um mês, mas, por incrível que pareça, esqueci de mandar para o site!

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    

Felipe M.Guerra

NOTÍCIAS E IMAGENS

(15/10/04) Os Esquecidos esse é o título nacional do filme The Forgotten, cujos direitos de distribuição no Brasil pertencem a Columbia Pictures. A distribuidora está prometendo a estréia brasileira para dia 5 de novembro. Confira novas imagens:

                     

(17/09/04) O site francês Cinemovies está disponibilizando 5 clipes do filme The Forgotten. Destaque para o vídeo "They are listening", com uma intrigante cena que traz uma certa curiosidade sobre o filme. Para baixar os vídeos, clique aqui.
(10/09/04) O diretor Joseph Ruben conversou recentemente com o site SciFi Wire e explicou porque seu filme não pode ser considerado um típico thriller: "O que é interessante nesse filme é que ele começa como um típico thriller, sobre uma mulher (Julianne Moore) que pode ou não pode ter tido um distúrbio psicológico, onde querem que ela acredite que criou uma criança apenas em sua mente. Quando você menos percebe, ele se torna estranho. O filme acaba se tornando mais uma produção ficção-científica do que especificamente um thriller psicológico. "
E o diretor continua: "O filme é muito real durante quase toda sua história, e então algo acontece no terceiro ato em diante e [...] o público se espanta com os acontecimentos. Acontece de uma forma bastante inesperada, mas ele acaba se tornando real graças ao contexto do que fora apresentado antes."
Confira acima o primeiro poster do filme.
(27/08/04) O site Buzztone criou uma curiosa forma de se assistir ao trailer de The Forgotten. A janela do vídeo pede para que você escreva o seu nome. Quando o trailer começa a rodar, o nome enviado aparece escrito em mensagens e algumas cenas. Clique aqui para assistìr ao trailer personalizado.

[Fonte: Cinema em Cena]
(01/01/04) The Forgotten estava previsto para estrear nos EUA no dia 23 de julho, porém Revolution Studios adiou a estréia para 24 de setembro. Confira abaixo duas imagens da produção (clique nelas para obter uma visualização melhor):

    

(21/11/03)
A partir de um roteiro de Gerald Di Pego (Fenômeno) e direção de Joseph Ruben (Dormindo com o Inimigo), The Forgotten conta a história de uma mulher (Julianne Moore), que luta para superar a morte do filho de oito anos. Seus problemas aumentam quando um psiquiatra (Gary Sinise) tenta convencê-la que ela criou as memórias sobre um garoto que nunca existiu.
Estrelado por Julianne Moore e Gary Sinise, o roteiro está sendo considerado como uma mistura de Amnésia e O Sexto Sentido.