Freddy Krueger (ROBERT ENGLUND) está no inferno – literalmente. Faz quase dez anos que Krueger, um dos mais apavorantes personagens de filmes de terror de todos os tempos (da série “A Hora do Pesadelo”), invadiu os sonhos das pessoas impondo sua forma mortal de vingança. Mas sua lembrança foi sistematicamente apagada por uma cidade determinada a acabar com ele para sempre. Vítimas potenciais foram medicadas para serem impedidas de sonhar, tornando impotente o mestre dos pesadelos. Assim se eliminou o medo que sentiam de Freddy, uma verdadeira tortura para um psicopata egomaníaco que é uma lenda em sua própria mente. Como um preso condenado à morte, Freddy está reduzido à condição de imaginar uma vingança fantástica que jamais vai acontecer. Isto até que Freddy ressuscita Jason Voorhees (KEN KIRZINGER), outro ícone do terror, da série de filmes “Sexta-Feira 13”. Jason é o meio perfeito para Freddy voltar a espalhar o medo em Elm Street, e sua oportunidade de sair do purgatório em que se encontra. Vendo como é fácil manipular Jason, Freddy o induz a ir até Springwood para dar início a um novo reino de terror. Porém, à medida que os corpos começam a se empilhar em Elm Street e a reputação terrível de Freddy assume uma nova vida, ele descobre que Jason não está disposto a parar de matar e a ficar de lado tão facilmente. Agora, com uma cidade apavorada no meio, os dois titãs do terror se envolvem em uma luta terrível de proporções épicas, alternando-se entre o mundo dos sonhos e a dura realidade do mundo real. Quem vencerá esta batalha final? CRÍTICAS: Com estréia prevista para dia 24 de outubro, o filme Freddy Vs Jason deverá repetir no Brasil o sucesso alcançado nos Estados Unidos. Não dá para negar que a idéia de unir dois dos maiores ícones dos filmes de terror em série em um único filme seja espetacular. Ainda mais quando se tem a audácia de colocá-los como inimigos "imortais" num filme que lembra muito as produções dos anos 80, considerada a década de ouro dos famosos personagens e do cinema de horror. Provavelmente o que ocasionou o sucesso do filme não seja apenas o "encontro" dos assassinos, e sim a capacidade dos roteiristas (Mark Swift e Damian Shannon) de praticamente reinventar as séries, criando argumentos e pontos fracos nunca antes explorados em qualquer produção envolvendo o psicopata de Crystal Lake e o seqüestrador da Rua Elm. Com isso, o público que nunca assistiu a nenhum filme com os personagens também não irá se decepcionar, ainda mais com os flashbacks, que contam com detalhes o "nascimento" de Freddy Krueger e Jason Voorhees, num recurso também utilizado em Halloween: Ressurreição. ![]() ![]() Freddy invade um sonho de Jason Voorhees (Ken Kirzinger), em que ele persegue uma bela garota nua por Crystal Lake (alguém imaginou que ele poderia estar massacrando carneiros que saltam sobre uma cerca?), e se fazendo passar por sua mãe, Pamela Voorhees, o convence a retornar à forma humana para matar alguns adolescentes da Rua Elm. Ora, se Jason cometer alguns crimes naquela infame rua, todos acreditarão que a culpa é de Freddy e ele poderá retornar aos pesadelos e continuar com seu mar de sangue. Como um fantoche, Jason cai na armadilha e parte para a Rua Elm com seu facão enferrujado, em meio a uma forte neblina, quando surgem os sangrentos e criativos créditos iniciais, dando ao espectador uma pequena parcela do que estaria por vir. ![]() ![]() São várias as homenagens aos fãs das séries, com citações e imagens que remetem aos filmes que fizeram sucesso nas décadas passadas. Como exemplo, posso citar a presença da cabra e até mesmo da velha fábrica com canos e fumaça, onde muitos já foram massacrados em inesquecíveis momentos de terror. Numa das melhores cenas do filme vemos Jason, em chamas, atacando vários jovens durante uma "rave", cercada por plantações de milho. O assassino atravessa o milharal como uma bola de fogo, cortando suas vítimas com seu facão em brasa, substituindo o tecno por gritos de desespero. Em outro bom momento, Jason invade um hospital atrás dos jovens que buscam remédios para não sonhar, enquanto Freddy aparece durante a "viagem" de um rapaz, sob a forma de uma estranha criatura. ![]() ![]() O diretor Ronny Yu ( A Noiva de Chucky) acertou a mão ao dar uma aparência sombria e séria ao filme, com muitas cenas noturnas e fazendo bastante uso da neblina como recurso macabro. Até mesmo as cenas cômicas não fazem dessa produção uma sátira ao gênero, demonstrando muito respeito do diretor aos fãs das duas famosas séries. Porém, há um erro bem explícito de continuidade na cena em que as mocinhas conversam sentadas num banco do lado externo da escola. Repare que a personagem Gibb - que usa sempre boné e passa a maior parte do filme fumando - coloca a mão duas vezes seguida na boca com o cigarro, dando até uma leve tremida na imagem. Apesar dos exageros, Freddy Vs Jason consegue atingir com facilidade seus maiores objetivos: resgatar dois personagens já desgastados por seqüências ruins e ser bem divertido. Definitivamente, não é o melhor filme do ano, mas também está longe de ser um pesadelo. Então, tome seus dois comprimidos de Hypnocil e vá sem medo....deixe-o por conta de Freddy e Jason! Marcelo Milici COTAÇÃO: A primeira idéia sobre um filme entitulado "Freddy Vs. Jason" saiu em 1993, talvez em algum encontro de bar onde pessoas envolvidas com as séries, entre um drink e outro, soltaram a pérola. Fato é que a idéia, seja lá como for, rondou o cenário cinematográfico por uns 3 anos, até que o projeto foi oficializado. Só que jamais saía do papel. Os estúdios achavam que seria um fiasco tremendo, pois levaria os dois personagens ao ridículo. Mas ora bolas, se o próprio diretor Wes Craven realizou o sétimo episódio da série Freddy Krueger brincando com meta-linguagem, e a série Jason já não se levava a sério desde o sexto episódio, em 1986, por que não? Eis que, cercado de muitas expectativas, "Freddy Vs. Jason" estreou em primeiro lugar nos Estados Unidos em setembro de 2003, e arrecadou nas primeiras semanas 100 milhões de dólares, uma marca histórica para filmes de horror. A trama, se é que existe alguma, começa mais ou menos assim. Freddy Kueger está no inferno. Sente-se solitário, e vez por outra se recorda dos massacres que executava nos pesadelos dos adolescentes da Rua Elm. Sabe como é, um sr. de idade, saudosista. Mas ele ainda acha que dá no couro (não pensem bobagem). Ele assustava a todos pelo medo, era a brecha que ele achava para agir no pesadelo da garotada. Só que sua lembrança foi apagada, pois o pessoal da cidade desenvolveu um medicamento que é dado à vítimas em potencial. Essa pílula tem como efeito impedir os pacientes de sonharem, e sendo assim Freddy Krueger está impotente. Seu brinquedo quebrou. Só que Freddy ainda se considera uma lenda, e seu ego quer que ele retorne. Como ele não quer deixar seu espírito perecer, decide armar uma jogada. Como ele não pode voltar, pois só ataca em sonhos, decide ressuscitar Jason Voorhess, para que este realize uma pequena carnificina. Com Voorhess atacando o pessoal da rua Elm, o medo está de volta ao local, e a cada vez que o mascarado ataca, o espírito de Freddy vai ficando mais forte. Quando Freddy está pronto para retornar à ação, nota que Jason está se sentindo em casa. Para Jason, a rua Elm se tornou o seu novo Crystal Lake. Jason parece um Ronaldinho dos serial killers, em qualquer time que ele jogar, ele vira artilheiro. Freddy não gosta da concorrência, e aí ao invés de se juntarem para exterminar a cidade de uma vez por todas, resolvem brigar entre si. E é isso. Anotem o nome desses 2 sujeitos: Damian Shannon e Mark Swift. "Freddy vs. Jason" é o primeiro roteiro dos dois. E, a julgar pelo começo, se eles baterem na porta da produtora canadense TROMA, terão emprego garantido. É um dos argumentos mais insanos da história do cinema. Mas o fato é que, a despeito de não ter um roteiro, temos que lembrar que nenhum episódio da série Sexta-Feira 13 jamais teve. E um dos episódios mais divertidos da série "Nightmare on Elm Street", a parte 4, foi filmado também sem um script. Conscientes disso, os produtores apelaram e deu certo. Tudo aquilo que era visto em ambos os episódios das séries, está aqui em quantidade enorme. O número de assassinatos vai para as estrelas, com direito à cenas soft de nudez de algumas garotas (como em alguns episódios da série Jason), e o "gore" se faz presente em abundância. A jogada é simples e básica, se você não tem um roteiro, dê ao povo aquilo que ele está querendo. Pelo que eu sei, os fãs não estão reclamando. Surpreendentemente, pelo exagero e pelo absurdo, "Freddy vs. Jason" é uma produção de 10 milhões de dólares que no entanto diverte como qualquer filme trash da TROMA. E quem diria, me faz esperar por uma parte 2. Justamente eu, que considerava as 2 séries extintas. Diversão de primeira. Carlos Afonso Visite seu site oficial e confira outras críticas de cinema: http://www.jtsproducoes.com.br/samael COTAÇÃO: CLIQUE AQUI PARA VER AS NOTÍCIAS DO FILME Elenco:Robert Englund (Freddy Krueger); Jason Ritter, Jason Bateman, Monica Keena, Lisa Wilcox, Kelly Rowland, Brian Thompson, Katherine Isabelle, Brendan Fletcher, Gary Chalk e Lochlyn Munro Distribuidora: Grupo PlayArte Estúdio:New Line Cinema Diretor: Ronny Yu Roteiristas: James Robinson Estréia no Brasil: 31 de outubro de 2003 |