EVIL DEAD - HAIL TO THE KING
(PlayStation)


por Claudio Gaspari



The Evil Dead é um filme que dispensa apresentações. Em qualquer lista dos 10 melhores filmes de terror da história, ele sempre ocupa alguma colocação...E normalmente está nas cabeças. Foram realizadas duas continuações: no Brasil receberam o nome de Uma Noite Alucinante (praticamente uma refilmagem do original) e Uma Noite Alucinante 2. Nunca houve um quarto filme.

Mas a legião de fãs era grande demais para ignorar. Eis que surgem as HQs, brinquedos e, finalmente, o jogo para videogames!

A história do jogo tende a ser uma continuação do último filme. Na verdade no jogo se passa oito anos após. Nosso herói Ash ganha a vida como vendedor numa loja de departamentos. Ele tem uma nova namorada, Jenny, e tudo parece bem...Apenas parece! Ele continua sendo constantemente assombrado em seus sonhos pelas criaturas malignas que combateu.



Quando ele chega no limite da insanidade, resolve acabar com a maldição para sempre e retorna à famosa cabana onde tudo começou para buscar uma solução. Mas o gênio não contava que sua mão (aquela mesma que foi decepada e possuída no segundo filme) ainda estivesse por lá e caprichosamente acionasse o gravador com as frases ritualísticas liberando o mal novamente no mundo. Eis que sua contraparte malvada do terceiro filme (o “Evil Ash”) aparece no espelho, seqüestra a nova namorada do herói e a leva para o mundo maligno.



Então começa uma nova jornada dividida em duas partes distintas. A primeira talvez seja a mais interessante delas. Ash precisa reunir as páginas do Necronomicon que foram espalhadas pela floresta para criar o portal que o leve para o mundo onde sua amada se encontra.

Você pode contar com um machado, um cabo de vassoura, uma escopeta e a velha e boa motossera!!!



É extremamente divertido rodar pelos cenários que tanto conhecemos no filme. A cabana está lá com todos os detalhes. É possível até ver a cova onde Ash enterrou a namorada no primeiro filme e a casa de ferramentas onde ele constrói sua prótese assassina. Andando pela floresta podemos ainda encontrar a ponte quebrada junto ao carro.



Além dos cenários conhecidos, temos ainda novos lugares inexplorados no filme mas que foram utilizados de forma inteligente no jogo. Casas de vizinhos, acampamento de escoteiros, casa do açougueiro, igreja e cemitério. Os zumbis, é claro, estão presentes. Monstros zumbis, árvores zumbis, morcegos zumbis, porcos zumbis(?),caipiras zumbis(??) e escoteiros zumbis(???) fazem parte do exército maligno que Ash precisa enfrentar ao som constante e irritante de “Join us”.



No término da primeira etapa Ash enfrenta a Jenny zumbi e finalmente reúne todas as páginas do Necronomicon. O portal é aberto e vamos ao mundo paralelo (visto no terceiro filme).

Essa parte do jogo já não é tão interessante. Lembra mais um jogo medieval qualquer. Bruxas, esqueletos e outras coisinhas devem ser abatidas até o confronto final com Evil Ash.

A história é bem interessante, mas o jogo em si não é tão bom como parece. A jogabilidade é fraca, a movimentação chata e não tem tanto sangue como a gente gostaria. Os inimigos são fáceis de se derrotar depois que se pega o jeito.

O jogo não fica apenas nas batalhas. Para cumprir as missões é necessário um pouco de cérebro, pois existem elementos de RPG, mas nada que dê muito trabalho.



As cenas de animação são bem feitas e divertidas e ajudam a manter o clima, mas no fim, o jogo só vale a pena se você for um grande fã da série e encarar como um quarto filme.
Curiosidades:

- O subtítulo “Hail to the king” é uma menção à famosa frase proferida por Ash em um dos finais (lembrando que são dois) do último filme.

- O ator Bruce Campbell que faz o papel de Ash na trilogia fez alguns comentários a respeito do jogo. Acredita que é um ótimo substituto para a parte quatro do filme. E, como ele mesmo disse: "Compre o jogo, não alugue! Alugar é para perdedores, e se o jogo fizer sucesso, os estúdios vão ver o sucesso que o filme ainda faz, então, pode ser que o quarto filme saia do papel.”

- O jogo também teve versões para o Dreamcast e PC.

- Por incrível que pareça este não é o primeiro jogo de “The Evil Dead”. Uma versão extremamente tosca para os videogames Commodore 64 e ZX Spectrum foi feita em 1984.




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