
No início dos anos 1970 o estúdio inglês “Hammer” foi o responsável pela
produção da “trilogia Karnstein”, formada por filmes com história baseada na
obra de vampirismo “Carmilla”, do escritor irlandês J. Sheridan Le Fanu
(1814 / 1873). São eles: “Camilla, a Vampira de Karnstein” (The Vampire
Lovers, 70), dirigido por Roy Ward Baker e com Peter Cushing e a bela Ingrid
Pitt; “Luxúria de Vampiros” (Lust For a Vampire, 71, de Jimmy Sangster), com
Yutte Stensgaard; e “As Filhas de Drácula” (Twins of Evil, 71, de John
Hough), com as gêmeas Madeleine e Mary Collinson e o sempre presente Peter
Cushing.
Em “Luxúria de Vampiros”, existe uma interessante sequência onde ocorre um
ritual satânico para ressuscitar a sensual vampira Carmilla, conduzido pelo
Conde Karnstein (Mike Raven, ator com grande semelhança física com o
lendário Christopher Lee, inclusive no timbre de voz), e em determinado
momento aparece um close fechado dos olhos do satanista, vermelhos de sangue
reproduzindo o ódio e o mal absolutos, e na verdade essa cena foi
reproduzida de “O Conde Drácula” (Scars of Dracula, 70), e os olhos são do
Christopher Lee como o eterno Conde Drácula.
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