O FILHO DE ROSEMARY



Autor:   Ira Levin
Título Original:   O Filho de Rosemary (Son of Rosemary)
Ano:    1997
Editora:    best seller
Sinopse:    Continuação da obra-prima de 30 anos atrás: O Bebê de Rosemary. Neste, Rosemary desperta após um coma de trinta anos e encontra seu filho. Uma batalha entre mãe e filho que toma proporções gigantescas tendo como em iminência o fim do mundo.


Foi uma surpresa quando vi este na livraria, uma agradável surpresa. Comprei na mesma hora! Mas quando terminei a leitura, ficou um gosto de decepção. Logicamente que, como frisei na resenha de "O Espírito do Mal", não há como comparar uma continuação como o original, sendo este um clássico, como é o caso de "O Bebê de Rosemary". Mesmo assim, este "O Filho de Rosemary" poderia e deveria ser melhor. Ficou no "ar" uma espécie de oportunismo por parte de Ira Levin, já que seus últimos livros foram sofríveis, nem sombra de outros grandes momentos como "As Possuídas", "O Beijo da Morte", "Os Meninos do Brasil" e "Este Mundo Perfeito". Bem, a estória passa-se com Rosemary despertando de uma coma depois de trinta anos e de seu encontro com seu filho, já adulto. A premissa é excelente, já que o livro foi lançado às vésperas do fim do milênio, e este fim traz consigo o prenúncio de uma nova era, uma nova era controlada pelo anticristo. Mas, infelizmente, a narrativa é fraca, não emplaca e não envolve. Poderia tornar-se também um clássico, mas faltou a Ira Levin, um pouco mais de visão e ambição, já que este livro pareceu feito as pressas, somente para cumprir algum contrato de editora. Uma pena, pois como adiantei, o autor tinha em mãos uma ótima trama.

Análise: Sérgio Alberto Bauchiglione