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ANO DE LANÇAMENTO |
| 2004 (EUA) |
| DIRETOR |
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Wiliam Butler
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| ELENCO |
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Joshua Leonard, Natasha Lyonne Lance Henriksen Leslie Jordan Patrika Darbo Jordan Ladd Mark Holton Dendrie Taylor Todd Stites
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| ROTEIRO |
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William Butler Aaron Strongoni
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| SITE OFICIAL |
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Não divulgado
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| Duração |
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91 minutos
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ESTRÉIA NO BRASIL:
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2004 (vídeo)
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DISTRIBUIDORA:
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PlayArte Filmes
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A CASA DOS HORRORES (Madhouse)
Cunningham Hall um dia já foi uma respeitada casa de saúde, mas quando o estudante de medicina Clark Stevens aceita fazer estágio no hospital, logo percebe que hoje o lugar não passa de um hospício decadente com muitos pacientes e pouco dinheiro. A casa é dirigida pelo rígido Dr. Franks, que apresenta Clark ao amável Dr.Morton, à terrível enfermeira Hendricks e à jovem Sara, a enfermeira que lhe mostra todo o sanatório, inclusive o subsolo conhecido como O Manicômio, onde ficam os pacientes perigosos. Quando um desses internos ataca Clark, o segurança chamado Drake salva sua vida, mas o adverte para manter-se longe dali. Coisas estranhas acontecem e, de alguma forma, Clark sabe que há mais em Cunningham Hall do que os olhos podem ver. A casa tem um passado sobre o qual ninguém quer falar. Mas, assim que começa a ver a imagem do menino que muitos dizer assombrar o lugar, Clark começa a questionar sua própria sanidade...
CRÍTICAS
Quando eu era mais novo e tinha um videogame Master System, teve uma época onde o “jogo do momento” se chamava “Strider”. Era um sucesso dos fliperamas e foi o primeiro jogo para Mega Drive com 8 Mega de memória (um luxo!). A versão para Master era considerada, pelas revistas especializadas, como um dos grandes jogos daquele ano. Ao finalmente colocar minhas mãos no cartucho, a decepção foi inevitável: o “jogo do ano” era fácil demais, feio e um tanto sem graça. Tive uma decepção semelhante com o filme MADHOUSE, produção deste ano lançada no Brasil com o título A CASA DOS HORRORES - ignorando o fato que o filme se passa num manicômio, daí o título original, CASA DE LOUCOS.
Quem assistir este filme independente e barato com um mínimo de expectativa talvez goste mais do que eu, que estava animado para conferir desde que vi o trailer. Isso porque aquele maldito trailer prometia o grande filme B do ano, com um clima de insanidade, alucinações e sangue a rodo, e ainda nomes como Joshua Leonard (o Josh de A BRUXA DE BLAIR), Lance Henriksen (dispensa apresentações), Natasha Lyonne (da série AMERICAN PIE) e Jordan Ladd (CABIN FEVER). Na direção, um ator e fã de filmes de horror extremos, William Butler, que apareceu em O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3 e o remake de A NOITE DOS MORTOS-VIVOS.
Infelizmente, o filme não cumpre o que promete. Para começar, não se decide entre ser um filme de horror (uma história de fantasmas e casa assombrada) ou de suspense (com um assassino “palpável”, de carne e osso). Acaba ficando no meio-termo, com um final surpresa que vai animar alguns e decepcionar outros.
MADHOUSE tem roteiro do próprio diretor Butler (que também está roteirizando as partes 4 e 5 de A VOLTA DOS MORTOS-VIVOS), com a ajuda de Aaron Strongoni. Foi filmado na Romênia, em um velho hospital onde dezenas de pacientes teriam morrido de tuberculose no século 19 (brrrrr...), e por isso o set foi “exorcisado” por padres antes das filmagens! O cenário realmente é assustador.
O filme começa com uma arrepiante colagem de cenas delirantes, que parecem ter saído da fita amaldiçoada da série O CHAMADO: cirurgia no cérebro, fantasmas, um paciente que se contorce tipo os demônios de ALUCINAÇÕES DO PASSADO, um fantasma no corredor, bebês submersos, tudo mostrado em cortes rápidos e incômodos. Depois, corta para o jovem dr. Clark Stevens (Joshua Leonard) chegando ao sanatório de Cunningham Hall para um estágio.
A casa de loucos é dirigida pelo dr. Franks (Lance Henriksen, que aparece pouco), e desde o começo Clark percebe que os internos são tratados com um mínimo de cuidado, num ambiente degradante, por funcionários violentos, como a enfermeira-chefe Hendricks (Dendrie Taylor) e o guarda Drake (Christian Leffler). Escoltado por uma jovem e bonita enfermeira, Sara (Jordan Ladd), Clark vai conhecer o subterrâneo do sanatório, uma ala conhecida como “Madhouse”. Ali está a alma do filme: um corredor escuro e assustador, repleto de celas fétidas e sujas contendo alguns dos lunáticos e assassinos mais escrotos já vistos (infelizmente, mostrados por pouco tempo). Tem um traveco nojento que cospe no vidro da cela e depois lambe, um maluco cheio de feridas e sem os membros inferiores, enfim, todo tipo de gente boa. Clark é aconselhado a ficar longe do subterrâneo.
Logo nos primeiros dias, entretanto, o jovem doutor começa a ter alucinações. Vê o vulto de um menino pelos corredores e passa a desconfiar que o manicômio tem algum segredo assustador no seu passado. Passa a ser atraído, também, por um misterioso paciente chamado Ben London, que está trancafiado na cela 44 do subterrâneo, sempre escondido pela escuridão. Ben parece saber muito sobre o mistério do sanatório, mas qual sua relação com as mortes que começam a ocorrer no local?
A história é intrigante, mas infelizmente o diretor Butler se perde em seu debut cinematográfico (antes ele só havia feito um filme amador estrelado por Viggo Mortensen, em início de carreira). Fã de diretores como Stuart Gordon e Tobe Hooper (a quem agradece nos créditos), Butler se perda na condução da trama e acaba desperdiçando a maior parte dos sustos. Também estica demais os momentos investigativos, e o resultado é que as poucas cenas interessantes ficam perdidas entre longos minutos de bla-bla-bla, alguns desnecessários - como a conversa de Clark com alguns pacientes e uma subtrama envolvendo os remédios que são dados aos internos, o que nem ao menos importa na conclusão da trama!
Butler é fã de horror sangrento e hard rock, por isso é inevitável a decepção com a contagem de cadáveres pequena do filme. Vai mais de meia hora até acontecer a primeira morte, quando uma enfermeira é eletrocutada de forma tão violenta que ela morde a própria língua e a decepa! Daí parece que o filme vai começar a se desenrolar, mas passa mais meia hora de investigação e alucinações até que mais pessoas voltem a morrer - o detalhe é que aí já é o fim do filme! A outra cena violenta que vale uma olhada é um sujeito que tem metade da cabeça arrancada por uma machadada.
Percebe-se que o diretor/roteirista quis adicionar muitas referências ao filme, por isso a coisa ficou mais enrolada do que o necessário. Por exemplo: o assustador fantasma do menino visto por Clark é idêntico ao espírito de A ESPINHA DO DIABO, de Guillermo del Toro; e é inegável que a história, a ambientação e mesmo o clima lembram o remake A CASA DA COLINA, que também se passava em um velho hospício - mas MADHOUSE ainda é superior.
Infelizmente, como eu disse no começo, MADHOUSE “engana” o espectador, e na verdade não é filme de fantasmas, demônios ou assombrações, mas sim um suspense comum, tornando-se inegável a sensação de propaganda enganosa - semelhante ao também recente A GARGANTA DO DIABO, outro que era vendido como terror sobrenatural. A revelação do final é interessante. Mas o filme poderia ter muito mais gore.
MADHOUSE está longe de ser ruim, e acho que o importante é conferir com o mínimo de expectativa. Infelizmente, não foi dessa vez que apareceu o “grande filme B de 2004”. E o diretor Butler ainda tem muito que aprender com seus “mestres”, inclusive a não desperdiçar bons atores em pequenos papéis (os conhecidos Henriksen e Lyonne não aparecem nem 10 minutos no filme, isso se somarmos todas as suas cenas). Vale uma olhada, mas sem esperar muito.
HISTÓRIA:   
GORE: 
EFEITOS:  
DIVERSÃO:  
Felipe M.Guerra
NOTÍCIAS E IMAGENS
(12/11/04) A Casa dos Horrores está sendo lançada diretamente em vídeo pela PlayArte, sendo que o filme ainda não tem previsão de lançamento nos EUA.
 
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