ANO DE LANÇAMENTO
2005 (EUA)
Temporada

1

EPISÓDIOS
Criação

Mick Garris

Críticas

Antonio R. Filho

Distribuidora

Paris Filmes



Série composta por 13 filmes de horror, com duração de uma hora, dirigida por grandes nomes do gênero, tais como: Don Coscarelli (Phantasm), Stuart Gordon (Reanimator), Tobe Hooper (O Massacre da Serra Elétrica, 1974), Dario Argento (Suspiria), Mick Garris (Dança da Morte), John Carpenter (Halloween), Takashi Miike (Audition), John Landis (Um Lobisomem Americano em Londres)...

CRÍTICAS


Introdução
Os fãs de horror do mundo inteiro ficaram babando ao saber que em outubro de 2005 estrearia no canal "Showtime" dos Estados Unidos uma minissérie de terror pra lá de especial. Seriam 13 episódios de uma hora, cada um, dirigido por um "mestre do horror". Entre eles Dario Argento, John Carpenter, Takashi Miike, Tobe Hooper e o criador da série - Mick Garris. Alguns episódios são baseados em histórias de Stephen King, H.P. Lovecraft e Clive Barker só para citar alguns autores..
Alguns mestres ficaram de fora como Roger Corman que não pôde participar por problemas de saúde e George Romero que deve participar se houver (alguém duvida?) uma segunda temporada.
Mas, peraí...é um programa de TV. Deve ser tudo limitado, certo? Errado! Os diretores tiveram liberdade quase que total para criar suas histórias, tendo apenas que seguir algumas regras como não mostrar nudez frontal. Mas eles não respeitaram nem essas poucas regras...há sim, nudez e sangue o bastante para agradar ao mais exigente fã de horror.
EPISÓDIO 1 - PÂNICO NA MONTANHA (Incident on and off a Mountain Road)
Direção: Don Coscarelli
Roteiro: Stephen Romano, Don Coscarelli, baseado num conto de Joe R. Lansdale
Elenco: Angus Scrimm (Buddy), John De Santis (Moonface), Heather Feeney (mulher jovem), Ellen (Bree Turner)
Sinopse: Jovem, aparentemente indefesa, tem seu destino marcado com um encontro inevitável com Moonface, um deformado e demente assassino...



Análise
A história começa com uma mulher dirigindo por uma estrada deserta, ouvindo uma música pop bem chata até que se envolve num acidente justo na hora que ia trocar de estação. Enquanto ela está desmaiada ao volante percebemos qual vai ser o tom da história: alguma ação entrecortada por flashbacks. Particularmente não gosto muito desse artifício mas nesse episódio em especial isso foi tão bem usado que acabou agradando bastante, evitando cenas muito longas (e cansativas) de perseguição.



Começamos a saber mais quem ela é, principalmente a partir de momentos de seu relacionamento com um namorado que tem umas idéias meio esquisitas como crianças vendidas em Sexshops na Tailândia, mas que ainda assim a fascina. Uma cena bem recatada de sexo é interrompida porque ela acorda... e aí vem a oportunidade para que sejam usados milhões de clichês. A mocinha sozinha e desprotegida, num lugar onde provavelmente vai aparecer uma família de canibais, ou algum assassino de máscara e teremos mais 40 minutos de cenas de perseguição. Não, não temos essas cenas clichês e esse é um dos maiores trunfos de Don Coscarelli nesse episódio - não apelar pra soluções fáceis ou lugares-comum em filmes de terror. O vilão é bem típico, um assassino psicopata com dentes de aço e que arranca os olhos de suas vítimas com uma espécie de broca (ótimas cenas que contam inclusive com Angus "Tallman") mas os flashbacks vão mostrar que não temos aqui uma mocinha indefesa e que o namorado dela não era só um panaca como também alguém que a ajudou muito, pelo menos até ela descobrir como ele era de verdade.



A história segue com algumas surpresas, cenas fortes como a de uma das vítimas do psicopata tendo uma perna atravessada por uma estaca em um bom clima de tensão. O final é inesperado e aterrador.
Um ótimo começo para uma das mais aguardadas séries de terror de todos os tempos, mesmo terminando com a mesma música chata do inicio...



HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    
Antonio R. Filho

EPISÓDIO 2 - SONHOS NA CASA DA BRUXA (Dreams in the Witch House
Direção: Stuart Gordon
Roteiro: Dennis Paoli, Stuart Gordon, baseado num conto de H.P.Lovecraft
Elenco: Ezra Godden (Dagon), Jay Brazeau, Campbell Lane, Susan Bain (Psicólogo), Donna White, David Nykl (CSI), Anthony Harrison (Detetive), Terry Howson (Atendente)
Sinopse: Walter Gilman, um estudante de física que estuda dimensões paralelas, aluga um quarto na cidade de Arkham, New England. Ele passa a ser assombrado por pesadelos envolvendo uma bruxa do século 17 e seu rato com rosto humano. Walter tentará salvar o bebê de uma vizinha dessas forças sombrias, enquanto luta pela própria vida.

Mais uma (boa) empreitada de Stuart Gordon nas histórias de H.P. Lovecraft, o que já tinha feito antes em filmes como "Re-Animator", "Dagon" e "Do Além" por exemplo. Nesse um estudante universitário de física, Walter Gilman, aluga um quarto numa casa de 300 anos para poder terminar sua tese em paz. Só que paz é tudo que ele não vai encontrar naquele lugar.



A trama envolve dimensões paralelas (o quarto de Walter seria um portal para uma outra dimensão de onde a bruxa e seu ajudante, um rato com rosto humano - que faz qualquer um lembrar da bomba trash "o rato humano" - saem para persuadir as pessoas a fazerem sacrifícios com crianças. Curiosamente a tese de Gilman trata justamente de interseções entre dimensões.), personagens enlouquecendo aos poucos e passagens do Necronomicon, tudo bem característico das histórias de Lovecraft.

Tudo começa a dar errado quando sua vizinha, uma mãe solteira chamada Franky que mora com seu bebê, grita pedindo ajuda por estar sendo atacada por um rato que não vai embora de jeito nenhum. Ele a ajuda e, ao descer para reclamar com o responsável pelo aluguel, seu vizinho pergunta se o rato tinha rosto humano. Provavelmente achando que ele é louco, Walter volta para o quarto de Franky para fechar o buraco por onde o rato entrou. Mas à noite ele passa a ter alucinações bem reais...



Mais tarde o vizinho explica a ele que já morou no quarto de cima, e que na época assim como ele também sonhava com coisas bizarras e que a bruxa o fazia cometer atrocidades. Ainda bem que Walter não acredita nele, senão perderíamos a melhor alucinação dele: a vizinha peladona seduzindo-o. Cenas de nudez frontal seria uma das regras/proibições a qual os diretores deveriam obedecer mas para a nossa sorte Stuart Gordon não deu atenção a isso. A cena é bem legal, com algo tipo um cântico ao fundo e uma música bem executada, todos os elogios à Richard band que fez um magnifíco trabalho aqui. Mais uma regra é quebrada ao final, mas aí fica para o infernauta descobrir qual foi.



Excelente episódio, ainda mais para fãs dos trabalhos anteriores do Stuart Gordon. Insano, sangrento e profano, "Dreams in the Witch House" é mais um ótimo exemplar de um ótimo seriado. E para quem ficou curioso em saber como era o conto original dê uma olhada neste link



HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    
Antonio R. Filho




EPISÓDIO 3 - DANÇA DOS MORTOS
Direção: Tobe Hooper
Roteiro: Richard Matheson
Elenco: Erica Carroll (Mia), Robert Englund (Twisted MC), Sharon Heath (Gerri), Margot Berner (Mariel), Emily Graham (Young Peggy), Clay Virtue (Creep in Doom Room), Brock Johnson (Pomade Creep), Misty Dawn Meeler (Woman 2), Darren Moore (Creep in Muskeet), Virginia Dee Mayne (Woman 1), Lucie Guest (Celia), Karen Austin (Quinn), Don MacKay (Steven), Ryan McDonald (Boxx), Marilyn Norry (Kate), Genevieve Buechner (Young Anna), Melena Ronnis (Anna), Kylie Furneaux (Loopy Girl 3), Leah Wagner (Loopy Girl 2), Julia Taffe (Loopy Girl 1), Darren Aitcheson (Giant Door Guy)
Sinopse: A história mostra uma pós-apocalíptica cidade onde corpos reanimados de amigos e inimigos dançam para os poucos sobreviventes de um holocausto nuclear. Peggy é uma jovem que irá aprender os perigos do mundo do lá de fora e os sacrifícios que devem ser feitos para garantir sua sobrevivência...

Mais uma história sobre futuro pós-apocalíptico, tema usado muito freqüentemente no cinema e que teve seu auge nos anos 80, principalmente em filmes B. Só que esses filmes quase sempre precários quase sempre conseguiam o que esse "Dance of Dead" com seu grande orçamento não consegue em nenhum momento: divertir.
E infelizmente a maior parcela de culpa vem da direção pesada, preguiçosa e fraca de Tobe Hooper, que já nos deu grandes clássicos como "Funhouse" ou "Poltergeist" mas que nos últimos anos demonstra estar precisando de férias urgentes. Talvez permanentes.
Uma coisa que me irrita em alguns filmes é quando várias situações são jogadas na tela aparentemente sem elo entre elas e que só lá pra metade do filme começam a fazer sentido. Aí já é tarde demais. O filme pode até não fazer muito sentido mas ser tão bom que isso se torna irrelevante, como em algumas obras de Dario Argento, só citando um dos diretores italianos. Mas são exceções. "Dance of Dead" comete seu primeiro erro nisso, ele é muito curto para que os primeiros 15 minutos sejam apenas situações soltas: uma festa infantil onde algo escuro aparece no céu (já falei que os efeitos são horríveis?) e de repente todos começam a queimar, uma menina que trabalha com a mãe num restaurante, dois motoqueiros que atacam velhinhos roubando seu sangue, uma boate modernosa com gays e lésbicas se agarrando enquanto Robert Englund, que é especialista em ganhar papéis com diálogos imbecis, anuncia algo surpreendente e que nunca aparece, corpos de pessoas aparentemente mortas mas que se mexem sendo queimados numa lixeira. Ah, e também temos de meio em meio minuto inexplicáveis "tremidas" de câmera, um dos piores efeitos que já vi e que não fazem nada além de irritar.



Bem, aparentemente houve uma terceira guerra mundial e somente poucas pessoas sobreviveram. Alguns ficaram deformados e são discriminados. A maior fonte de diversão parece ser essa boate e seu maior show: a "dança dos mortos". Sabe-se lá como o sangue que os motoqueiros roubam fazem os cadáveres se mexerem quando tomam uma espécie de choque...e dentro da boate com música fica parecendo que eles estão dançando. Meio bizarro e até interessante apesar de mal desenvolvido.
Os clichês pipocam: temos o bandidinho que não é malvado com os outros(na verdade ele parece um zumbi, péssima atuação), a jovem e inocente menina que se apaixona por ele, a mãe castradora que não deixa ela sair e que obviamente não adianta porque a menina foge, etc...o final então tenta ser surpresa mas é outro clichê, qualquer pessoa saca o que vai acontecer.



Outro ponto negativo é a explícita apologia às drogas. São consumidas todas as drogas do futuro numa viagem interminável de carro e o motorista, apesar de estar tão chapado que dorme mais que dirige, não perde o controle do carro nenhuma vez. Essa cena totalmente sem necessidade dura tanto que até dá vontade de tomar alguma coisa e ver se assim o filme fica mais interessante. Acho difícil.



HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    
Antonio R. Filho
EPISÓDIO 4 - JENIFER - INSTINTO ASSASSINO (Jenifer)
Direção: Dario Argento
Roteiro: Steven Weber, a partir de história de Bruce Jones
Elenco: Steven Weber (Frank); Carrie Fleming (Jennifer); Brenda James (Ruby), Julia Arkos (Ann Wilkerson), Jasmine Chan (Amy), Brad Mooney (Amigo # 1), Jano Fransden (Hunter), Jeff Ballard (Young Jack), Cynthia Garris (Rose), Mark Acheson (Side Show Proprietário), Laurie Brunetti (Spacey), Matt Garlick (Guarda do Instituto), Kevin Crofton (Morador de Rua), Beau Starr (Charlie), Harris Allan (Pete), Riley Ruckman (Amigo # 2)
Sinopse: Jenifer é uma versão moderna da clássica história "Lolita", onde uma mulher com uma "bela" aparência e charme é capaz de destruir o corpo e a alma dos homens que cruzam seu caminho. O oficial Frank salva Jenifer de ser assassinada e acaba sendo punido pelo seu ato...mas ele não foi o único.

Depois de 3 episódios já dava para dizer que a série "Masters of Horror", como todas as outras séries seria irregular, intercalando boas histórias com outras de medianas a ruins. Os 2 primeiros episódios mostravam que a série tinha potencial, divertia e mostrava aos fãs novos trabalhos de diretores consagrados.
Eram bons filmes mas esquecíveis também. E como o terceiro foi uma bomba, bateu um certo desânimo, como se dali no máximo fosse sair algo do nível do primeiro episódio. Mas aí veio "Jenifer", do realmente Mestre com "M" maiúsculo Dario Argento para mostrar que não era bem assim...



"Jenifer" já acerta nos letreiros iniciais com uma música parecida com um canto de ninar, bem suave(mais um trabalho excepcional de Claudio Simonetti), e se você não leu nada ainda sobre a história assim como eu não tinha lido quando assisti vai ficar pensando enquanto ouve a música..."Do que será que se trata? Quem é Jenifer?" A resposta é que Jenifer é uma pessoa surpreendente, tal qual esse grande trabalho de Argento.



Um carro parado num lugar ermo, dois policiais dentro dele fazendo uma pausa para comer alguma coisa. Um deles(Frank) meio entediado resolve sair um pouco e ao ouvir gritos de uma mulher com um corpo muito bonito, que está amarrada e sendo arrastada por alguém, saca uma arma e corre atrás deles. O aparente psicopata levanta um cutelo prestes a matar a menina e o policial se vê obrigado a atirar enquanto a vítima diz que ele não sabe o que ela é. O que ela é ainda não dá para saber mas é óbvio quem ela é, a personagem-título. Frank levanta a cabeça dela e fica surpreso ao ver o seu próprio rosto refletido em enormes olhos totalmente negros, ficando mais chocado quanto mais a observa dando a entender que há algo de errado com o rosto dela. O legal é que no início Argento aguça nossa curiosidade não mostrando muita coisa e só nos deixando com mais e mais vontade de ver mais, de saber mais...



Frank é um típico cidadão comum: emprego estável, mora com uma mulher bonita (e com o filho adolescente dela que ele carinhosamente chama de "príncipe das trevas"), mora num lugar calmo com bons vizinhos...tudo começa a mudar agora, já que ele nunca tinha matado alguém na vida e uma ferida em sua mão direita insiste em fazê-lo lembrar da menina que ele salvou e que será entregue a um hospício já que não fala nem entende o que os outros dizem e não tem para onde ir. Depois de um dia terrível como esse, sua mulher o espera seminua na cama, o que não é uma boa idéia... tudo termina em uma cena de sexo tão pouco erótica e repugnante quanto a do filme "Irreversível".



No hospício temos uma primeira "panorâmica" de Jenifer, que está debaixo do chuveiro, e ela realmente é deslumbrante do pescoço para baixo...a perfeita "Raimunda", aquela que é feia de cara mas boa do resto. Ela corre para abraçar o detetive numa demonstração de carinho pelo seu salvador, que fica com pena dela estar ali além de todos ficarem comentando sobre seu rosto deformado e a tratando como uma "freak". Assim ele tem a idéia de levá-la para a sua casa... lá temos o primeiro close de seu rosto e aí entendemos porque o detetive ficou chocado no início do episódio. A maquiagem é soberba, chega a dar pena de Jenifer. Lembra um pouco o personagem do filme dos anos 80 "Marcas do Destino"(Mask) mas com uma maquiagem ainda mais realista causando um efeito bem perturbador. Ela lembra muito um animal que age unicamente por instinto, que se apega a seu Dono, inclusive lambendo a mão dele(tem maquiagem até na língua) ou "farejando" pela casa. Uma cena ótima é quando a mulher de Frank e o garoto a descobrem dentro de casa, A reação do garoto é idêntica a de muitos que assistem o filme...ele fica chocado no início depois começa a olhar o corpo dela e manda um "ela é muito gostosa". Também acho. Então não temos como julgar o pobre Frank por se deixar envolver por ela e seu apetite sexual voraz, ela praticamente o estupra e ele também não reage muito...



Sem conseguir arrumar alguém que cuide dela, o jeito é continuar com ela o que faz com que sua família o abandone já que a encontram devorando o gato da família numa cena bem explícita e chocante. Aos poucos Argento vai mostrando mais e mais o quanto essa relação muda a vida do detetive que ao mesmo tempo que não sabe como resolver o problema em certos momentos parece conformado com isso por estar apegado pela "aberração", o que é muito confuso para ele. Temos cenas de canibalismo (envolvendo crianças, o que era contra as regras da série, não era? Aliás a cena dela lambendo os lábios deformados quando vê uma menina já é clássica), muito gore(um pênis é arrancado a dentadas),sensualidade, otimas interpretações, música, maquiagem e direção. Infelizmente o final é clichê e decepcionante, mas nada que diminua a força desse que deveria ser um longa-metragem. Em meio a tantos remakes e filmes-bomba(inclusive os filmes recentes do Argento como "O Jogador de Cartas"), "Jenifer" seria muito bem-vindo numa tela grande. Com um novo final, é claro.



HISTÓRIA:    
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Antonio R. Filho
EPISÓDIO 5 - CHOCOLATE - O GOSTO DA OBSESSÃO (Chocolate)
Direção: Mick Garris
Roteiro: Mick Garris
Elenco: Henry Thomas (Jamie), Lucie Laurier (Catherine), Stacy Grant (Vanessa); Ken Dressen (Detective # 2), Matt Frewer(Wally), Peter Bryant (Detective # 1), Ali Staseson (Young Girl), Leah Graham (Elaine), Paul Wu (Hooper), Katharine Horsman (Sue), Michael Curtola (Band Member), Jake Smith (Booth)
Sinopse: Jamie, um homem recém-divorciado que cria sabores artificiais para alimentos, acorda com todos os sentidos de uma pessoa que ele não conhece. Logo ele percebe que sente as impressões de uma mulher desconhecida e que está apaixonado por ela. Querendo desesperadamente encontrá-la, Jamie irá descobrir um terrível segredo a respeito daquela sensual e misteriosa garota...

Chega o momento do mentor da série mostrar serviço. E ironicamente é o que fez o episódio que mais destoa do resto da série até o momento, aparentando ser mais uma história de uma série no estilo de "Amazing Stories" ou "Twilight Zone" onde na maioria das vezes existia algo de "fantástico" e não de horror como visto nos episódios anteriores. Mais surpreendente ainda pelo fato da história ser do próprio Garris.
A presença de Henry Thomas ajuda, ele está bem seguro no papel de um homem solitário que se envolve com uma mulher misteriosa...mas o desenrolar da trama é péssimo desde o início quando mostra-o todo ensangüentado, preso, tentando explicar a um detetive o que aconteceu - o que já mata qualquer surpresa que poderia vir a acontecer. E lá vamos nós a um flashback de uma hora de duração...



A vida dele é bem rotineira: trabalha num laboratório que cria alimentos com sabores artificiais, tem um amigo que é a cara do Christopher Lloyd que toca numa banda e que não acrescenta nada à história, e quando sai do trabalho vai pra casa, vê TV, pensa no filho que é fruto de um casamento que teve e não deu certo e dorme. Só que em uma manhã ele acorda com gosto de chocolate na boca, além de sentir o cheiro, sem ter comido e nem ter perto dele nenhum pedaço. E aí ele tem a teoria que estava sentindo o que uma outra pessoa estava sentindo( !!!! ). E aí aos poucos ele vai tendo mais sintomas, como ouvir música clássica vinda de lugar algum no meio da apresentação da banda do amigo ou imagens de uma cidade enquanto está dirigindo. Mas a mais bizarra realmente é quando ele vê a imagem de um homem e descobre que essa pessoa, a qual ele sente tudo que ela sente, é uma mulher. De que forma? Sentindo os orgasmos dela enquanto o homem que ele viu transa com ela...e aparentemente ele gosta.



Cada vez mais atraído ele junta algumas imagens que teve e acaba descobrindo onde ela mora e, cada vez mais apaixonado, vai atrás dela mesmo após ver que ela cometeu um assassinato. Ela, obviamente, acha que ele é maluco até uma determinada cena onde ela deixa parecer que conseguia "senti-lo" também, mas o roteiro não afirma se era mentira dela. E nem interessa também, a essa hora todos já colocaram o filme para avançar e ir logo ao final que já sabemos como vai ser.

Consegue ser ainda pior que o episódio do Hooper! Só veja se realmente quiser ver todos os episódios, mas aconselho a deixar esse por último. E a pergunta que não quer calar: qual a importância do chocolate na trama para que seja o título?



HISTÓRIA:    
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EFEITOS:    
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Antonio R. Filho
EPISÓDIO 6 - CANDIDADO MALDITO (Homecoming)
Direção: Joe Dante
Roteiro: Dale Bailey
Elenco: Charles Zuckerman ("Join Us" Soldier), Ryan McDonnell (Philip Murch), Sean Carey (Gordon Hofstadter), Jason Emanuel (Michael), Candus Churchill (Mrs. Baker), Nathaniel Deveaux (Mr. Baker), Dexter Bell (Marine Guard 1), Robert Picardo (Kurt Rand), Beverly Breuer (Mrs. Hofstadter), Terry David Mulligan (Marty Clark), Jon Tenney (David Murch), Thea Gill (Jane Cleaver)
Sinopse: Nesta contemporânea sátira política, os mortos-vivos estão se sentindo incomodados pela eleição presidencial. O medo toma conta da nação quando são trazidos à vida os verdadeiros motivos que espalharam o pânico...

Zumbis. Criaturas que insistem em sobreviver após a morte e que têm como principal característica um apetite voraz por...votos????? Pois é, os ex-comedores de carne humana aparecem bem diferentes nesse episódio 6 da série “Masters of Horror” que poderia bem receber a tradução de “Eleição dos Mortos” no Brasil.
E o filme começa quente, com um casal de amigos quase atropelando um zumbi de muletas no meio da estrada.
Mas quando a mulher fala “é um deles” bate o desânimo porque já sabemos que algo de muito importante aconteceu antes e serão usados os famigerados flashbacks para contar a história. O clima do início é ótimo, aparece mais uma horda de zumbis atrás da dupla curiosamente saídos de um caminhão, ou seja, zumbis dirigindo!!!



Mas tudo que é bom dura pouco, e voltamos ao tempo para descobrir que os dois trabalham para a reeleição do presidente, que numa semelhança incrível com a realidade americana inventou uma guerra para ganhar popularidade. Na verdade o filme é uma crítica totalmente explícita a George Bush e à guerra do Iraque que às vezes funciona e às vezes cai em situações até inocentes, onde os políticos estão sempre mentindo ou distorcendo os fatos em proveito próprio e que pouco se importam com a conseqüência dos seus atos desde que mantenham seu emprego, seu status, poder... é tal e qual a realidade? Obviamente... mas acho que o assunto é mais interessante para eles que vivem esse momento delicado, nós que queremos apenas nos divertir e ver os zumbis devorando todo mundo acabamos frustrados de tanta propaganda anti-Bush no estilo “ei, olha como nosso presidente age...”. Tem até alteração de votos após a derrota numa certa cidade... Imagina se alguém do Brasil cria um filme de zumbis que são contra o mensalão por exemplo, soaria mais caricato que uma crítica construtiva e talvez até Joe Dante ganhasse mais usando seu habitual bom humor das situações que poderiam ser criadas e não levar muito a sério isso de jogar tomate no Bush. Até porque será que ainda tem algum americano que não saiba onde está metido? Hmmm....



Enfim, e o que têm os zumbis a ver com tudo isso? Bem, quando o personagem principal, David, está num programa de entrevistas defendendo o indefensável, que é a guerra iniciada por mentiras, aparece a mãe de um soldado morto obviamente revoltada e triste por ter perdido o filho em algo tão sem sentido, ao passo que David fala uma dessas frases feitas de políticos onde no final afirma que se lhe fosse concedido um único desejo, pediria que o filho dela voltasse da morte para dizer o quanto não estaria arrependido por lutar pela pátria. De alguma forma o desejo vira realidade (assim como o episódio 5 esse tem um toque de “Amazing Stories”) só que o filho dela não está contente pela forma que morreu e o motivo. E assim como ele, vários outros soldados voltam à vida e resolvem...votar.

Alguns bons diálogos, umas piadas boas aqui e ali e muita enrolação. Quando parece que mais nada vai acontecer temos uma boa surpresa final, e uma “homenagem” a Romero bem interessante. Aliás as cenas feitas em cemitério nesse episódio me lembraram muito “Noite dos Mortos-Vivos”. Temos perto do fim um defeito grave também: os soldados mortos há décadas voltam à vida mas com a aparência de quem morreu ontem.



Razoável, uma obra-prima se comparado ao episódio anterior, “Chocolate”. Nos Estados Unidos a reação foi extremamente favorável à história, o que é um bom sinal, mas como diz um personagem em determinado momento, “porque eles não comem uns cérebros, arrancam algumas gargantas?” . Pode ser que não coubesse no contexto, mas que seria mais bacana seria.

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Antonio R. Filho
EPISÓDIO 7 - LENDA ASSASSINA (Deer Woman)
Direção: John Landis
Roteiro: John Landis, Max Landis
Elenco: Brian BenBen (Detetive Dwight Faraday), Anthony Griffith (Oficial Jacob Reed) , Cinthia Moura (Deer Woman); Alex Zahara (Detetive Patterson); Don Thompson (Detetive Fushes); Clint Andrew (Mugger); Andy Thompson (Bill)
Sinopse: Nesta produção de humor negro, uma série de crimes estranhos faz com que o cético detetive Dwight Faraday passe a suspeitar que uma antiga criatura da mitologia americana possa ser a principal responsável...

Minha primeira curiosidade sobre esse episódio foi com a palavra “deer”. O que seria, pensei em várias hipóteses... até que fui num tradutor desses da Web e me assustei. Cervo? É sério que fizeram um filme com uma mulher-veado????? Inacreditável mas era verdade. Pelo menos era de John Landis, que nos últimos anos tinha feito...tinha feito...bem, era do John Landis.
Tudo começa numa investigação policial em um caminhão que tinha em seu interior um cadáver totalmente mutilado. As pessoas que estavam no bar ao lado de onde o caminhão estava estacionado dizem aos policiais que a vítima tinha saído na noite anterior com uma mulher belíssima, de aparência indígena. Na autópsia descobre-se que o defunto morreu “em estado de ereção” e que o corpo possuía marcas de patas de animal.



Tenho que reconhecer que o pessoal do bar não exagerou. A tal mulher-veado é uma morena muito linda, a estreante(e brasileiríssima) Cinthia Moura, que infelizmente(ou felizmente?) não fala nada no filme todo mas mostra todo seu potencial artístico quando tira a blusa. Rodrigo Santoro fez escola. E praticamente o episódio todo se resume em homens saindo com ela, mesmo sabendo que a principal suspeita é uma mulher bonita, e sendo mortos por patadas. Clichês, piadas fracas, efeitos ruins, direção burocrática e péssimas atuações fazem o tempo passar devagar quase parando. Engraçado é que as melhores cenas são quando o policial encarregado do caso tem uma idéia idiota, tipo pensar que a assassina carregava uma pata de veado na mão para bater nas vítimas. Ele vai pensando e as cenas vão aparecendo e terminam com um comentário dele como por exemplo “retardado” ou “estúpido”. E outra cena que merece nota é a citação a um certo ataque de lobo em Londres, 1981. Landis com certeza deve estar morrendo de saudade da época de “Um Lobisomem Americano em Londres”.



A tal mulher-veado faz parte de uma lenda dos índios americanos, mulher linda da cintura pra cima e com patas de veado que seduz suas vítimas e depois as mata. Uma sereia do mato, digamos assim, que aparece de 100 em 100 anos.



Fraco, fraco. Juro que queria escrever mais sobre isso, mas nem tem como. Como curiosidade apenas, preste atenção numa cena onde os policiais vão para um cassino e uma das pessoas se dá bem num caça-níqueis. É Mick Garris, numa ponta.



Para conhecer um pouco mais de Cinthia Moura que se diz fã de filmes de horror (então tá, né?) taí o link para uma entrevista dela assim que terminou as filmagens: clique aqui



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Antonio R. Filho
EPISÓDIO 8 - PESADELO MORTAL (Cigarette Burns)
Direção: John Carpenter
Roteiro: Drew McWeeny, Scott Swan
Elenco: Brahm Taylor, Gwynyth Walsh (Latja), Taras, (Kaspar), Douglas H. Arthurs (Dalibor), Julius Chapple (Henri Cotillard), Chris Britton (Meyers), Gary Hetherington (Walter), Zara Taylor (Annie), Christopher Gauthier (Timpson), Christopher Redman (Willowy Being), Udo Kier (Bellinger), Lynn Wahl, Brad Kelly (Horst), Crystal Mudry, Rikki Gagne, Colin Foo (Fung)
Sinopse: Em seus últimos dias de vida, colecionador de filmes raros tenta encontrar uma fita chamada “La Fin Absolue Du Monde(o fim absoluto do mundo)” - quem assiste comete atos violentíssimos.... BR>
John Carpenter tem uma carreira bem irregular. Seus filmes vão desde os ótimos “Enigma de Outro Mundo” e “Aventureiros do Bairro Proibido” até os péssimos “Memórias de um Homem Invisível” e “Fantasmas de Marte”. A série “Mestres do Terror” até a parte 7 só tinha tido um episódio realmente arrasador, “Jenifer”, e Carpenter tinha talento para fazer algo do mesmo nível (ou até melhor) mas pela irregularidade também poderia vir mais uma história fraca e despretensiosa.
Para a nossa sorte aconteceu o que desejávamos, “Pesadelo Mortal” - Péssimo título nacional diga-se de passagem - supera todas as expectativas.



Logo no início nota-se que a música não lembra os seus trabalhos recentes, com guitarras pesadas. É uma música simples e envolvente (assinada por seu filho, Cody Carpenter) como as de “Halloween” ou “Assalto à 13 DP” e que funciona muito bem para criar o clima necessário. A história é um pouco parecida com o seu confuso “À beira da loucura”, onde um filme chamado “La Fin Absolue Du Monde(o fim absoluto do mundo)” é tão aterrorizante e perturbador que leva quem o assiste a cometer atos violentíssimos. Um colecionador de filmes raros que está com poucos dias de vida contrata uma pessoa para encontrar esse filme para ele, o que seria sua peça mais rara já que só existe uma cópia no mundo e ele só foi exibido uma vez, num festival de cinema fantástico que acabou se tornando uma tragédia. O colecionador tem como prova de que o filme não foi destruído um anjo com as asas cortadas que participou do filme, que conta que como ele e o filme são como um só e ele está vivo, o filme ainda existe.



Corby, que é a pessoa que vai investigar o paradeiro do filme, trabalha num cinema alternativo onde curiosamente está em cartaz “Profondo Rosso” de Dario Argento, que saiu no Brasil com o título de “Prelúdio Para Matar” em março de 2006 nas bancas, encartado na revista “Cine Monstro”. Sua ex-namorada se matou recentemente e está ameaçado de morte por causa de dívidas, o que o faz aceitar a proposta e se arriscar a encontrar o filme. E quanto mais ele se aproxima do paradeiro do filme mais tudo se complica e ele começa a ter alucinações e pessoas com que ele se envolve acabam mortas em cenas com muito gore(Perto do fim tem uma das mortes mais doentias que já vi em qualquer filme), para alegria de todos. E alguns detalhes, como descobrir que toda a equipe que participou do filme está morta - O diretor cortou seu próprio pescoço - só deixa tudo mais assustador. Afinal, o que está por trás desse filme, se é que isso é apenas um filme...



Mais simples, direto e chocante que “À beira da loucura” esse filme é imprescindível não só para os numerosos fãs de John Carpenter mas para quem curte o cinema de horror em geral e em especial para aqueles colecionadores como eu que vivem procurando “aquele filme raro” para a sua coleção. Melhor episódio da primeira temporada até agora e só corre o risco de ser superado pelo episódio censurado e muito aguardado de Takashi Miike, o que não será fácil.



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Antonio R. Filho
EPISÓDIO 9 - PACTO COM O DEMÔNIO (Fair-Haired Child)
Direção: William Malone
Roteiro: Drew McWeeny, Scott Swan
Elenco: Walter Phelan (Johnny Thing), Jesse Hadock (Johnny), Haley Morrison (Adolescente), Ian Wallace (Professor), Lindsay Pulsipher (Tara), William Samples (Anton), Lori Petty (Judith)
Sinopse: Uma garota de treze anos é sequestrada e mantida em um porão com o jovem filho de um casal assustador. Durante o convívío no cativeiro, os dois jovens desenvolvem um relacionamento especial e tentam escapar do que estaria por vir...
Esse episódio pode não ser o melhor dos 13 (e não é), mas com certeza é um dos mais sombrios, com um clima pesado e macabro desde o início. Várias cenas soltas são colocadas na tela até que a gente saiba qual é realmente a história, o que aconteceu àquela família de apreciadores(e compositores) de música clássica cuja mãe é vivida pela atriz Lori Petty (,B>Tank Girl)...
Jonathan é um garoto que no dia de seu aniversário de 15 anos morre afogado em um lago perto de sua casa. Os pais vêem tudo acontecer e não podem fazer nada por não saberem nadar. Como ele era filho único e muito amado, eles ficam desesperados e também inconformados com a situação e decidem fazer um pacto para terem seu filho de volta. Durante 12 anos, uma pessoa jovem seria morta pelo próprio Jonathan em um porão. A cada ano e pessoa sacrificada mais ele aparentaria ser humano de novo. O filme começa no décimo segundo ano, quando falta apenas mais uma vítima a ser sacrificada, e logo nas cenas iniciais(depois das cenas da ressurreição de Jonathan) vemos em fotos quem foi o escolhido esse ano...na verdade uma menina bem atraente, chamada Tara, o que nos dá o primeiro furo do filme pois a menina é tratada como se fosse feia ou estranha o que não é verdade em momento algum, e pior: seria virgem e nunca teria dado nem um beijo na boca. Eu já beijei muitas piores que ela, principalmente bêbado, mas é...hmm...vamos voltar à história...
O pai de Jonathan é o encarregado de capturar as vítimas, no caso de Tara isso é bem simples porque ela vai sempre de bicicleta para casa num caminho bem sinistro. Acontece uma cena de atropelamento muito bem feita, coisa que os americanos se especializaram em tornar o mais real possível vide “O Apanhador de Sonhos” e “Kingdom Hospital” (ambos de Stephen King, que gosta de reviver seu drama pessoal) e Tara é levada até à sinistra mansão da família. Jonathan reluta em participar nos sacrifícios e tenta se matar assim que ela é colocada no porão. Porque ele não tentou isso antes? Porque sua família o droga constantemente com algo que o faz perder a memória.


Em várias partes do porão são encontradas frases avisando sobre algo que estaria para despertar, mensagens para que as pessoas fujam, o que cria toda uma tensão e ansiedade em saber o que estaria por vir. O que seria o “faired-hair child” do título e qual sua ligação com Jonathan? A resposta para essa pergunta é assustadora.
O epidódio é dirigido de forma correta até demais, levando-se em conta que o filme anterior do diretor foi o péssimo “MedoPontoCom”, a fotografia e a música são perfeitas, as atuações são boas e há um pouco de gore bem exagerado (do jeito que gostamos, atenção para uma certa janela perto do fim). O clima de medo é constante até a hora do final que se é previsível de certa forma tem alguns detalhes bem sinistros. Um bom exemplar da série, fico imaginando a mesma história contada por Tim Burton como ficaria, esse episódio é a cara dele.
HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    
Antonio R. Filho
EPISÓDIO 10 - CRIATURA MALIGNA (Sick Girl)
Direção: Lucky McKee
Roteiro: Lucky McKee, Sean Hood
Elenco: Mike Mckee, Erin Brown, Angela Bettis, Jesse Hlubik, Marcia Bennett, Chandra Berg, Teach Grant
Sinopse: Ângela Bettis, especialista em insetos, certo dia ela recebe um pacote vindo do Brasil, contendo um misterioso inseto. Ao mesmo tempo, ela envolve-se numa tórrida relação lésbica com a sexy Misty Falls. Os fascínios exóticos, que ela estuda com a dedicação de uma mãe, logo sede ao terror, quando o inseto entra em processo de mutação, quando revelando uma faceta demoníaca que aterroriza a dupla de mulheres.

"Sick Girl" é o episódio trash da série. O problema é: como fazer um filme trash com um orçamento tão gordo? Não dá. Mas até que a história diverte caso não sejamos exigentes demais, até porque a direção é do menos "Master" dos 13 convidados da primeira temporada. Apesar de que era para o episódio ter sido dirigido pelo mestre Roger Corman.
Uma entomologista (cientista que estuda os insetos) lésbica e que não dá sorte em
seus relacionamentos, principalmente por sua casa viver cheia de insetos, é objeto de adoração de uma estudante (Misty Falls) que vive sentada em frente à sua sala no Museu onde trabalha, desenhando. Um pacote que ela recebe, vindo do Brasil, com um inseto extremamente agressivo vai mudar sua vida para sempre. O inseto acaba fugindo e durante um jantar romântico onde elas acabam transando Misty é picada pelo inseto e acaba sofrendo metamorfoses.



O episódio tem algumas piadas bobinhas, como a cientista ter um livro na casa dela com o título "Sex, bugs and rock 'n roll", ou ela estar almoçando com um amigo que também lida com insetos e acharem um besouro na comida e ao invés de acharem ruim, ficam discutindo de que país o bicho é enquanto as outras pessoas saem correndo com nojo. Enquanto perde tempo com isso e com muitas cenas de romance ou brigas de vizinhos sobra pouco para a parte de terror que só começa mesmo quando Misty começa a mudar o comportamento e a orelha começa a estourar de tão podre.



A música inicial é bem legal, Angela Bettis (que também esteve em "May", do mesmo diretor) tem uma atuação propositadamente exagerada/afetada o que pode parecer estranho para alguns. Misty Falls é interpretada por Erin Brown, que na verdade é Misty Mundae, que fez vários filmes eróticos com mulheres. Vários desses filmes também são de fantasia, então vale a pena ver a filmografia da moça (linda, por sinal) aqui:



HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    
Antonio R. Filho
EPISÓDIO 11 - ESTRADA DA MORTE (Pick me Up)
Direção: Larry Cohen

Elenco: Fairuza Balk, Warren Kole, Michael Moriarty
Sinopse: Em uma estrada desolada, um ônibus quebra e seus passageiros não tem para onde ir. É então que surgem Wheller (Michael Moriarty) , um serial killer que mata caronistas, e Walker (Warren Kole), um caronista que mata aqueles que lhe oferecem carona. Pegos de surpresa estre estes dois tipos que circulam entre a morte e a destruição, os passageiros não podem confiar em ninguém e terão que escolher muito bem seus aliados, ou se tornarão mais uma vítima deste bizarro jogo mortal.

Ônibus com 5 passageiros quebra num local meio deserto e mulher (a feiosa Fairuza Balk, de “Jovens Bruxas”) decide se separar do grupo que viajava com ela e ir sozinha a pé até o hotel que fica um pouco distante do local. Um caminhão muito suspeito chega perto do ônibus, com um também muito suspeito motorista, com o episódio caminhando então para um previsível slasher cheio de vítimas esquartejadas. Será?




Um casal decide pegar carona com o caminhoneiro (o ótimo Kole, que fez o papel de Harry Potter em “Troll”), os outros dois desconfiam dele e preferem ficar esperando outra carona junto do motorista do ônibus. Durante a viagem ele começa a falar que é um psicopata e o casal acha que ele está brincando. Enquanto isso começa a escurecer e ninguém passa para dar carona aos outros passageiros, e um andarilho adorador de cobras junta-se a eles, se mostrando um serial killer também. Os dois assassinos acabam se esbarrando e disputando a vítima em comum: a mulher que não pegou carona e nem ficou no ônibus.



Parece uma idéia simples, mas não lembro de nenhum filme que eu tenha visto onde existissem dois assassinos duelando para ver quem ficava com as vítimas. Houve algo parecido com Freddy Vs Jason , mas não foi tratado seriamente, então achei a idéia bem original. Os diálogos entre os dois são muito interessantes, há um bom, nível de gore e termina com um belo final surpresa.



Boa diversão de um diretor que já fez muitos filmes divertidos no passado (reparem na brincadeira com o filme “a ambulância”).



HISTÓRIA:    
GORE:    
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DIVERSÃO:    
Antonio R. Filho




EPISÓDIO 12 - A TERRÍVEL HISTÓRIA DE HAECKEL (Haeckel's Tale)
Direção: John McNaughton

Elenco: Gerard Plunkett, Steve Bacic, Derek Cecil
Sinopse: Baseado no conto de Clive Barker, este filme de terror picante conta a terrível história de Haeckel, um jovem estudante de medicina que acredita ser capaz de ressussitar os mortos. Perdido numa noite chuvosa, próximo a um cemitério, Haeckel encontra um velho sinistro que lhe oferece abrigo, junto a sua jovem esposa. Quando ela sai para a sombria floresta que cerca a cabana, Haeckel recebe a instrução de não segui-la, haja o que houver. Mas ouvindo gemidos e urros sombrios, Haeckel desobedece o seu anfitrião e se torna parte de uma terrível orgia de zumbis.

Assim que acaba a abertura da série aparece a frase “In association with George Romero”... além disso a (ótima) história é de Clive Barker (publicada na antologia “Dark Delicacies”), o que já nos deixa ansioso para saber o que vem por aí. E pode acreditar que é coisa boa.
Homem que acaba de ficar viúvo visita uma “necromancer” chamada Miss Carnation, perguntando se é verdade que ela consegue ressuscitar os mortos. Ela desconversa e diz que não faria isso por ninguém, e conta a ele a tal história de Haeckel, um estudante de medicina cético, ateu e arrogante que tem uma verdadeira obsessão em vencer a morte, trazer alguém de volta à vida mas suas experiências, baseadas no trabalho do dr. Frankenstein, são um fracasso.
Um dia ele resolve ver o show de um “necromante” que faz voltar à vida um cachorro morto na sua frente e começa a acreditar um pouco mais no sobrenatural. Mas é obrigado a interromper tudo pois seu pai adoece mortalmente e quer vê-lo antes de morrer. No meio do caminho ele descansa próximo a um cemitério quando um velho diz a ele que ali não é seguro e oferece sua casa para Haeckel passar a noite.



O velho possui uma esposa linda, Elise, por quem Haeckel logo se interessa, mas ela tem manias estranhas, como ficar olhando toda hora para o cemitério como se procurasse algo. E o que ele descobre sobre ela é algo que nunca sonharia...



Zumbis e necrofilia numa das histórias mais macabras de toda a série. Não há humor em momento algum, e a ótima direção passa um clima tenso e mórbido a todo instante. Um dos melhores episódios da série inteira, feito pelo diretor de “Henry: Retrato de um Assassino”, que teve que substituir ninguém menos que George Romero e não fez feio.



HISTÓRIA:    
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Antonio R. Filho










EPISÓDIO 13 - MARCAS DO TERROR (Imprint)
Direção: Takashi Miike

Elenco: Billy Drago, Youki Kudoh, Michie Itô, Toshie Negishi, Shimako Iwai
Sinopse: Esperando encontrar o amor que deixou para trás, um jornalista segue à sua procura em uma ilha sombria em meio a um grupo de Prostitutas. Ao passear a noite com uma mulher exótica, ele vai, aos poucos desvendando histórias terríveis sobre a vida dela e acaba descobrindo que o que aconteceu a sua amada é algo de uma crueldade sem precedentes, algo muito pior do que ele poderia imaginar.

Fechando com chave de ouro, o episódio mais polêmico da primeira temporada: "Marcas do Terror" (Imprint) do não menos polêmico diretor Takeshi Miike, autor de obras como o aterrador "Audition" e o ultra-violento "Ichi, the Killer". Detalhes como fetos mortos, incesto, gore em excesso, torturas bem explícitas e uma série de bizarrices fizeram com que o episódio fosse banido das tvs americanas, o que foi uma decisão acertada já que realmente possui cenas fortes demais para o horário em que a série passava. É difícil ver sem ficar perturbado com uma ou outra cena, por mais que a pessoa que assiste já tenha visto filmes chocantes porque esse ultrapassa vários limites. É o meu preferido da primeira temporada e um dos 5 melhores "filmes" de horror que vi esse ano.
Miike conseguiu seu objetivo de assustar as pessoas e não é raro ouvir comentários sobre o episódio do tipo "não consigo tirar tal cena da cabeça", ou "aquela cena eu não consegui ficar olhando". a verdade é que ninguém fica indiferente seja elogiando ou criticando. Sem contar que um filme com Billy Drago é garantia de ao menos algumas risadas pelas suas tentativas de atuar, chega a dar dó o seu esforço em vão...



Ele é um americano que vai ao Japão a um prostíbulo secreto, que só dá pra chegar de barco através de um rio coberto de corpos apodrecidos. Chegando lá ele procura por uma garota chamada "Komomo" mas a dona do lugar, depois de hesitar um pouco, diz que nunca ouviu falar nesse nome. Como ele não tem como ir embora na mesma noite, a dona do lugar oferece uma "prima" a ele, que escolhe uma que ele tinha visto sendo maltratada há pouco e que ele acaba descobrindo que tem uma deformidade no rosto. A garota acaba contando a ele que conheceu Komomo mas que ela se enforcou há algum tempo atrás, o que faz Billy Drago dar o melhor "oh, god damned" da história do cinema. E pior, ainda fica sabendo que ela se matou por que ficou esperando por ele que nunca chegava. Já é de muito mal gosto simpatizar com alguém feio como o Drago, matar-se por ele, então, é impossível. Deve ter algo de errado nessa história.



A menina deformada passa então a contar a história da vida dela. O pai era doente e a mãe, parteira, é que sustentava a casa numa vila bem pobre. Após a morte do pai ela é adotada e depois prostituída nessa ilha, onde somente Komomo é boa para ela. As outras invejavam Komomo, e um dia, acusada de roubo de uma jóia ela, é torturada para que confesse o roubo, que não cometeu. É quando começa a sessão de torturas que só poderia sair da mente de Miike. De tanto sofrer e esperar o Drago em vão ela se mata enforcada. Mas...seria essa a verdade? Não. Por incrível que pareça a verdade é ainda mais cruel.



Também merecem comentários a linda fotografia e os efeitos sonoros que chegam a ser angustiantes. Uma pena que Miike tenha sido descartado para a segunda temporada (porque será?), vai ser difícil algo chegar perto disso em muitos aspectos. Pior pra nós que temos que agüentar episódios de diretores bem menos talentosos, que de mestres não tem nada. Se ainda não viu, não perca tempo: "Marcas do Terror" é o mais perto do cinema extremo que essa série poderia chegar.



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Antonio R. Filho