(30/05/03) ESTRÉIA!! A sinopse oficial do filme:"Cinco jovens se inscrevem para viverem juntos numa casa por seis meses e todos os seus movimentos são gravados por inúmeras câmeras e transmitidos para todo o país. O prêmio é de 1 milhão de dólares. Cada um deles tem um motivo para estar ali: fama, dinheiro, aventura… Apesar do formato desse tipo de programa ser bem conhecido, nessa casa as regras são um pouco diferentes: se um deles sair da casa, todos perdem. É por isso que esse reality show acaba se tornando um verdadeiro teste moral. Quando o estimado avô de Danny morre, a ambição do rapaz será maior que o amor que sentia por ele? Por que Emma, que é tão apavorada, continua ali depois de encontrar sangue em seu travesseiro? Que segredos obscuros essa casa abriga para fazer com que se sintam como se estivessem sendo observados por algo mais que um milhão de pares de olhos?" CRÍTICAS: Ainda há vida inteligente no moderno cinema de horror!!!! E, finalmente, vi um dos filmes da nova safra que não me deixou indignado!!!!! Trata-se de O OLHO QUE TUDO VÊ, uma produção que mistura um caldeirão de referências (A BRUXA DE BLAIR, OITO MILÍMETROS, A CASA DA COLINA...) e, surpreendentemente, adiciona um toque de originalidade, mantendo a atenção do espectador desde o começo até o fim. Na verdade, o filme me lembrou misteriosamente um obscuro filme de horror lançado nos últimos anos, diretamente em vídeo, chamado KOLOBOS, que pouca gente deve ter visto (mas também é muito bom, recomendo). Nesta produção obscura, alguns jovens são reunidos em uma casa com a desculpa de estrelarem uma produção cinematográfica. Logo percebem que estão presos no local, há câmeras por todos os lados e alguém começa a matá-los um por um. Em O OLHO QUE TUDO VÊ, o grande mérito é que o espectador sabe tanto (ou menos ainda) que os personagens, ou seja, fica totalmente "no escuro" até os 15 minutos finais. Tudo começa com um close no monitor de um computador onde há uma propaganda sobre um reality show que se passa em uma casa isolada. Cinco pessoas devem ficar lá por seis meses e ganharão um milhão de dólares caso ninguém deixe a casa. Trata-se de um casarão no meio do nada, cercado pela neve, onde cinco estranhos são colocados para viver uma espécie de Big Brother. O grande lance é que não há enrolação, como em "A Bruxa de Blair" (onde mais de meia hora do filme é papo furado para tornar a duração maior). Logo nos primeiros minutos, em uma sucessão de imagens, temos um resumo dos seis meses de permanência dos jovens dentro da casa, e quando o filme realmente começa parece que faltam poucos dias para o jogo acabar... É quando coisas misteriosas começam a acontecer. Primeiro, o aquecedor falha. Depois, a produção do programa deixa de mandar comida para a casa. E, finalmente, misteriosos detalhes do passado de cada participante vem à tona, tentando convencê-los a deixar a casa. Outro grande mérito do filme é nunca deixar claro (até o final) o que é realidade, o que é sacanagem dos próprios participantes do reality show e o que é armação dos organizadores do programa para tentar fazer algum deles deixar a casa - e perder o prêmio. Neste aspecto, o filme lembra o excelente VIDAS EM JOGO, de David Fincher: nunca sabemos o que é real e o que faz parte da produção do programa... O OLHO QUE TUDO VÊ tem outro detalhe interessante: para dar aquele clima de "Big Brother" ou "Casa dos Artistas", todas as cenas que vemos são filmadas pelas câmeras espalhadas no interior da casa (às vezes, uma mesma cena é mostrada de vários ângulos diferentes). Sem contar que isso dá um tom sinistro ao filme, pois é como se um misterioso personagem estivesse o tempo todo espreitando suas vítimas... O melhor mesmo é contar o mínimo possível sobre a história para que cada um tire suas próprias conclusões e tenha umas boas surpresas durante a projeção. Mas já vou adiantando que o final surpreendente (bem, na verdade é um final que até poderia ser esperado, mas EU não esperava) vai agradar a alguns e desagradar a outros... Entretanto, trata-se de uma saída criativa e, ao mesmo tempo, assustadora, pois tenta nos fazer acreditar que no mundo de hoje há pessoas que realmente fazem TUDO por dinheiro. Veja com seus próprios olhos. Felipe M. Guerra COTAÇÃO: CURIOSIDADES:
“Marc é incrivelmente bom com atores, é experiente e tinha confiança o bastante para aceitar tal desafio”.
Eles levaram o projeto à WT2 porque, como explica a produtora, “a equipe de desenvolvimento de lá é incrível, eles têm uma excelente distribuição internacional e a companhia está sempre aberta para idéias originais. O currículo deles diz tudo”. E a WT2 imediatamente acenou-lhes com a luz verde. O Produtor Alan Greenspan afirma: “Tim Bevan (co-presidente da Working Title) e sua equipe deram todo o apoio e compreenderam a importância de fazer com que este filme fosse realizado prontamente”. Marc Evans acrescenta: “O fato de a WT2 se interessar pelo projeto não me surpreendeu porque eles são conhecidos por encorajar produções experimentais e inovadoras. Como diretor, isso é um presente incrível!”. O processo de escalação de O OLHO QUE TUDO VÊ foi de uma importância particular, dada a natureza singular do filme: era preciso escolher cinco atores talentosos, mas desconhecidos, na faixa dos 20 anos, que se sentissem à vontade com câmeras de última geração escondidas em vários pontos e em formato digital, que passassem sete semanas na costa leste do Canadá durante uma primavera particularmente fria e vivendo uma história que, de várias formas, reflete a realidade da situação deles. Este projeto também significou pedir a cinco jovens talentos que trabalhassem de um jeito diferente de tudo o que fizeram antes. Em termos de atuação, não precisaram prestar atenção às marcações nem ângulos de câmera. Na verdade, na maioria das vezes, não havia câmeras visíveis para os atores. Para que tudo saísse a contento, os atores tiveram que confiar plenamente em Marc Evans.
“Antes de começarmos a escalação, falamos que Emma tinha que ter a essência de Mia Farrow em O BEBÊ DE ROSEMARY e, quando Laura Regan apareceu nos testes, percebemos que ali estava a nossa Emma!”. Sabendo que esse seria o papel mais difícil de escalar, Jane Villiers acrescenta: “Laura é uma atriz bastante introspectiva e isso era perfeito para Emma, porque a caracterização tem a ver com os movimentos e a expressão facial dela. Laura realizou tudo isso belamente!”.
Até Jennifer Sky, atriz das séries Xena, General Hospital e Buffy, a Caça-Vampiros, aparecer e fazer o teste. “Ficamos aliviados porque ela era a Charlie em pessoa! Estava no seu olhar, na sua personalidade e no seu talento de atriz!”, descreve a Produtora Jane Villiers. A personagem de Emma se mostra assustada durante grande parte do filme, embora não dê pistas do motivo para tal comportamento. É um papel difícil e era essencial que a atriz traduzisse todo o medo e mistério o mais sutilmente possível. ![]() ![]() Nascido e criado em Manhattan, Stephen O’Reilly não era um candidato em potencial para Danny, o garoto introvertido e esquisito do interior, mas os cineastas queriam o que não era visível. Jane Villiers explica: “Queríamos alguém que tivesse seu estilo próprio de sabedoria, que fosse diferente dos outros personagens, e Steve tinha tudo isso na manga!”. O próprio Stephen O’ Reilly descreve: “Vejo Danny como um cara basicamente muito bom e que foi excluído das relações em sua vida. Como resultado, ele buscou um comportamento tímido e esquisito, que o impede de se comunicar com os outros. Tragicamente, até mesmo nesse novo ambiente ele se vê alienado do resto do grupo”. Por sua vez, Matt é um cara descrito como “tipicamente americano”, bonito, assertivo e gentil. O Produtor Alan Greenspan explica que “Sean CW Johnson era perfeito para esse papel porque personifica as principais qualidades de liderança e as equilibra com um certo grau de mistério, que faz juz à complexidade do papel”. Sean Johnson sentiu-se “atraído ao desafio da introspecção e da auto-exploração através desse personagem”.
Sejamos sinceros: há um voyeur em todos nós. Estamos na era do Big Brother e do Survivor. O público declarou que está interessado nas implicações psicológicas de ser mantido sob pressão e ser observado 24 horas por dia. Está óbvio que a idéia do voyeurismo ao extremo é a próxima fronteira. Mas há um lado obscuro nessa fascinação — e é a partir disso que surgiu a idéia de O OLHO QUE TUDO VÊ. O ator Kris Lemche resume sua visão sobre a história: “Com telefones, internet, fax e TV, o mundo se tornou uma enorme tribo: nada é sagrado. Quando todas as formas de comunicação com o mundo externo são proibidas e o grupo fica reduzido a cinco pessoas, a realidade de cada um deles torna-se a realidade do outro. Assim, a paranóia de um pode ser transferida a todos os outros rapidamente”.
Com um cronograma de seis semanas de filmagens dentro da casa, eles simplesmente não acreditaram que podiam manter o controle do que precisariam para se manter em locação. Após conversas preliminares com o diretor e o produtor, o Desenhista de Produção Crispian Sallis começou o processo de desenho no papel. Em seguida, criou enormes modelos em papelão — e os três profissionais chegaram rapidamente às soluções de design. A exigência principal era dar ao filme um sexto personagem na forma da casa. Devido à ação absorvida por câmeras digitais de última geração — que pega todos os movimentos que os personagens fazem, todos os cantos e todos os ângulos de cada aposento —, o espectador sente que a casa tem olhos, literalmente. O Desenhista de Produção Crispian Sallis explica: “Precisávamos criar um ambiente que tivesse a sua própria personalidade. A casa tinha que se explicar sozinha através de detalhes, formas, luzes e cantos”. ![]() Cada armário e cada canto tinha que parecer real para dar autenticidade ao fato de ela ser um personagem adicional. Ela foi construída “geograficamente correta”, no sentido de que funcionava como uma casa de verdade, tanto do lado de dentro como no de fora. Três andares completos com água corrente e eletricidade, cinco quartos, um porão e uma sala de jogos. Até mesmo o freezer podia ser controlado a 18 graus negativos para que a respiração dos atores pudesse ser vista. Esse tipo de realismo dava continuidade às tomadas e também ajudava a manter uma certa pureza na situação dos cinco atores. Sean CW Johnson explica: “A casa influenciou muito o nosso comportamento porque ela não parecia um cenário. Ela parece um chalé velho e abandonado com animais embalsamados nas paredes e com um estranho ar de lar”. A construção da casa levou oito semanas e o Desenhista de Produção Crispian Sallis declara orgulhosamente que ele e sua equipe de profissionais criativos se dedicaram a todo o processo com amor. Para ele, a recompensa por todo esse trabalho árduo veio quando os personagens abriram a porta. “Eles entram na casa como se fossem Alice pisando no País das Maravilhas”, resume ele. ![]() (09/05/03) Mais algumas imagens (escuras...estão mais para o olho que nada vê...) do Big Brother infernal que terá sua estréia no dia 30 de maio: ![]() ![]() ![]() ![]() Seis pessoas são escolhidas para participar de um reality show com exibição pela internet através de centenas de pequenas câmeras. O local: uma casa isolada. O objetivo: ganhar 1 milhão de dólares. O problema: se um deles abandonar o jogo, todos perdem. O terror: um forasteiro decide visitá-los e os kits de sobrevivência são trocados. Imagine um Big Brother com aparência de Bruxa de Blair, recheado com muito sangue e sustos. Seria muito fácil imaginar se esta produção, sucesso do Festival de Edinburgh de 2002, fosse americana, mas, para nosso delírio e satisfação, não é. Trata-se de uma produção inglesa/canadense, com atores desconhecidos, muita originalidade e repleta de surpresas. Filmado com câmeras de reality show, com ângulos ortodoxos, o filme tem início com a seleção dos jovens através de uma entrevista e, depois da chegada à morada, há um salto de quase seis meses no tempo para que possamos acompanhar os últimos dias de confinamento dos jovens. E a partir daí, o filme mostra porque arrecada elogios por onde quer que seja exibido. A UIP adquiriu os direitos de exibição do filmes nos cinemas e já está prometendo a estréia para 30 de maio. ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
Diretor: Marc Evans Distribuidora: UIP/Universal Estréia no Brasil: 30 de maio de 2003 |