Edward Burns
Shannyn Sossamon
Azura Skye
Ana Claudia Talancón
Ray Wise
Rhoda Griffis
Margaret Cho
Jessica Brown
Johnny Lewis
ROTEIRO
Andrew Klavan Yasushi Akimoto Minako Daira
PRODUÇÃO EXECUTIVA
Timothy M. Bourne Shinya Egawa Josef Lautenschlager Andreas Thiesmeyer
FOTOGRAFIA
Glen MacPherson
EDIÇÃO
Steve Mirkovich
ESTRÉIA:
4 de janeiro de 2008 (EUA) 18 de abril de 2008 (Brasil)
DISTRIBUIDORA:
Warner Bros
Comentários:
"eu, pessoalmente, prefiro o japones. assisti o trailler e é uma cópia muito mal feita do original!
" (Simone)
"O filme é bom sim melhor do que a produção asiatica!!
" (Luiz)
"o filme está sendo esculachado pela mídia internacional.. e não deve ser diferente aqui.. não ta com cara de ser bom
" (Bernardo)
"ah é sofrível qndo fazem remakes de filmes orientais, ja fizeram cagada fazendo remake do "the eye" por exemplo, que ficou uma porcaria! ô gentinha sem criatividade...bom,mas nao posso tirar conclusões precipitadas antes de assistir. ...e viva os originais!
" (aline)
"Mais uma versão americana está por vir, espero
não ser deceocionado.O filme do Miike é ótimo.
" (Kenny)
"Parece bom , vou dar uma conferida
" (JigSaw)
"O original se chama "Chakunshi Ari"... e eu tenho
aqui em casa... o filme é muito doido! Os três na verdade... espero
que este seja bom, afinal, o trailer é legal , e se for a mesma bomba que
foi o filme "Pulse" os americanos estão perdidos... hehehe
" (Thiago Barroso)
"Nossa este filme parece ser de +
" (Mário)
UMA CHAMADA PERDIDA (One Missed Call)
Beth Raymond está traumatizada depois que ela testemunha a morte assustadora de dois amigos. Ainda mais perturbada pelo fato deles terem recebido uma estranha mensagem de voz no telefone celular - com a gravação de seus últimos momentos de vida - dois dias antes da tragédia, anunciando a data e a hora exata em que iriam morrer. A polícia acredita que Beth é lunática, menos o detetive Jack Andrews, que teve uma irmã morta num bizarro acidente e que possui muita similaridade com o ocorrido com os amigos da jovem. Juntos, Beth e Jack se unem para descobrir os mistérios que escondem as estranhas ligações...
CRÍTICAS
Sabe quando você tem alguém sofrendo de doença grave na sua família ou em seu círculo de amizades? É comum falar pouco sobre o caso e tentar esconder a realidade do próprio doente e das pessoas ao seu redor, para que ninguém saiba da gravidade do problema e também para não constranger o doente em questão. Foi mais ou menos assim que me senti ao final da sessão de UMA CHAMADA PERDIDA, o remake norte-americano de um filmaço japonês - aqui rebatizado LIGAÇÃO PERDIDA - dirigido pelo cineasta cult Takashi Miike em 2003.
Se você procurar no Orkut, por exemplo, encontrará pouquíssimos comentários sobre o filme. Numa busca no Google, chegará a pouquíssimas páginas com críticas referentes a ele. Até aqui na Boca do Inferno este remake foi varrido para baixo do tapete: nenhum artigo ou crítica sobre ele. Enfim, ninguém parece muito confortável de falar sobre o filme, lembrando aqueles casos mais complicados de doença na família, onde ninguém gosta de falar sobre o problema, de tão grave que ele é.
Não é para menos: na mesma linha de IMAGENS DO ALÉM (o pavoroso remake do excelente SHUTTER/ESPÍRITOS), UMA CHAMADA PERDIDA é tão ruim que chega a insultar a inteligência do espectador. E você já tem uma idéia do naipe da adaptação quando percebe que o original tem quase duas horas de duração, e esta refilmagem mal atinge uma hora e meia! Ou seja: a história que Miike contou com toda a calma e levando o tempo necessário para desenvolver, o diretor (?) francês Eric Valette (do fraco MALÉFIQUE, de 2002) atropela em meros 87 minutos repletos de efeitos especiais computadorizados, sem conseguir causar medo, tensão, suspense ou coisa que o valha - na verdade, a única sensação que o espectador sente é raiva!
Para quem já viu o original, este remake mais parecerá um resumão, com a trama toda mastigadinha para aqueles que têm preguiça de pensar. Isso inclui todo tipo de diálogos expositivos (os personagens principais passam o filme todo “recapitulando” a história, como se o espectador fosse burro e não estivesse acompanhando a investigação deles), e também efeitos especiais bagaceiros que jogam na tela tudo o que o filme japonês apenas sugeria. Prepare-se para ver mais uma fantasminha digital à la Samara no remake O CHAMADO, dirigido por Gore Verbinski... O que esse povo tem contra maquiagem pura e simples, afinal?
A trama continua a mesma do filme de Miike: um grupo de universitários é aterrorizado por misteriosas ligações telefônicas, que chegam anunciadas como “chamadas perdidas”, e disparam, em seus celulares, um “ringtone” macabro em forma de cantiga infantil (detalhe: os caras estragaram até esse detalhe, criando uma nova ao invés de usar a mesma música tétrica do original!). Quando o sujeito vai ver o que é a tal chamada perdida, se depara com uma mensagem de voz enviada por ele mesmo três dias no futuro (!!!), e que traz a gravação do momento exato de sua morte! Quando chega o dia e a hora anunciados na mensagem, a morte se consuma exatamente da maneira que estava gravada, o que rendia os melhores momentos do original (mas não os deste remake).
O prólogo completamente imbecil mostra uma das vítimas da maldição sendo morta por uma fantasmagórica mão que sai de um laguinho, e logo em seguida o fantasma mata também o gato de estimação da vítima, o que me leva a questionar se o bichano tinha seu próprio telefone celular...
Sem mais delongas, somos apresentados à universitária Beth Raymond (a péssima Shannyn Sossamon, que já havia me tirado do sério em CATACUMBAS) e seus amigos toscos e mal-desenvolvidos, que pelos próximos minutos morrerão vítimas da maldição que vem pelo celular. Quando a própria Beth recebe a ligação maldita, e descobre que tem pouco tempo de vida, passa a investigar o fenômeno (o que seus finados amigos não tiveram intenção de fazer, diga-se de passagem), acompanhada pelo detetive Jack Andrews (Edward Burns, que, quem diria, já foi um ator sério).
É claro que o mistério por trás das chamadas perdidas envolve mais um fantasminha vingativo típico do cinema oriental - e que não cola num filme ocidental de horror, considerando que no Japão pelo menos eles têm a crença de que “alguém que morre tomado por extrema raiva dá origem a uma maldição”, mas aqui isso não existe. A identidade do fantasma e sua motivação, a origem das chamadas e do “ringtone” macabro e até a explicação para as balas encontradas na boca das vítimas seguem fielmente o roteiro do filme de Miike; logo, não há nada de muito novo para ver.
As únicas mudanças que o roteirista Andrew Klavan incluiu na história foram um mal-explicado incêndio num hospital (que de certa forma serve de ponto de partida para a maldição), uma conclusão diferente (e muito ruim, diga-se de passagem, já que não respeita a lógica do próprio roteiro) e o fato de as pessoas que recebem os telefonemas passarem os últimos dias de vida sofrendo com macabras alucinações (O CHAMADO, alguém?). Essa última mudança, vale destacar, só existe para dar trabalho ao departamento de efeitos especiais, que criou pavorosas (no mau sentido) criaturas em computação gráfica para supostamente dar medo no espectador. Mas, se você tiver mais de 12 anos de idade, só vai conseguir cair na gargalhada e se sentir um completo imbecil ao ver coisas como um bebê demoníaco e sorridente com um telefone celular na mão!
A única cena digna de nota do filme todo é aquela onde uma garota amaldiçoada vê as imagens religiosas no interior de uma igreja ganharem feições demoníacas. E só. Todas as outras cenas são versões pioradas do original japonês. Conseguiram até estragar o ponto alto do filme de Miike, aquele em que uma das garotas que recebeu o telefonema participa de um programa de TV ao vivo que testará a veracidade da maldição. E quando eu disse que este remake insultava a inteligência do espectador, não estava brincando: sem talento para contar a história, o diretor (?) Valette insiste em sustos falsos (seguidos do tradicional TCHAM!) a cada cinco minutos, principalmente cenas em que alguém surge de surpresa por trás da personagem principal sem avisar (quem faz isso na vida real?).
E se no original o personagem do policial perdia o emprego por ficar obcecado com a investigação das chamadas sobrenaturais, aqui, em um novo insulto à inteligência do espectador, o detetive Andrews tem todo o tempo do mundo para sair do seu trabalho, deixar outras investigações de lado e acompanhar a mocinha para lá e para cá, sem nem ao menos ouvir uma carraspana de seus superiores. Assim é fácil, não?
Enfim, depois que os estúdios norte-americanos estragaram SHUTTER/ESPÍRITOS, THE EYE - A HERANÇA e agora UMA CHAMADA PERDIDA, qual será a próxima atrocidade que eles irão nos empurrar goela abaixo? Um remake de BATTLE ROYALE? Ou talvez uma versão censura livre da trilogia da vingança do sul-coreano Chan-wook Park? Incrível como esta gente que só pensa em dinheiro tenta compensar a sua falta de idéias arruinando as boas idéias dos outros... O pior é que os caras capricham mais nos cartazes dos seus remakes do que nos próprios filmes, já que o pôster de UMA CHAMADA PERDIDA é mais interessante e macabro que a obra em si!
O mais irônico é que, numa entrevista na véspera do lançamento, o diretor (?) Valette contou que proibiu o elenco de assistir ao original de Takashi Miike, e ele próprio preferiu não vê-lo, já que queria fazer sua própria versão da trama. Sorte dele, pois, caso contrário, os envolvidos nessa tragédia, incluindo ele mesmo, iriam perceber a enrascada em que estavam metidos e abandonariam a produção antes de filmar qualquer coisa. Se bem que, para o espectador, seria muito melhor se isso tivesse acontecido...
HISTÓRIA: (por ser a mesma do original) GORE: EFEITOS: DIVERSÃO:
(14/03/08)Uma Chamada Perdida teve sua estréia adiada no Brasil para 18 de abril. Confira o hot site da Warner, com o trailer legendado e imagens do filme.(15/02/08) O trailer de One Missed Call já está sendo exibido nos cinemas brasileiros com a cópia do filme Cloverfield - Monstro. O título nacional escolhido é o mais justo: Uma Chamada Perdida. A estréia está marcada para 29 de fevereiro.(28/12/07) O site IESB.NET está disponibilizando 5 clipes do filme. Para conferi-los, clique aqui.(14/12/07) As boas imagens estão surgindo...Confira três novas divulgadas no site Bloody Disgusting:
(07/12/07) Quatro imagens, o Site Oficial e um clipe do filme, divulgados no site UHM e no Bloody Disgusting. Trata-se de uma assustadora cena de exorcismo, que poderia deixar Linda Blair com um frio no estômago:
(02/11/07) Sem muito destaque, confira novas imagens do filme:
(29/09/07) O primeiro cartaz do filme One Missed Call, remake da produção japonesa de Takashi Miike, de 2003, lançada no Brasil como Ligação Perdida, foi divulgado essa semana, conforme você observa no alto da tela.
O infernauta também pode conferir neste link o primeiro trailer do longa.
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