Os Outros

The Others


Nicole Kidman em um filme assustador...


O filme se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Uma mulher chamada Grace (Nicole Kidman) se muda para uma mansão numa ilha isolada para cuidar de seus dois filhos doentes, enquanto seu marido luta na guerra. Quanto mais ela fica na casa, mais ela descobre que há outros ocupantes na ilha. Mas nem todos são humanos.
COMENTÁRIOS

"O sensacional diretor espanhol alejandro amenabar prova q é possivel fazer filmes inteligentes e instigantes em hollywood,sem deixar de lado o brilhantismo q lhe é caracteristico "
Natasha

NOTA:
"Esse filme é magnifico, o final surpreende mesmo, entre ele eo sexto sentido (muito bom tb), prefiro os outros "
Renato Luiz

NOTA:
"Um filme sensacional,um dos poucos atualmente que realmente assusta e convence,mas o grande destaque é o seu fim,realmente surpreendente.... "
Felipe Foralozzo

NOTA:
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CRÍTICAS:

"Os Outros" é O filme. Os outros são apenas os outros.

Se você não assistiu à obra "Os Outros" (The Others), escrito e dirigido por Alejandro Amenábar, com Nicole Kidman no papel principal, você tem - logo de cara - três tarefas urgentes e inadiáveis:

Primeira Tarefa: Pegar o jornal mais próximo, ver a relação de salas que estão exibindo o filme, escolher uma e correr para lá. Faça isso, mas antes, leia as duas outras tarefas.
Segunda Tarefa: Ignore toda e qualquer crítica e comentário de quem ainda não viu o filme. Coisas do tipo "É só mais um filme de fantasmas!' ou "A Nicole Kidman é uma má atriz" são armadilhas que impedirão você de ver um bom filme. O próprio release do filme foi feito por pessoas que não assistiram e nem tem noção do roteiro. Uma delas diz: "Em plena 2ª Guerra Mundial, uma mulher parte com seus dois filhos para uma casa em uma ilha isolada, onde segue religiosamente certas regras que não podem ser quebradas.", outro release diz que "coisas estranhas acontecem devido à chegada de novos empregados na casa". NÃO É NADA DISSO!
O que é realmente? Não vou contar agora. Ignore e vá assistir.
Terceira Tarefa: Pare agora de ler esta resenha, pois o resto dela destina-se a quem já assistiu ao filme. Isso mesmo! Uma espécie de celebração do tipo "Lembra aquela hora que acontece isso?".
Bom, vamos lá:

"Meu nome é Victor, mudei para uma mansão em uma ilha isolada com meu pai, um pianista, e minha mãe.
No começo, ouvia vozes e barulhos estranhos pelos diversos e obscuros aposentos. Depois, as cortinas começaram a se fechar sozinhas. Por mais que abríamos, sempre apareciam fechadas. Estranho, não é?
As vozes foram se tornando mais nítidas e, através delas, conheci Anne e Nicholas. A princípio achei que eram crianças que moravam na casa clandestinamente. Aos poucos, descobri que ninguém mais as via. Elas tinham medo da luz do sol, o que me fez pensar que eram vampiros. Nicholas, o mais novo, tinha medo até de mim!
Papai disse que, certa vez, estava tocando piano no salão da casa, quando a porta se abriu sozinha. Por mais que ele tentasse fechá-la, alguma força misteriosa impedia.
Mamãe foi pesquisar e descobriu que, há algum tempo, a antiga moradora da mansão havia sufocado os dois filhos com travesseiros e se matado com um tiro de espingarda. Para minha surpresa, os nomes dos filhos eram Anne e Nicholas!
Passei a entender porque os dois respiravam e arfavam com força quando estavam nervosos...
Foi preciso chamar uma mulher famosa que - não sei como - podia falar com os mortos para meus pais ficarem suficientemente assustados a ponto de não quererem mais morar na velha mansão assombrada.
Até hoje sinto um arrepio na espinha quando lembro-me da imagem bruxuleante da mãe assassina e seus dois filhos fitando-nos da janela enquanto saíamos fugidos daquela terrível casa.
Soube que nunca pararam moradores por lá. Todos desistiam após ouvirem uma voz de menina recitando trechos da Bíblia, de um menino sendo alfabetizado ou de uma mãe dando ordens aos empregados..."

Esse poderia ser o resumo de um filme de terror comum, mas não é. Você já deve ter percebido que o texto acima é inversamente proporcional ao filme em questão. É o negativo, o outro lado, o lado dos vivos, que fica subentendido quando a obra se finda.
Muito pode ser dito a respeito da belíssima atuação de Nicole, a direção sombria de Alejando Amenábar ou sobre as dicas e pistas falsas que recheiam e preparam para o surpreendente final, além dos R$ 80 milhões arrecadados na primeira semana.
Mas eu prefiro não fazer nenhuma relação entre luz e trevas, cortinas abertas e fechadas, paraíso e inferno pessoal.
Quero apenas imaginar o jovem Nicholas deitado numa cama, respirando ofegante, apertando os olhinhos e dizendo:
- Eu vejo pessoas vivas!


Luciano Milici

COTAÇÃO:
Em 02/11/01 entrou em cartaz nos cinemas o horror sobrenatural “Os Outros” (The Others / Los Otros), numa co-produção entre Espanha, França e Estados Unidos, com a americana Nicole Kidman encabeçando o elenco num filme que retorna com o velho e fascinante tema de “casa mal assombrada”. Lembrando em alguns aspectos o excelente clássico “Os Inocentes” (1960), de Jack Clayton, o roteiro conta a história de uma jovem e recente viúva, Grace (Kidman), que perdeu seu marido lutando pela Inglaterra contra os alemães na Segunda Guerra Mundial, e que vai morar logo após o final da guerra em 1945 com seus dois filhos pequenos, uma menina e um menino, numa misteriosa e isolada casa numa ilha na costa da Inglaterra que se revela uma enorme mansão no melhor estilo gótico.
Como seus filhos possuem uma rara doença que os impede de receber raios solares, que podem causá-los graves feridas no corpo e um sufocamento mortal, a casa está quase sempre fechada e mergulhada num ambiente sombrio e lúgubre, onde cada porta aberta obriga o fechamento com chave da anterior e os ambientes estão sempre repletos de grandes cortinas para impedir a entrada da luz natural.
Quando um grupo de três estranhos empregados é contratado para os serviços domésticos, um casal de idosos (o jardineiro Mr. Tuttle, interpretado por Eric Sykes, e a governanta Mrs. Mills, papel de Fionulla Flanagan), e uma jovem adolescente muda cozinheira (Lydia, interpretada por Elaine Cassidy), fatos estranhos passam a ocorrer, envolvendo assombrações e situações sobrenaturais, culminando numa revelação surpreendente.
É um dos melhores filmes de horror psicológico dos últimos tempos, retornando com a nostálgica e infalível idéia de um horror sugerido, à espreita, atrás da porta, numa história típica de mansão assombrada por fantasmas (ou pelos vivos...). Nicole Kidman está ótima como a mãe excessivamente religiosa e protetora de seus filhos, que ficou viúva por uma fatalidade do destino e terá que viver sozinha num enorme casarão antigo, revelando-se neurótica e permitindo mais tarde o desenvolvimento inevitável de sua insanidade.
A direção e o roteiro são do talentoso cineasta chileno Alejandro Amenábar e o filme se utiliza obviamente dos velhos clichês característicos do gênero, como uma mansão gótica, neblina espessa em meio a um bosque com árvores fantasmagóricas, portas que rangem e fecham sozinhas, vozes do além, ruídos estranhos nos outros aposentos, cemitério com lápides de pedra no jardim, piano que toca sozinho, porém tudo de forma bem colocada não deixando cair na banalidade e mantendo a atenção (ou tensão) do espectador.
Algumas cenas são memoráveis e grande exemplo de um horror clássico, como quando o misterioso trio de empregados tem sua real identidade descoberta pelas crianças da casa e são vistos caminhando vagarosamente na direção delas em meio à espessa neblina de uma noite de luar num enorme jardim macabro, ou quando num momento de alucinação de Grace, ela vê sua filha vestindo um véu de noiva branco brincar com uma marionete e a confunde com uma estranha velha que fala com a voz da criança, culminando num ataque de loucura da mãe contra a filha. E o final é bem criativo, tentando fugir do convencional, procurando amarrar todas as situações da história numa surpresa muito interessante.
É como diz a misteriosa governanta para sua patroa num momento em que esta está confusa mentalmente frente aos eventos assombrosos que estão ocorrendo: “Às vezes o mundo dos vivos se mistura com o mundo dos mortos...”.

Renato Rosatti

COTAÇÃO:
CURIOSIDADES:

O filme, rodado na Espanha, já está em fase de pós-produção. Tom Cruise foi um dos produtores executivos.


(27/07/01) Veja o trailer do filme, clicando aqui.
(31/08/01) Confira a Galeria The Others, com 13 fotos!


(05/10/01) Com estréia prevista para dia 1 de novembro no Brasil, Os Outros fez sua estréia no dia 3 no festival Leeds International Film. A atriz Nicole Kidman aproveitou para falar a imprensa sobre a sua participação no filme. Segundo ela, ela chegou a dizer para ao diretor Alejandro para procurar outra atriz, mas depois decidiu trabalhar no filme. Veja o que a atriz falou:
"O fato é que eu não queria mesmo ir aos lugares que precisava para compor o personagem. Uma semana antes de começarem as filmagens eu estava relutante em me aprofundar na história, mas acabei me rendendo".
O que levou a atriz a aceitar o papel foi algumas semelhanças entre ela e a personagem. A atriz se separou recentemente do ator Tom Cruise e ficou com a guarda dos filhos, já a personagem Grace perdeu o marido na Guerra e é obrigada a cuidar dos filhos, numa casa mal-assombrada. Sobre o fato de ter que atuar com fantasmas, a atriz disse:
''Eu não acredito em fantasmas, mas se um dia algum aparecer para mim certamente vou mudar de idéia''

(26/10/01) O filme estréia semana que vem, mas, enquanto isso, confira a Segunda Galeria Os Outros, com 18 fotos.




Elenco: Nicole Kidman, Christopher Eccleston, Elaine Cassidy, Fionnula Flanagan, James Bentley, Alakina Mann
Estúdio:Miramax Films
Diretor:Alejandro Amenabar
Roteiro:Alejandro Amenabar
Estréia no Brasil: 01 de novembro de 2001

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