ANO DE LANÇAMENTO
2007 (EUA)
DIRETOR

Michael Katleman

ELENCO
Dominic Purcell
Orlando Jones
Brooke Langton
Jurgen Prochnow
Gideon Emery
ROTEIRO

John D. Brancato
Michael Ferris

PRODUÇÃO

Gavin Polone

FOTOGRAFIA

Edward J. Pei

EDIÇÃO

Gabriel Wrye

LANÇAMENTO NO BRASIL:

13 de Abril de 2007

DISTRIBUIDORA:

Buena Vista

PRIMITIVO
(Primeval)





Nos sombrios confins da selva africana, um crocodilo de 8 metros de comprimento, sedento de sangue e devorador de humanos vem ameaçando os povoados. Assim que sabem da história, uma equipe de jornalistas norte-americanos decide filmar a terrível criatura e capturá-la com vida. Porém, quando o produtor Tim Freeman, o cinegrafista Steven Johnson e o restante da desorganizada equipe partem rio acima em busca do colossal predador, eles não têm idéia do perigo mortal da expedição. Em meio a um país que sofre o massacre de uma guerra civil, o réptil se acostumou cada vez mais ao sabor da carne humana até se tornar um astuto assassino serial. Agora, os jornalistas estão a ponto de serem caçados por um homem e pelo réptil, ambos decididos a acabar com eles.

CRÍTICAS

Primitivo narra a história de um crocodilo de grandes proporções que passou a atacar seres humanos na África. Ponto. A história do filme poderia ter este mesmo enredo batido, elevado a clichê no gênero. É só trocar o nome do bicho que você achar melhor: sucuri, leões, o diabo da Tasmânia, etc. E apesar do sensacionalismo da capa - O mais sangrento... - o que menos vemos é sangue e corpos durante o filme. Isso porque o diretor deixou de seguir o caminho mais fácil, inserindo um subplot à trama, ou seja, uma segunda história onde mostra a opressão que os africanos sofrem nas mãos de um ditador. Estas duas linhas narrativas, que ao meu ver foram bem desenvolvidas se compararmos por exemplo com ANACONDA 2, onde tanto o enredo quanto as cobras eram muito forçados.



Voltando a Primitivo. O filme começa com americanos moralistas sociais, ops! Desculpe, jornalistas em viagem a África (e tome tomadas turísticas do lugar) para fazer uma matéria sobre o ataque de um crocodilo a uma americana - entendam ataque por destroçamento de membros. Até aqui tudo bem. Quem assiste ao Discovery Chanell sabe que isto é mais plausível que mandar um bando de cientistas despreparados atrás de uma orquídea no meio da selva. Durante a estadia dos "mocinhos", eles se deparam com um sistema político ditatorial que reprime o povo com terrorismo. Assim temos um povo marginalizado pelos homens que estão no poder em terra firme e pela natureza nas águas. Desgraça pouca é bobagem...



Os protagonistas, apesar da repetição, são mais desenvolvidos e simpáticos que todo o elenco de Caçados (Prey, 2007) juntos. Temos o Rambo do grupo encarnado por Dominic Purcell, a contrapartida engraçada (sem ser chato) vivido por Orlando Jones e a mocinha bela e inteligente, mas nem sempre desprotegida, na pele da estreante Brooke Langton. O que temos a favor deles? Nenhum se torna insuportável o bastante para torcemos pelos bichos. Quando assisti Caçados já estava querendo ver o sangue daquela família já nos 10 minutos iniciais.



Outros pontos positivos do filme, já que a maioria dos críticos o malhou: Primeiro, Gustave, o tal crocodilo, apesar de ser o "ator principal" não toma a tela a cada segundo, mas todas às vezes que aparece, surpreende, mesmo feito em CG - são raros os momentos que você percebe isso. Segundo, a trama não se deixa levar por "piadinhas", como em Pânico no Lago. O subplot político até mantêm o interesse, tornando a história ágil. E por último, mesmo com personagens clichês e situações previsíveis, como ficar passeando pelas águas quando deveriam estar a metros de distância, alguns deles, apesar de cativantes não vão continuar vivos até o final. Uma coisa o diretor deixa bem claro, o personagem principal é Gustave.



É isso! Quando loquei o filme, achei que estava levando uma bomba para casa. Ele no máximo é um daqueles estalinhos de São João. A maioria das críticas é sobre o conteúdo politizado do filme, chegando a escreverem que Pânico no Lago é melhor...fala sério! O diretor contextualizou o bicho, logo ficaria difícil não mostrar a situação do povo africano. Se o lagarto fosse em terras ianques, tudo bem, pra eles tudo se resume a piadas sobre sexo e flatulência até em filmes de terror.



Primitivo em comparação é uma cópia mal-feita de A Sombra e a Escuridão (aquele dos leões). Melhor para nós, triste seria se seguisse à cartilha de CAÇADOS e ANACONDA 2, estes sim um desperdício de tempo e dinheiro. Mas depois que assistimos ao "Grande Gustave" correndo com a desenvoltura dos dinossauros de Spielberg pela savana africana atrás de uma de suas vítimas, esquecemos o drama, a política, os críticos, a camada de ozônio e lembramos que tudo aquilo não passa de diversão escapista. Então relaxe e torça para que o SBT compre mais um campeão de audiência.

José E. Douglas

NOTÍCIAS E IMAGENS


(08/04/07) A Buena Vista pretende lançar Primitivo nos cinemas na próxima sexta-feira 13. Confira no alto o cartaz nacional.
(12/01/07) Quatro comerciais de TV foram divulgados (1, 2, 3, 4)
(05/01/07) Confira um teaser trailer do filme, em formato QuickTime, clicando aqui.
Primeval está previsto para estrear em março no Brasil.


Curiosidades

- Frase no cartaz: "Baseada na história real do mais prolífico serial killer da história."
- O roteiro é de John Brancato e Michael Ferris (Exterminador do Futuro 3)
- Está sendo descrito como um thriller de crocodilo assassino...
- Inspirada num animal real, existente na África. - O crocodilo se chama "Gustave".