ANO DE LANÇAMENTO
2007 (Canadá)
DIRETOR

Uwe Boll

ELENCO
Will Sanderson
Michael Paré
Ralf Moeller
Andrew Jackson
Jodelle Ferland
Melissa Claire Egan
Michael Eklund
Mike Dopud
Phillip Mitchell
Brad Turner
John Sampson
Brett Boyce
ROTEIRO

Uwe Boll

PRODUÇÃO

Dan Clarke
Shawn Williamson

MÚSICA

Jessica de Rooij

DIREÇÃO DE ARTE

John Alvarez

LANÇAMENTO NO BRASIL:

2008

DISTRIBUIDORA:

FlashStar

Comentários:

"Eu acho que esse filme contara com mais cenas do que historia e montar um bom filme de terror e começando com uma boa historia logico que lembrara muito o Lather face mas O massacre da serra eletrica tem uma historia muito boa e intrigante que faz fans de serial killer como Eu gostar muito ,tambem a uma desvantagem porque o assasino do texas realmente existiu e foi mais real e mais emocionante pela historia que é o suficiente para assustar os telespectadores alem das cenas inusitadas " (Miss Killer)

"filme do Uwe Boll com o Michael Pare?? Esperem por umas das piores coisas ja feita na historia da humanidade. " (Germer)

"Esse assassino me lembra o Leatherface do Massacre da serra elétriica, seria um plágio de máscaras ? " (Luiz)

"Seria outra pérola de Uwe Boll? O cara conseguiu a façanha de colocar cenas de um game em seu filme! Vai que ele consegue a façanha de fazer a bomba do ano! É esperar para ver... " (Luís Fernando Israel)

"Lindas imagens e um roteiro tentador, mas não boto mto fé em filmes que se auto-elogiam .. mas é esperar p/ ver.. confesso que fiquei animado com as imagens...." (Fábio)

"Afeee..esse filme pode até ser melhor que os outros que ele fez, mas ainda assim não coloco fé nele, não!" (Leonardo)

SEED - ASSASSINO EM SÉRIE
(Seed)




O filme é baseado num episódio supostamente verídico que ocorreu em Seatle, em 1972. De acordo com a lei federal, o prisioneiro condenado a morte que sobreviver a três eletrocuções de 15 segundos na cadeira elétrica deve ser posto em liberdade. O filme irá focar Sam Seed, um insano assassino em massa, que tem sua oportunidade na cadeira. Após três tentativas, com o sangue saindo pelos olhos, ele ainda continua vivo. O carrasco, Warden Wright, e o médico concordam em anunciar a morte do prisioneiro, enterrando-o. Depois de morder e cavar seu caminho para a superfície, Seed inicia seu sangrento plano de vingança...
O reino de violência que se segue irá redefinir os limites do extremo gore e da tortura física e mental explorados até o momento no cinema.

CRÍTICAS

O diretor alemão Uwe Boll é tão ruim que não tem filmografia - tem antecedentes criminais.

Basta lembrar que o sujeito é responsável por porcarias como HOUSE OF THE DEAD e ALONE IN THE DARK para acabar com qualquer discussão sobre os seus “méritos”. Aliás, ele é tão chegado em largar uma bomba que poderia ser apelidado de "Una'Boll'ber" (argh, essa sim foi infame!!!).



Apesar disso, eu devo ser muito ingênuo (ou idiota) para continuar vendo os seus filmes, e ainda ficar na expectativa de que ele possa melhorar de uma bomba para a outra. Até confesso que gostei do seu BLOODRAYNE (uma aventura sangrenta e divertida, com um elenco estelar pagando mico). Mas SEED, um dos “trabalhos” mais recentes de Boll (feito em 2007), é indefensável e acaba com toda a moral que o velho Uwe tinha ganhado, pelo menos comigo, após BLOODRAYNE.

Em várias entrevistas, Boll disse que, com SEED, queria “chutar o balde”. Ou seja: vingar-se das incontáveis críticas negativas e xingamentos que recebera pelos seus filmes anteriores. Sua proposta era filmar o mais brutal, chocante e atroz filme de horror dos últimos tempos - tarefa complicada, ainda mais depois que as séries JOGOS MORTAIS e os dois HOSTEL jogaram lá em cima o consciente de sadismo e sangueira do moderno cinema de terror. O fato de o diretor partir de um roteiro original, de sua própria autoria, ao invés de adaptar um jogo de videogame (como na maioria dos seus trabalhos anteriores), era sinal de que algo de bom podia (ênfase no "podia") estar pintando aí.



Mas, desde os primeiros minutos de SEED, Boll demonstra que ainda tem muito que aprender - seja como roteirista, seja como diretor -, e a única coisa que sabe fazer bem é convencer estúdios a liberarem grana para estas suas bobagens, e farolar como um fanfarrão para divulgar seus filmes como se fossem maravilhas da sétima arte.

SEED não esconde, nem por um minuto, sua intenção de dar origem a um personagem que possa estrelar uma franquia interminável, tipo Jason Voorhees ou Freddy Krueger. Evidências desta pretensão do seu criador podem ser encontradas no fenótipo do vilão-título (uma mistura da truculência física do Leatherface, de O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA, com as armadilhas criativas do Jigsaw, da série JOGOS MORTAIS) e até no cartaz (chupado do pôster de OLHOS FAMINTOS). Sorte que, como o filme é ruim que dói, a intenção do diretor deve morrer na praia.

A história se passa nos anos 70, mais precisamente em 1979, mas não pense que isso faz qualquer diferença para o desenvolvimento da trama além de mostrar alguns figurinos e penteados cafonas dos atores (e a inexistência de telefones celulares, obviamente); de resto, a trama é tão atemporal que poderia se passar nos anos 70, na época atual ou mesmo no século 32. Através de uma colagem de cenas (reais) de violência contra animais, somos apresentados ao nosso personagem principal, o serial killer Max Seed (Will Sanderson, ator-fetiche de Boll), um vilão tão sádico que diverte-se assistindo a tortura de animaizinhos na TV.



Bem, como o roteiro de Boll é caótico, repleto de idas e vindas no tempo, flashbacks que duram meia hora e cenas desconexas, vou tentar explicar como é o filme da melhor forma possível: após matar 666 pessoas (!!!) em 6 anos, Seed foi finalmente localizado e preso por um policial bonzinho, o detetive Matt Bishop (o ex-galã e canastrão de carteirinha Michael Paré, longe dos bons tempos do cult RUAS DE FOGO). Bishop teve a chance de matar Seed ao invés de mandá-lo para a prisão, mas prefere ser certinho e confiar no sistema penal. Ah sim: o vilão teve o rosto deformado por um incêndio e passa o filme todo mascarado, mesmo na cadeia.

Já sabemos, desde os primeiros minutos, que Seed está preso, mas Boll entra com um flashback de 25 minutos mostrando como foi a prisão do psicopata (e como ele matou violentamente quase toda a força policial enviada para prendê-lo, já que os tiras insistem em revistar uma casa escura e suspeita no meio do nada separando-se o tempo todo!). E, depois que Seed é preso, Boll demora mais uma eternidade para fazer a história andar, mostrando longos e desnecessários takes da polícia assistindo a fitas VHS gravadas pelo psicopata, onde aparecem suas vítimas morrendo de inanição até a decomposição acelerada dos cadáveres (de cães a bebês, vemos quatro gravações do gênero, quando uma só já teria passado a mensagem...).



Finalmente, chega o dia da execução do criminoso. O diretor do presídio, Arnold Calgrove (Ralf Moeller), está receoso de utilizar a velha e defeituosa cadeira elétrica da penitenciária para eletrocutar Seed. Mas, pressionado pela opinião pública - e pelo fato do prisioneiro ter matado brutalmente alguns carcereiros durante o tempo em que ficou preso -, Calgrove resolve fritar o psicopata de qualquer jeito. O problema: na noite da execução, diante dos familiares de suas vítimas, Seed toma uma descarga elétrica e não morre; toma uma segunda e também não morre, apesar de seus olhos explodirem.

Surge um impasse: uma antiga e obscura lei em vigor naquele Estado garante a liberdade ao prisioneiro que sobreviver a três tentativas de execução na cadeira elétrica. E como Calgrove não quer libertar Seed, prefere nem mesmo tentar o terceiro choque, declarando-o morto e mandando sepultá-lo vivo. É claro que, mesmo cego, o vilão conseguirá fugir da sepultura, vingar-se dos responsáveis pela sua “quase morte” e continuar sua carreira de crimes, matando mais 80 pessoas até finalmente sair no encalço do detetive Bishop, o responsável pela sua prisão.



Não dá para acreditar que um roteiro tão cretino seja levado a sério, mas é exatamente o que Boll faz, para espanto geral da nação. Primeiro que a tal lei da liberdade após três choques, além de absurda (que ser humano sobreviveria a um único choque da cadeira elétrica?), jamais existiu: é apenas uma lenda urbana que o diretor-roteirista utilizou como fato real, sabe-se lá se na inocência ou na maldade. E o roteiro nem consegue ser criativo, já que evoca, o tempo inteiro, outros filmes de horror sobre assassinos que sobreviveram à cadeira elétrica, como A CASA DO ESPANTO 3, SHOCKER e SOMBRA DA MORTE, todos bem superiores.

Sabendo que o fato de o vilão ser sepultado vivo após sobreviver à execução é o catalisador do horror que se segue na trama, é inevitável o espectador perguntar para si mesmo: se o diretor do presídio tinha medo de que Seed fosse libertado por sobreviver aos tais três choques, por que não mandou matá-lo com um tiro na cabeça, por sufocamento ou até com uma injeção de qualquer tipo de veneno ANTES de sepultá-lo? Ou, se era para economizar, uma simples seringa cheia de ar injetada numa artéria já resolveria a parada, com o bônus de eliminar vestígios numa possível exumação do corpo. Entretanto, Boll achou mais lógico que Seed acabasse enterrado vivo, e numa cova rasa, para poder escapar e se vingar! Argh!!!

Se esse fosse o único furo do roteiro, vá lá - afinal, se tivessem REALMENTE matado Seed ao invés de enterrá-lo vivo, o filme terminaria ali. Mas acompanhe: o assassino "ressuscitado" (e milagrosamente restituído de sua visão, como Michael Myers pós-HALLOWEEN 2) entra com a maior facilidade num presídio de segurança máxima (!) e circula de lá para cá no local com a maior liberdade (!!); além disso, encontra no próprio presídio quase todos os responsáveis pela sua "morte" - o diretor, o carrasco e até o médico que assinou seu atestado de óbito -, pois, acredite ou não, todos eles moram na própria prisão (!!!).

E alguém teria a capacidade de me explicar como é que Seed, um psicopata truculento mascarado, mudo e com dois metros de altura, consegue comprar, sabe-se lá com que grana e em que loja, câmeras de vídeo e fitas VHS para filmar suas vítimas morrendo de inanição??? (Respondendo à pergunta que o Gabriel Paixão fez no seu artigo, a "tecnologia" do VHS existia desde 1971, mas o sistema só se tornou popular a partir dos anos 80, e, na época em que se passa o filme, tanto câmeras quanto fitas deviam ser caríssimas!).



O mais engraçado é que SEED começa SEXTA-FEIRA 13 (com o psicopata matando tudo que se move ao seu redor, como se fosse um predador irracional) e termina JOGOS MORTAIS, convertendo Seed numa espécie de Jigsaw dos pobres, ao mostrá-lo fazendo um jogo de vida ou morte com seu arquiinimigo Bishop - usando a família do sujeito para forçá-lo a tomar uma decisão crucial. Temos, assim, uma conclusão corajosa e inesperada, mas ao mesmo tempo brochante e sem graça. Deve ser destacada a burrice de nosso "herói", que não matou Seed nas duas vezes em que teve oportunidade (sendo, assim, diretamente responsável pelas mortes que ele praticou neste período), e ainda termina sua carreira com a mais idiota das ações, acreditando que um assassino psicopata, que matou mais de 700 pessoas, realmente deixaria sua família sair livre da armadilha. E detalhe: Bishop foi até o covil de Seed sozinho, sem nem ao menos alertar seus colegas policiais, eliminando qualquer chance de a cavalaria chegar para salvá-lo! Inteligência não é o forte do roteiro, e, pelo visto, nem dos personagens.

Se resta um consolo, Boll realmente chutou o balde, como prometeu, e tentou fazer de SEED uma atrocidade capaz de chocar o mais sangue-frio dos mortais, incluindo as tais cenas de violência real contra animais e até mortes de crianças. Mas, mesmo com a presença do diretor underground alemão Olaf Ittenbach na direção de segunda unidade (repetindo a parceria de BLOODRAYNE), a tentativa de choque ficou só na tentativa: SEED até é sujo, escuro e violento, mas, como A CASA DOS MIL CORPOS, faz muito barulho por nada. Nem existe qualquer justificativa para as cenas dos animais sendo mortos; se os italianos faziam milagre para justificar tais cenas em seus filmes de canibalismo, Boll aqui simplesmente atira os trechos de violência animal sem qualquer critério ou explicação.



Já as cenas gore são o feijão-com-arroz de sempre, e o momento mais alardeado do filme - uma vítima amarrada tendo sua cabeça esmagada a marteladas durante cinco minutos - perde a força por causa do efeito bagaceiro em computação gráfica (compare com cena semelhante de IRREVERSÍVEL para ver...), e também pelo fato da tal vítima cair do céu na narrativa (é uma senhora anônima que aparece apenas para morrer). Se fosse um dos personagens centrais da narrativa, como a esposa ou a filha de Bishop, ou o próprio "herói", quem sabe o espectador até se importasse com o que acontece. Do jeito que está, não passa de um boneco em CGI sendo estraçalhado. E quem se importa?

Logo, Uwe Boll ainda não tem méritos suficientes para escapar da alcunha de ser um dos piores diretores deste século, pois a (pouca) moral que havia ganhado com BLOODRAYNE esvaiu-se como um castelo de areia com a ruindade explícita deste SEED - ruindade esta que também pode ser verificada na edição medonha, repleta de cenas inúteis esticadas sem necessidade, e na câmera que sacode o tempo inteiro, como se não houvesse nenhum tripé à disposição.

Agora é esperar por POSTAL, mais uma tentativa do alemão de calar seus detratores, e torcer para que um SEED 2 jamais veja a luz do dia, considerando que já existe um HOUSE OF THE DEAD 2, um BLOODRAYNE 2 e até ALONE IN THE DARK 2 já está em pré-produção!



HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    

Felipe M. Guerra

NOTÍCIAS E IMAGENS


(28/12/07) SEED - ASSASSINO EM SÉRIE é o título escolhido pela FlashStar para lançar o filme em DVD no Brasil em 2008.
(16/11/07) No site Bloody Disgusting você confere um trailer curto, sangrento e escuro do filme SEED, de Uwe Boll. Clique aqui
(26/05/07) Divulgado mais um cartaz do filme SEED, do polêmico diretor alemão.
(08/04/07) SEED terá sua estréia mundial no Weekend of Fear (WOF) 2007 em Erlangen, Alemanha, no dia 27 de Abril.

"Se os humanos forem extintos e apenas os animais habitarem a Terra, nosso Planeta poderia sobreviver.", afirmou Uwe Boll, justificando o motivo de seu filme possuir animais sendo torturados.
(30/03/07) Um novo cartaz do filme SEED foi divulgado esta semana. Confira no alto!
(09/03/07) Confira dois trailers curtos do filme:

Teaser 1
Teaser 2
(02/03/07) Confira o primeiro cartaz do filme, novo clássico de Uwe Boll.
(02/02/07) Conforme vocês clamaram por e-mail, confiram uma porrada de imagens do novo filme de Uwe Boll:


(20/10/06) Diretor, boxeador e falastrão, Uwe Boll conversou com o site Fangoria a respeito das qualidades de seu novo filme. Ele disse que Seed terá censura NC-17 (proibido para menores de 17 anos) devido a cenas violentas como uma prolongada que ocorre com uma mulher e um martelo. "Esta é a cena em que até os fãs de horror hardcore sairão do cinema porque ela é realmente nojenta.", diz Boll em mais um de seus exageros.
Para confirmar a sua loucura, ele diz que o filme estará ao lado de Viagem Maldita e O Albergue como os melhores filmes de 2006, quiçá de todos os tempos. "È um dos mais pesados e depressivos filmes de horror já feitos.", conclui.
(06/10/06) As primeiras imagens do filme já estão online:


(07/09/06) Clique aqui e confira uma série de imagens dos bastidores da produção.
(03/07/06) Jodelle Ferland (Silent Hill) entrou para o elenco do novo filme de Uwe Boll. Seu papel não foi divulgado.
(20/06/06) Um ano e um mês depois do anúncio do projeto, data e nomes foram anunciados. No elenco temos: Will Sanderson (House of the Dead e BloodRayne); Michael Paré (BloodRayne); Ralf Moeller (O Escorpião Rei) e Andrew Jackson (Shadowbuilder - O Senhor das Sombras).
De acordo com o Fangoria, Boll irá promover seu filme na convenção de ficção científica e fantasia, Timeless Destinations, que ocorrerá entre 31 de julho a 6 de agosto, em Vancouver, no Canadá. No festival, o diretor está prometendo mais informações sobre o elenco, as primeiras imagens, clipes e bastidores da produção.
No alto, você confere a sinopse completa...
(20/05/05) Não adianta reclamar, Uwe Boll não desiste da carreira de diretor! De acordo com o Dark Horizons, seu próximo projeto não será a adaptação de nenhum jogo, mas baseado num roteiro original de sua autoria.
"Há uma regra que diz que se você for eletrocutado três vezes e ainda permanecer vivo, você está livre. Em SEED, o personagem principal consegue sobreviver a eletrocução, mas desesperadamente os oficiais o enterram vivo. Ele cava de sua própria tumba e inicia uma vingança."
As filmagens devem começar ainda este ano.
Roteiro de sua própria autoria? Será que se eletrocutá-lo, ele irá parar de fazer filmes?
Quer comentar sobre esse filme? Sabe alguma notícia a respeito?

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