NOITES DE TERROR


The Toolbox Murders




Outro Legado começa...

Quando o jovem casal Nell e Steven muda-se para o edifício Lusman, eles estão entusiasmados. Afinal, este foi um luxuoso hotel nos tempos áureos de Hollywood. Agora o velho edifício começou a ser reformado. mas , o que ninguém imagina é que o Lusman hoje é o esconderijo de uma maníaco homicida que conhece cada segredo do edifício, abre todas as portas e entra sorrateiramente nos apartamentos para matar suas vítimas das formas mais bizarras. Infelizmente, o horror está apenas começando. Logos todos os moradores estão presos e a única chance de sobreviver é destruir o edifício, e com ele, o maníaco. Mas nada garante que eles também escapem de morrer junto com o homicida.
CRÍTICAS:

Todo ano, milhares de pessoas vêm a Hollywood atrás de seus sonhos.
Alguns vencem, outros voltam para casa...e alguns simplesmente somem.


Em 1974, Tobe Hooper dirigiu um dos maiores clássicos do horror de todos os tempos: "O Massacre da Serra Elétrica". Depois, em 1981, acertou a mão novamente ao trazer às telas o impagável "Pague para Entrar, Reze para Sair". No ano seguinte, acabou com os sono tranqüilo das crianças ao comandar o fenomenal "Poltergeist" E, em 1985, nos presenteou com o interessante e vampírico "Força Sinistra". Sua carreira de sucesso durou praticamente dez anos, quando o diretor passou a assumir a direção de roteiros ruins como "O Massacre da Serra Elétrica 2", "Mangler" e "Crocodilo" - este último está entre os piores filmes de todos os tempos de qualquer lista do gênero.
Para tentar se reerguer, Tobe Hooper precisava de um trabalho de impacto. Quando soube que sua obra-prima seria refilmada - o que poderia mostrar que qualquer outro diretor seria capaz de fazer algo similar ou ainda melhor -, o diretor aceitou desenvolver o remake de uma perturbadora produção de 1978, dirigida por Dennis Donnelly (que depois passou a fazer apenas séries de TV), chamada "The Toolbox Murders".
Com o péssimo título nacional, "Noites de Terror" - que vergonhosamente remete a outro filme do diretor, lançado em 1993 -, essa produção está bem distante da fase áurea de Tobe Hooper, mas está um passo a frente de seus últimos projetos.
Na trama, Angela Bettis (do excelente "May") interpreta Nell Barrows, uma jovem que, após a morte de seu pai, se muda com seu marido para um histórico hotel de Hollywood, "Lusman Arms", que desde a década de 20 tem abrigado centenas de atores e que agora se encontra em uma grande reforma. Apresentando uma estrutura decadente, com eletricidade precária, o hotel, com seus funcionários sinistros (mas ainda longe de se comparar ao estranhos personagens de "Pague para Entrar, Reze para Sair" ou "Massacre da Serra Elétrica"), atrai a curiosidade por possuir diversos símbolos misteriosos desenhados em algumas paredes Pouco a pouco, os hóspedes passam a ser vítimas de um homem mascarado que mata utilizando ferramentas de construção (martelo, alicate, pregos) e que raramente deixa evidências, dando a impressão de abandono do cliente.
Casada com um jovem médico, Nell passa a maior parte do dia sozinha em casa, sendo incomodada pelos barulhos da reforma e das brigas e reconciliações de seus vizinhos. No estilo "Janela Indiscreta", ela fica fascinada pelo que ouve nos quartos próximos do seu, assustando-se diante de ameaças de violência e morte. A jovem começa também a se interessar pelos misteriosos símbolos e inicia uma perigosa investigação pelos andares abandonados e secretos, em busca de alguns apartamentos que simplesmente não constam no edifício. Com a ajuda de Johnny Turnbull (Eric Ladin, do amaldiçoado "Cursed") e de um sinistro ator aposentado, ela vai percebendo que a verdade é ainda mais terrível do que ela imaginava.
O elenco conta com a participação da atriz Juliet Landau (filha de Martin Landau), que atua com o curioso nome Julia Cunningham (seria uma homenagem?). Ela é uma promíscua jovem que mantém contanto com voyeurs - entre eles, um jovem que mora em frente ao apartamento dela - através de uma câmera digital conectada à internet. Obviamente que tal recurso - que alguns críticos chamam carinhosamente de "planta" - terá uma grande importância nas seqüências finais da produção.
Seguindo o melhor estilo de Hooper, no filme não falta a angústia causada pela personagem que depois de ser brutalmente atacada pelo assassino, ainda sobrevive com suas fortes dores mesmo depois de horas do atentado. No "Massacre da Serra Elétrica", ocorre o mesmo com uma jovem que é colocada violentamente em um gancho, enquanto aguarda seu fim.
Mesmo sendo caracterizado como "Darkman", o assassino consegue causar um certo incômodo no espectador: "o pior não é o que vem de fora e sim o que já está aqui." - afirma um dos ajudantes da protagonista.
"Noites de Terror" pode ser recomendado como uma produção curiosa do famoso diretor, mas não merece mais que duas caveiras pelo final decepcionante e inacabado. Vale também como orientação na escolha do condomínio em que pretende morar...

Ao chegar em casa,
Tranque as portas e
abra os olhos.
A morte pode chegar a
qualquer momento.

Marcelo Milici

COTAÇÃO:
(09/04/04)
Ainda inéditos nos EUA, confira acima a primeira resenha, diversas imagens e o poster americano:







(26/03/04) Enquanto caça nas locadoras o novo filme de Tobe Hooper, confira mais duas pequenas imagens:


(19/03/04) O novo filme do diretor Tobe Hooper recebeu o nome nacional, Noites de Terror e será lançado em DVD/VHS em 24 de março. Curiosamente, com esse título, Tobe Hooper entra para a história como o único diretor a ter dois filmes diferentes com o mesmo nome no Brasil, já que em 1993 ele foi lançado Noites de Terror (Night Terrors).
Apesar de muitos estarem apostando no sucesso do diretor, não é estranho que a produção seja lançada apenas nas locadoras?
(27/02/04) Um remake com pouca semelhança com a produção original, porém melhor. Essa é a frase que define o filme na opinião de quem já teve contato com essa nova empreitada de Tobe Hooper. Tudo indica que o diretor teria ficado enciumado com o remake de sua obra-prima, O Massacre da Serra Elétrica, e para se "vingar" (no bom sentido) decidiu dar um novo tratamento ao clássico - ainda inédito no Brasil - The Toolbox Murders (1978), sobre um assassino mascarado que comete crimes com ferramentas.
Será que Tobe Hooper está voltando ao seu melhor estilo? Confira uma imagem da produção:




Elenco: Angela Bettis (Nell Barrows), Juliet Landau (Julia Cunningham), Brent Roam (Steven Barrows), Chris Doyle (assassino), Sheri Moon (Daisy Rain)
Diretor: Tobe Hooper
Roteiro: Jace Anderson; Adam Gierasch
Distribuidora: PlayArte
Lançamento nas Locadoras: 24 de março de 2004

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