ANO DE LANÇAMENTO
2001 (EUA)
DIRETOR

Steve Beck

ELENCO
Tony Shalhoub
Matthew Lillard
F. Murray Abraham
Shannon Elizabeth
Kathryn Anderson
John DeSantis
Embeth Davidtz
Rah Digga
Alex Roberts
JR Bourne
ROTEIRO

Neil Marshall Stevens
Todd Alcott
Richard D'Ovidio
James Gunn

PRODUÇÃO

Joel Silver
Robert Zemeckis
Gilbert Adler
Dan Cracchiolo

LANÇAMENTO NO BRASIL:

22 de março de 2002

DISTRIBUIDORA:

Warner Brasil

13 FANTASMAS
(13 Ghosts)


Um incêndio destruiu todos os bens de uma família. Eles só tinham uns aos outros, até que, de repente, uma herança deixada por um parente misterioso muda tudo. 13 Fantasmas, de Steve Beck, é uma brilhante refilmagem do clássico do gênero horror de Willian Castle, sobre uma família que herda uma casa antiga de um tio excêntrico. Mas há apenas um problema: o lugar parece ter uma perigosa armadilha. Presos na nova moradia por estranhas paredes móveis, a família encontra poderosas e vingativas entidades, que ameaçam aniquilar qualquer um em seu caminho. Logo eles ganham a companhia de um caça-fantasmas determinado a libertar os espíritos aprisionados. Envolvidos em uma corrida para salvar suas vidas antes que seja tarde demais, eles descobrem que a casa é um enigma, onde está escondida a chave para a sua salvação ou destruição.

CRÍTICAS

Dos vários diretores medíocres da chamada "nova geração do horror", o americano Steve Beck é, disparado, um dos piores. Técnico de efeitos especiais em filmes como INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA e O SEGREDO DO ABISMO, o sujeito caiu nas graças da produtora Dark Castle, que pertence aos famosos cineastas Robert Zemeckis e Joel Silver, e foi criada com a proposta de lançar "novas versões" de velhos clássicos do horror classe B, feitos nos anos 50 e 60. Vale lembrar que, até agora, nenhuma destas "recriações" da Dark Castle (que incluem A CASA DA COLINA e o recente A CASA DE CERA) saiu decente... E Steve Beck fez sua estréia cinematográfica adaptando 13 FANTASMAS, um típico filminho B dos anos 60, originalmente dirigido por William Castle.

Tanto a versão antiga quanto a nova (de 2001) não podem ser consideradas grandes filmes. Mas a antiga, pelo menos, tinha um diretor e produtor criativo no comando. William Castle, para quem não sabe, era um mestre muito a frente de seu tempo, que criava todo tipo de truques e brincadeiras para transformar a ida ao cinema numa aventura sem limites. Durante a exibição de seus filmes, esqueletos brilhantes voavam sobre a platéia, pessoas sentadas em certos assentos levavam pequenos choques, entre outras trucagens que praticamente colocavam o espectador dentro do filme. Em 13 FANTASMAS, Castle criou um processo chamado "Illusion-O": era um óculos com lentes azuis e vermelhas, tipo os óculos 3D, que o espectador ganhava na entrada do cinema e tinha que usar durante a projeção para poder "enxergar" os fantasmas do filme. Assim, caso ficasse muito horrorizado (hehehehe), era só tirar os óculos que o fantasma desaparecia num passe de mágica! Fantástico, não? Se quiser saber mais sobre o processo, e ver como eram os óculos especiais para enxergar fantasmas, acesse este atalho: http://www.filmfreakcentral.net.

O "novo" 13 FANTASMAS resolveu homenagear a criação de Castle. Não, eles não distribuíram óculos para a platéia - infelizmente. No remake, a diversão de usar os óculos para enxergar fantasmas ficou restrita aos personagens do filme - e, assim, a coisa toda já perde metade da graça. A outra metade da graça se esvai quando você percebe que, como toda produção da Dark Castle, e como toda produção dirigida por um ex-técnico de efeitos especiais, a computação gráfica toma conta do espetáculo e soterra qualquer tentativa de criar um clima assustador. Resumindo: 13 FANTASMAS é o típico filmeco para você mostrar ao seu sobrinho ou priminho de 10 anos, na tentativa de iniciá-lo no gênero terror.

Em comparação com o filme de William Castle, o 13 FANTASMAS de Steve Beck só tem em comum os óculos de ver fantasmas e o título. E nada mais. Se o filme dos anos 60 mostrava uma família que herdava a casa de um tio excêntrico e "colecionador" de fantasmas (sendo que o próprio tio morto era uma das assombrações), o remake tentou criar uma trama mais ambiciosa, envolvendo reviravoltas (ridículas) e a típica trama da conquista do mundo. Inventa, também, uma casa sem pé nem cabeça, feita totalmente de vidro inquebrável, e que só pode ter saído da cabeça de um roteirista muito, mas muito chapado - que, para quem quiser realmente saber, se chama Neal Marshall Stevens, e está por trás do novo HELLRAISER: DEADER (que medo!).

13 FANTASMAS versão 2001 começa a mil por hora, mostrando a operação de guerra montada pelo milionário excêntrico Cyrus Kriticos (F. Murray Abraham, completamente desperdiçado) para aprisionar o 12º fantasma da sua coleção, num antigo e escuro ferro-velho. Ajudado/atrapalhado por um sensitivo chamado Dennis Rafkin (o chatíssimo Matthew Lillard), Kriticos vê vários de seus homens sendo mortos e esquartejados pelo tal fantasma até finalmente conseguir aprisioná-lo. Mas, no processo, o próprio milionário perde a vida.

Com a morte de Cyrus, seu jovem advogado Benjamin Moss (J.R. Bourne, de POSSUÍDA 3) procura pelos únicos parentes vivos do milionário, a família de Arthur Kriticos (Tony Shalhoub, o único do elenco que realmente tenta interpretar). Arthur é um professor que perdeu a esposa num incêndio e vive endividado, ao lado dos filhos Kathy (a gostosa Shannon Elizabeth, de AMERICAN PIE) e Bobby (Alec Roberts), e da empregada Maggie (a cantora de hip-hop Rah Digga). Quando a família fica sabendo que recebeu a mansão do finado Cyrus como herança, parte para lá imediatamente, acompanhada de Moss. Na chegada, os visitantes encontram Dennis, disfarçado de funcionário da companhia elétrica - ele procura secretamente por algo que acredita estar escondido na casa.

O fato da mansão ser totalmente construída com vidro inquebrável, e das paredes estarem repletas de velhos encantos em latim gravados diretamente no vidro, não parece incomodar os personagens em momento algum. Mas Dennis logo descobre o segredo do lugar: em celas fechadas por feitiços especiais, no porão, estão trancafiados os terríveis 12 fantasmas que ele ajudou Cyrus a aprisionar. Logo, entretanto, as portas da mansão se fecham e as celas que prendem as assombrações são abertas. Presos no local na companhia dos terríveis fantasmas, os pobres humanos tentam encontrar uma forma de sobreviver - e decifrar o enigma do "13º fantasma" que dá nome ao filme.

Ao contrário do que acontecia no 13 FANTASMAS original, que era uma ingênua história de assombração, a nova versão tenta parecer sofisticada, incluindo uma reviravolta onde Cyrus reaparece dos mortos (ele aparentemente simulou a própria morte para poder cumprir seu intento, embora o roteiro jamais tente encontrar uma explicação para o fato). O milionário está tentando fazer funcionar uma bizarra máquina, que poderá lhe dar poderes infinitos (outra coisa jamais explicada pelo roteiro), desde que ele consiga o famoso "13º fantasma" para fazê-la funcionar. Qual dos pobres aprisionados na mansão estará destinado a ser o décimo-terceiro Gasparzinho? Só um detalhezinho: se você acha que Cyrus Kriticos é um nome muito imbecil para um personagem, saiba que o milionário colecionador de fantasmas na versão dos anos 60 se chamava "Plato Zorba"... Caramba!

Lá pelas tantas, os personagens encontram os tais óculos especiais que permitem enxergar os fantasmas, e assim nós, espectadores, podemos ver, pelos olhos dos personagens, quem são os 12 espíritos malignos que vivem na casa - mesmo que o roteiro, novamente, não explique o funcionamento das lentes e nem o fato de haverem tantos óculos espalhados pela casa, para que os personagens possam utilizá-los comodamente. Mas é óbvio que são os fantasmas a grande atração do filme, cada um com suas próprias características e uma história particular (que você só ficará conhecendo se assistir a um documentário especialmente sobre o tema, nos extras do DVD). Há, por exemplo, o "Torso", que é um singelo tórax desmembrado, sem cabeça nem pernas, e que se arrasta pelo cenário sem fazer nada de muito perigoso; há a Princesa Furiosa (a gatinha Shawna Loyer, que passou a ser cultuada após esta participação), que desfila nua, exibindo seu belo corpo cheio de cortes; há um grandalhão chamado The Hammer, com um imenso martelo num dos braços e o corpo coberto de enormes pregos atravessados na carne, entre outros...

O problema é que, tirando o visual dos fantasmas, não sobra nada para ver em 13 FANTASMAS. Nada de muito assustador acontece além dos personagens perambulando de um lado para o outro na mansão - e a gostosa da Shannon Elizabeth nem aparece pelada para fazer valer sua participação, já que como atriz ela é um fiasco. A única cena interessante (e absurdamente sangrenta) acontece logo no começo, quando o advogado ambicioso de Cyrus é dividido ao meio por duas chapas de vidro, e nenhuma outra cena a partir de então consegue ser melhor ou mais sangrenta, mergulhando o filme na chatice e na letargia. Assim, a história se arrasta sem mortes até o final, quando finalmente outros personagens passam dessa para a outra vida. Mesmo assim, a contagem de cadáveres é pequena demais para animar - nem há sustos ou horror suficientes para evitar os bocejos. Não me envergonho de dizer que dormi duas vezes enquanto aguardava pelo "The End".

O que transparece é a tentativa de Steve Beck de imitar O ILUMINADO de Kubrick, que deve ser seu filme preferido - já que ele também copiou o clássico em seu trabalho posterior, o melhorzinho NAVIO FANTASMA. Quem gostou do filme de Kubrick vai enxergar muitas "citações" (chupações, para alguns) em 13 FANTASMAS. Beck imitou, por exemplo, a cena em que aparece o fantasma de uma garota morta na banheira e até o clássico momento em que o garotinho anda de triciclo pelos corredores vazios do hotel até topar de frente com fantasmas - a única diferença é que, em 13 FANTASMAS, o menino anda de patinete, não de triciclo!

O que sobra é um desfile exagerado de efeitos especiais, um verdadeiro Carnaval, que chega a dar raiva dos produtores. E o diretor não se decide entre fazer horror ou comédia. Alguns atores tentam levar a coisa a sério, como Tony Shalhoub e Embeth Davidtz (de ARMY OF DARKNESS), que aparece como Kalina Oretzia, uma lutadora pelos "direitos humanos" dos fantasmas (acredite se quiser!!!). Outros estão no limite da caricatura, principalmente o outrora excelente ator F. Murray Abraham, que faz de seu Cyrus Kriticos um vilão que parece ter saído de histórias em quadrinhos (sempre com bengala e uma longa capa vermelha). E pensar que o pobre Abraham ganhou o Oscar pela sua interpretação no soberbo AMADEUS!!! Por fim, todos os outros estão, definitivamente, fazendo comédia, como o péssimo e careteiro Lillard (que virou "astro" depois de fazer um dos vilões de PÂNICO), sempre com uma frase bem humorada na ponta da língua, ou a negra Rah Digga. Como levar a sério um filme onde a moça, fazendo o típico papel de negra malandra, num momento está fugindo de terríveis fantasmas assassinos, no outro está lamentando que "estragou as unhas" que tinha feito no dia anterior??? Bah...

Alguns poderão dizer que 13 FANTASMAS não pode nem deve ser levado tão a sério, que é um filme-pipoca, apenas para divertir, etc etc. Ora, se a idéia de "diversão" destas pessoas é ficar sendo dopado com 1h30min de efeitos digitais estreboscópicos de arder os olhos, sem um fiapo de roteiro que conduza a narrativa, então eu realmente não devo saber me "divertir". Para mim, 13 FANTASMAS nada mais é do que uma versão grotesca de outro filme mediano da Dark Castle, feito dois anos antes: A CASA DA COLINA (que por sua vez já era remake, de HOUSE ON HAUNTED HILL, outro filme de William Castle). Em ambos há um grupo de pessoas preso numa mansão, enfrentando fantasmas, com um personagem engraçadinho para garantir as piadas (Lillard aqui e Chris Kattan em A CASA DA COLINA), overdose de efeitos especiais e roteiros chinfrins... Mas ainda fico com A CASA DA COLINA.

Resta, pelo menos, o consolo de que jamais veremos um "14 FANTASMAS"...

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    

Felipe M.Guerra
CRÍTICA 2

Da mesma forma que a Astrologia, paraciência baseada na influência dos astros, é questionada por muitos, a Astrologia Negra também é posta em dúvida pelos adeptos do ocultismo arcano.

Baseada no Zodíaco Negro, a Astrologia Negra permitiria ao Astrólogo - compactuante com as formas malignas - de prever o futuro e moldá-lo de forma maléfica em proveito próprio. O reflexo maligno da Astrologia também possui 12 signos, que nada mais são do que divisões graduais dos 360 graus da abóbada celeste, voltados para o nefasto.Valendo-se desse argumento, conhecido entre os praticantes de Magia Negra, os autores de "Os 13 Fantasmas", montaram um espetáculo com poucos sustos, poucas mortes mas muito, muito macabro.

A história começa com um milionário que tem o objetivo de capturar fantasmas para um fim ainda obscuro. Como ferramentas, o velho ganancioso utiliza-se de um paranormal poderosíssimo que só se interessa por dinheiro e uma equipe de cientistas "candidatos a cadáveres" que manipulam câmaras de contenção ectoplásmica que só não beira o engraçado "Os Caça-Fantasmas" porque além de tecnologia, são usadas palavras mágicas em latim (sempre latim, talvez porque nada melhor que uma língua morta para falar com os mortos!).

Nesse início, os seguintes elementos são apresentados: o velho "patrocinador da idéia" (como o velho que constrói a ilha em "Jurassic Park" ou o que propõe a corrida em "Tá todo mundo louco"), o elemento de destaque do filme, ou seja, um fantasma (como em "Jurassic Park", com os dinossauros ou em "Matrix" com os saltos e socos de Trinity, logo no início), o personagem mau que passará por uma redenção (como num monte de filmes) e o personagem bom que se revelará mau. Em seguida, após a ação inicial que termina com algo chocante (isso é padrão em todos os filmes, se sua atenção não for presa nesses primeiros minutos, babau!), os protagonistas são apresentados: uma família comum marcada pela tragédia da morte de um ente num acidente (desculpe a rima). Quando vi isso, já imaginei que como em todos os outros filmes, esse "assunto mal resolvido" seria solucionado no final. Prá variar, acertei! Bom, o filme vale pelos fantasmas horríveis, pela idéia do "olho do inferno" (parente próximo deste site, a Boca do Inferno. Por que será que nariz do inferno e orelha do inferno não metem medo?), pelos óculos que permitem a visão ectoplásmica e principalmente pela idéia de um corredor semelhante ao de uma prisão onde os condenados pela vida eterna aguardam um julgamento que nunca acontecerá. Esse é o verdadeiro corredor da morte, principalmente quando as celas são abertas.

O filme vale o ingresso pelos efeitos, pela maquiagem, pela hora em que o Olho do Inferno começa a funcionar e - principalmente - pela gostosíssima Shannon Elizabeth. O roteiro também é amarrado, de forma que você não se surpreenderá e ainda sairá com o estômago forrado e nenhuma sensação de "faltou aquilo".

Muitas pessoas esperavam que os 13 fantasmas tivessem relação com o clássico Scobby-Doo e os 13 fantasmas, onde nosso heróico cão liberta acidentalmente 13 das piores almas do inferno e é obrigado a prendê-las novamente (dizem até que a série Brimstone copiou o tema).
A Boca do Inferno recomenda, mas já antecipa que não é nenhum milagre cinematográfico.

COTAÇÃO:

Luciano Milici
CRÍTICA 3

Novamente o fascinante tema “Casa Assombrada” do gênero horror voltas às telas dos cinemas, dessa vez com “13 Fantasmas” (Thirteen Ghosts), que entrou em cartaz no Brasil em 22/03/02. Na verdade, o filme é uma refilmagem de um homônimo de 1960, dirigida e produzida por William Castle, o mesmo criador de “House on Haunted Hill” (1958), com o magnífico ator Vincent Price, e que também foi refilmado em 1999 como “A Casa da Colina”. Juntamente com “A Casa Amaldiçoada”, do mesmo ano, uma espécie de refilmagem de “Desafio ao Além” (1963) e de “A Casa da Noite Eterna” (1973), eles formam um trio de filmes inspirados em mansões mal assombradas e que foram lançados recentemente nos cinemas.

Em “13 Fantasmas”, um milionário excêntrico, Cyrus Kriticos (F. Murray Abraham), supostamente morre e deixa como herança uma misteriosa mansão para seu único sobrinho, Arthur (Tony Shalhoub) e família formada pelos filhos Kathy (Shannon Elizabeth) e Bobby (Alec Roberts), que estavam falidos perdendo a casa num incêndio que também matou a mãe das crianças. A enorme casa está repleta de portas de vidro com inscrições cabalísticas e passagens secretas por todos os lados. Eles então acabam sendo aprisionados pela casa macabra, que ainda evidencia a existência de diversas entidades sobrenaturais habitantes do local e aprisionadas no porão, que conseguem sua libertação e passam a perseguir e assombrá-los.

Para visualizar os fantasmas eles utilizam um óculos especial que permite ver suas aparências grotescas. A mansão acaba se revelando uma complexa máquina repleta de engrenagens e sistemas mecânicos cujo projeto é de autoria do próprio diabo e com sua movimentação feita através da energia dos mortos. Ajudados por um caça fantasmas responsável pela captura dos espíritos torturados, Rafkin (Matthew Lillard), e por uma suposta simpatizante pela liberdade dos fantasmas, Kalima (Embeth Davitz), a família Kriticos tenta escapar dos espíritos malignos e sobreviver às armadilhas mortais da obscura casa maldita, e para isso eles precisam descobrir os segredos da mansão e vencer a batalha contra os demoníacos espectros do além.

Os destaques vão para a cena sangrenta da morte do jovem advogado do milionário Cyrus, literalmente cortado ao meio com precisão cirúrgica por uma parede de vidro, e pelas aparições dos diversos fantasmas, todos grotescos e ameaçadores. Como ponto negativo, não podia faltar no roteiro as piadas idiotas e mal colocadas, que os realizadores sempre insistem em inserir nas tramas de horror atuais, ficando dessa vez o papel ridículo para uma incompetente babá do garoto Bobby. O diretor Steve Beck é estreante no ofício, já tendo trabalhado antes como profissional de efeitos visuais da poderosa “Industrial Light and Magic”.

Como curiosidade, assinam a produção Joel Silver (Matrix) e o conhecido cineasta Robert Zemeckis (Náufrago). “13 Fantasmas” é mais um filme de horror a retratar o ambiente maléfico do subgênero “casa assombrada”, que não traz grandes novidades, com os mesmos velhos clichês do estilo (mansão macabra, passagens secretas, fantasmas perversos, sustos fáceis, final feliz, etc.), porém numa abordagem auxiliada pela moderna tecnologia dos efeitos especiais que garante bons momentos de diversão para os apreciadores do tema.

Assim como os filmes similares “A Casa da Colina” e “A Casa Amaldiçoada”, refilmagens de clássicos do passado, e ainda o excepcional “Os Outros” (2001), de Alejandro Amenábar, eles formam uma interessante iniciativa de revitalizar o cinema de horror das casas assombradas por fantasmas. Porém, ao contrário dos filmes antigos, que optavam pelo horror sugerido e nunca se via realmente o fantasma, as produções atuais fazem questão de um horror explícito (com exceção de “Os Outros”), com muito sangue e violência, mostrando os fantasmas detalhadamente, investindo em sustos e muito barulho, não se preocupando em povoar o imaginário do público com situações sugeridas. De qualquer forma, há espaço para todos os tipos de horrores e o mais importante é se divertir com as diferentes situações e abrangências do medo.

Renato Rosatti
NOTÍCIAS E IMAGENS

(10/08/01) O site Cinema em Cena informou o seguinte:

A atriz Shannon Elizabeth, em entrevista ao Chicago Sun-Times, falou um pouco sobre 13 Ghosts e a experiência que o público terá ao assistir o filme:

“Nós mantivemos a origem da história. Temos óculos especiais na casa assombrada que permitem que você veja os fantasmas. Mas o grande lance é que os espectadores poderão ver através desse óculos, quando um dos nossos personagens o colocar. Você vê o que acontece enquanto os personagens ainda não sabem”.

Segundo a atriz, o efeito ficou tão aterrorizante que os produtores estão tentando diminuir o “tom” de certas seqüências.

(17/08/01) Divulgada mais uma foto do filme:


(31/08/01) Mais três fotos do filme:


(21/09/01)O ator Matthew Lillard falou ao SCI FI Wire a respeito dos efeitos especiais dos fantasmas do filme que, segundo ele, não são todos feitos por computação gráfica:
"Eu vi todos eles. Como num sexto sentido, você vê que eles são pessoas reais. Os efeitos são extraordinários. É um filme que, visualmente, eu acredito que seja um dos mais excitantes filmes que eu já fiz."

(26/10/01) Mais seis fotos do filme. Com essas já temos um total de 24 fotos. Confira as outras na Galeria Treze Fantasmas .


(23/11/01) A distribuidora brasileira do filme Treze Fantasmas, Columbia Pictures, divulgou recentemente a data prevista de estréia da produção: 18 de janeiro de 2002. Além disso, a MPAA (Motion Picture Association of America) classificou o filme como "R" (menores de dezoito somente acompanhados de um responsável), devido às cenas de nudez, violência e terror.
(23/11/01) A Columbia alterou a data de estréia de 13 Fantasmas no Brasil. Antes estava previsto para estrear hoje, mas agora só estreará no dia 8 de março de 2002.
(22/03/02)Hoje está estreando em diversas salas brasileiras o filme Treze Fantasmas. Confira a Primeira Galeria Treze Fantasmas, com 14 fotos e a Segunda Galeria Treze Fantasmas, com 40 fotos.