TROPAS ESTELARES 2


Starship Troopers 2: Hero of the Federation


Cinco anos depois após os acontecimentos do primeiro filme, um pequeno grupo de soldados está preso num forte, enquanto aguarda o resgate. Os insetos estão à espreita e agora possuem uma arma secreta....
CRÍTICAS:

Eu sou um fã confesso do primeiro TROPAS ESTELARES, dirigido por Paul Verhoeven em 1997. Infelizmente, a obra tem mais detratores do que adoradores. Verhoeven estava em baixa na época, depois de ter participado da bomba SHOWGIRLS. Disse várias vezes que seu TROPAS ESTELARES era uma sátira à Segunda Guerra Mundial, especialmente pela sociedade ultrafacista mostrada no filme. O público não entendeu e baixou a lenha, inclusive pelas diversas liberdades poéticas tomadas quanto ao livro que deu origem à história, escrito por Robert Heinlein (o traje dos soldados é mais pobre e, no livro, mulheres não podiam se alistar na infantaria, por exemplo).
Bem, eu esperava qualquer coisa de um filme chamado TROPAS ESTELARES 2. Ainda mais quando se sabe que é uma continuação mais barata, feita diretamente para o mercado de vídeo, sem astros famosos e, especialmente, sem um hábil artesão, como Paul Verhoeven (um mestre no uso da violência explícita em seus filmes), na condução do espetáculo. O que eu não esperava era que o filme tomasse um rumo tão decepcionante como o que tomou. Mas vamos lá.
Esta continuação começa estampando o título e o subtítulo (não traduzido) pomposo, HERO OF THE FEDERATION (Herói da Federação), que dá aquela cara de telefilme. Um rápido resumo situa o espectador na trama, e a aventura começa com a mesma propaganda de guerra que Verhoeven usou no original, tentando incentivar os jovens a se alistarem nas tropas estelares (embora o diretor tenha esquecido da ironia da propaganda do primeiro filme). Em seguida, corta para uma tropa da infantaria já cercada por milhares de insetos.
É preciso destacar que esta seqüência realmente tem cara de filme feito para a TV. Os cenários grandiosos e grandes efeitos do filme original foram deixados de lado. Aqui as cenas são mais contidas, raramente são mostrados os milhares de insetos cercando os heróis (mostra-se meia dúzia por vez). Até as roupas parecem mais vagabundas, e as armas pesadas com certeza estão um fiasco, com uma luzinha azul piscando na frente ao invés de fogo, para simbolizar os disparos dos projéteis.
Mas voltando ao filme: os soldados estão sitiados e o resgate não chegará tão cedo. O veterano general J.G. Sheperd (Ed Lauter) tenta então uma cartada arriscada: mandar um grupo de soldados a um hotel que fica nas proximidades, para organizarem a resistência, enquanto o restante do batalhão faz a retirada. A ação é fracassada devido à covardia do tenente Pavlov Dill (Lawrence Monoson), e vários soldados perdem a vida (e os membros) nas mãos (garras) dos insetos.
No hotel, enfrenta-se os mesmos problemas de sempre: falta de energia, de comunicação, o portão principal que não fecha... O grupo é formado por uma dezena de rapazes e mulheres, jovens aparentemente de pouca experiência. Enquanto esperam pelo resgate, eles organizam a barricada. No grupo está também o capitão Dax (Robert Burgi), condenado por ter matado um oficial. A primeira parte do filme é aquele blablabla interminável. Até puxei um ronco de 10 minutinhos. Os oficiais discutem sobre o capitão Dax e sua culpa, os soldados têm seus próprios problemas pessoais (namoros, medo de morrer...), e a soldado Lei Saara (Colleen Porch) descobre de uma só vez que está grávida e que seus poderes de clarividência (adivinhar o futuro) estão se desenvolvendo rapidamente. "E os insetos, onde estão?", chega a pensar o espectador, lá pelas tantas.
Aí é que entra a grande furada deste novo filme. Com todos os rumos que podiam dar para a história, resolveram investir pela milésima vez na velha trama de monstrinhos que entram no corpo dos seres humanos, possuindo-os. De INVASORES DE CORPOS até JORNADA NAS ESTRELAS e o recente PROVA FINAL, esta idéia já foi aproveitada e reaproveitada tantas vezes que perdeu completamente a novidade - e a graça. Mas o roteirista de TROPAS ESTELARES 2 achou bonito e interessante. Assim, criou uma nova raça de insetos, menores e mais velozes, que entram no seu hospedeiro pela boca (e outros orifícios também, embora isso nunca seja mostrado), transformando-o em escravo. O que acontece a partir de então é o tradicional "desenvolvimento INVASORES DE CORPOS": alguns dos heróis começam a estranhar o comportamento esquisito dos "possuídos", mas ninguém dá bola para isso. Então, os hospedeiros vão espalhando insetos pela boca de outros soldados, até um ponto em que a contaminação atinge a maior parte do grupo, fazendo com que os poucos sobreviventes lutem contra a ameaça.
Fica uma bela sensação de decepção quando o filme termina. Tudo bem que há uma generosa dose de violência (cabeças explodidas, decepadas e/ou furadas, corpos varados pelas garras de insetos, membros decepados e/ou arrancados, insetos esmagados, pescoços cortados), mas nada que chegue aos pés do original. Além disso, a maior parte das cenas de morte é feita por computação gráfica, o que deixa uma aparência bem falsa - especialmente quando um dos personagens tem o pescoço cortado e esguicha aquele sangue horrível em CGI!
Ao mesmo tempo, o fato de o filme se passar em um único cenário (o velho hotel), com minúsculas aparições dos gigantescos insetos dos filmes originais (dando prioridade à trama da "possessão"), afunda com o filme, principalmente quando lembramos das batalhas grandiosas, com dezenas de figurantes, mostradas no original. E repare como nas poucas aparições dos insetos, parece que os técnicos de efeitos especiais simplesmente repetiram as cenas: quando os soldados atiram nos monstros, sempre arrancam primeiro as patas laterais, para só depois explodir a cabeça. Isso toda vez que os insetos atacam! É como se os soldados fossem tão ruins de mira que nunca acertam a cabeça dos bichos primeiro!
Faz falta, também, a sátira ao militarismo utilizada por Verhoeven no filme original. Aqui tudo é voltado para o lado do heroísmo, glorificando os feitos dos soldados - o que não era a proposta do primeiro TROPAS ESTELARES. Há algumas poucas tiradas irônicas, como quando um oficial vê uma mãe com um bebê e fala, olhando para a criança: "Cresça logo, rapaz. Precisamos de carne nova para o moedor!".
O diretor de TROPAS ESTELARES 2 é Phil Tippett, um especialista em efeitos especiais que fez sua estréia como cineasta. O homem trabalhou nos efeitos de filmes como EVOLUÇÃO (2001), o primeiro TROPAS ESTELARES e a trilogia ROBOCOP, mas demonstrou não ter aprendido nada com os diretores destes filmes. Fez também a maquiagem de O RETORNO DE JEDI e até aparece numa ponta em GUERRA NAS ESTRELAS, como um dos aliens naquela infames cena da cantina!
Mas Tippett nem pode ser considerado culpado pelo resultado fraco desta continuação. A grande culpa é do roteiro fraco de Edward Neumeier. O que espanta, considerando que ele não é de hoje: trabalhou no roteiro dos três ROBOCOP e também no primeiro TROPAS ESTELARES. Agora, está envolvido no novo projeto de James Cameron, que deverá começar a ser filmado em 2005.
TROPAS ESTELARES 2 é um filme apenas razoável. As interpretações são caricatas, assim como os personagens. Neumeier queria trazer de volta o sargento Zim, interpretado por Clancy Brown no filme original (ele treinava Johnny Rico e sua turma, lembra?). Mas o ator não pôde participar. Assim, o roteiro teve que ser reescrito e o personagem foi transformado no "capitão Dax". Uma boa sacada é o tenente bundão interpretado por Monoson (que fez SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 4 e O ÚLTIMO AMERICANO VIRGEM, lembra?). Parece aquele personagem xarope que vai incomodar o filme inteiro, até que uma reviravolta do roteiro faz com que ele passe para o lado dos heróis. Já o general e a sargento são caricaturas tão forçadas que provocam raiva - principalmente ela, que grita e tem sempre um charuto na boca para tentar mostrar que é durona.
O roteiro abre espaço até para fazer citações a outros filmes. A principal (e mais gratuita) é a brincadeira com GREMLINS, de Joe Dante, quando a sargento consegue colocar um dos insetos possuidores de humanos dentro de um forno microondas e fica assistindo sua explosão. No elenco essencialmente desconhecido, uma boa surpresa é a linda loirinha Kelly Carlson (a soldado Charlie Soda), que aparece peladinha e certamente merece novas chances no cinema - de preferência com a mesma "roupa", hehehehehe.
Resumindo: um filme razoável e até divertido, mas indigno de comparação com o primeiro TROPAS ESTELARES. Se você não gostou do original, então pode passar longe desta continuação de poucos méritos e muitos deméritos.

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    


Felipe M.Guerra


(11/06/04) Tropas Estelares 2 será distribuído em VHS/DVD pela Columbia Pictures nos próximos meses. Confira abaixo a sinopse do filme e a capa do DVD:
Nesta seqüência explosiva, a melhor unidade de infantaria móvel da Federação volta à ação contra a horda dos insetos. Mas desta vez, os insetos estão esperando por eles. Encurralado em um posto remoto há anos-luz do reforço mais próximo, um pequeno grupo de soldados combate um inimigo mais esperto e mais perspicaz do que qualquer outro que eles já enfrentaram. Agora, eles devem juntar forças com um traidor deplorável da Federação se quiserem ter qualquer esperança. E não é apenas por suas vidas que estão lutando, é pela sobrevivência da raça humana. Se eles quiserem viver, terão que usar a cabeça antes que os insetos usem-nas para outros fins!
O vencedor do Oscar Phil Tippett (1994 - Melhor Efeitos Especiais por Jurassic Park), um dos melhores mestres de efeitos visuais da indústria cinematográfica, faz sua estréia como diretor.

(14/05/04) Clique aqui e confira vários vídeos - trailer, TV spot, clipes - do filme Tropas Estelares 2, ainda sem data prevista para chegar ao nosso país.
(26/03/04) Divulgada a imagem da capa do DVD do filme Tropas Estelares 2. O filme contará com alguns extras como galeria, filmografia, trailers e detalhes sobre a produção com comentário do diretor. No Brasil, ainda não sabemos quando o filme chegará. Confira a capa:


(30/01/04) Tropas Estelares 2 ainda não chegou às locadoras americanas, mas seu tease trailer já está disponível. Trata-se de um comercial de TV (spot) com 15 segundos de duração, com muitas cenas de ação e com os dizeres: "Os insetos estão de volta! Mas agora será diferente!". Para assistir ao comercial, clique aqui

Aproveite para ler o Artigo de Renato Rosatti sobre o primeiro filme. Confira um trecho que fala sobre a continuação: "Curiosamente a atriz Brenda Strong, que fez a Capitã Deladier no original, e que morreu na queda de sua nave num ataque dos insetos, volta agora na continuação na pele de outro personagem, a Sargento Dede Rake. A história do novo filme é ambientada cinco anos após os eventos do primeiro e acrescenta algumas novidades ao já conhecido universo ficcional dos insetos alienígenas, que agora serão capazes de transmitir um vírus capaz de transformar os humanos em zumbis. Eles ainda não foram dominados totalmente na guerra com a humanidade e as ações se passam dessa vez num planeta chamado "Zulu"..."

Confira duas novas imagens do filme, divulgadas no site StarshipTroopers2.net


(12/09/03) Seguindo a lógica americana: depois do sucesso de um filme, prepare-se para uma seqüência. Com Tropas Estelares não poderia ser diferente. Com o lançamento previsto para 2004, Starship Troopers 2: Hero of the Federation tem na direção o especialista em efeitos especiais Phil Tippett e o seguinte elenco (composto por novos personagens): Richard Burgi, Ed Lauter, Sandrine Holt, Brenda Strong, Kelly Carlson, Billy Brown, Kelly Carkson, Cy Carter, J.P. Manoux, Lawrence Monoson, Colleen Porch, Drew Powel, Ed Quinn, Jason-Shane Scott.
No enredo, um grupo de soldados estelares preso em um forte, defende-se de todas as formas das gigantescas criaturas, enquanto aguarda o resgate. O que caracterizará a produção será muita cenas de ação e um surpreendente drama humano. A razão para isso é que os bichos têm em seu arsenal a capacidade de infectar os humanos com uma doença que os deixa fora de controle, enquanto o interior de seus corpos é deteriorado. Um dos sintomas da infecção é a deformidade das mãos,o que faz com que os infectados tentem escondê-las para evitar a ira dos companheiros. Confira abaixo as primeiras imagens do filme:






Elenco: Richard Burgi, Ed Lauter, Sandrine Holt, Brenda Strong, Kelly Carlson, Billy Brown, Kelly Carkson, Cy Carter, J.P. Manoux, Lawrence Monoson, Colleen Porch, Drew Powel, Ed Quinn, Jason-Shane Scott
Diretor: Phil Tippett
Roteiro: Ed Neume
Distribuidora: Columbia Pictures
Estréia: 2004

COMENTÁRIOS

"Esse filme e um lixo!!!!!!!!
esse povo ainda tem mania de pegar um filme de sucesso e depois fazer uma continuasao brata e ruim, nao recomendo mesmo!!! "

Lucas

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